Rodoanel na RMBH será brutalmente devastador. Por Gilvander Moreira*

De forma autoritária e eleitoreira, ouvindo muito o grande empresariado, falsos ambientalistas e com “farsas de audiências públicas”, ignorando as críticas e propostas contundentes de Movimentos Socioambientais e de militantes dos direitos humanos e socioambientais, sem comprovar a necessidade, o (des)Governo de Minas Gerais, Romeu Zema, lançou, na 2ª quinzena de janeiro de 2022, o edital de licitação para empresas que queiram entrar na concorrência para construir o famigerado “Rodoanel” na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), MG. Com mais de 100 quilômetros de extensão e largura de 200 a 500 metros, com milhares de desapropriações de moradias e sítios, entre os quais estima-se que estejam mais de dez mil moradias, 50 igrejas, 20 UPAs, dezenas de escolas, cemitério do povo escravizado em Santa Luzia, áreas ambientais, sítios históricos e arqueológicos, áreas próximas a muitos mananciais, o tal de “rodoanel” será uma estrada da morte rasgando 14 municípios da RMBH[2]. Tudo isto pode ser visto no mapa com trajeto/traçado do esboço de rodoanel. Trata-se de um megaprojeto de interesse do grande capital recheado de mentiras e manipulações. Primeiro que não será rodoanel, pois não passará ao redor da RMBH, mas a rasgará brutalmente ao meio. Segundo, que será na prática “um terceiro rodoanel”, pois o primeiro é a Av. do Contorno em Belo Horizonte; o segundo, o Anel Rodoviário. Após o “rodoanel” vão querer construir um quarto, quinto … “anel”. BH não é o planeta Saturno com seus sete anéis. Recorde-se que ao construir a Av. do Contorno  e o Anel Rodoviário, o Governo de MG e a elite divulgaram que seria a solução para todos os problemas de trânsito, mas não foi. O “rodoanel” também não será. Absurdo também é promover licitação antes de se fazer o Licenciamento Ambiental. Pior é que se diz no esboço de projeto que “a empresa licitada terá o direito de definir o trajeto final”. Isso é o Estado de joelhos diante dos interesses do grande capital.

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Atores políticos instigaram um terço dos ataques on-line de gênero contra jornalistas em 2021

Abraji

Segundo o monitoramento da violência de gênero contra jornalistas, feito pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), 85 (71,4%) dos 119 ataques registrados em 2021 tiveram origem ou alguma repercussão no ambiente digital. Os números revelam uma dificuldade adicional que as redes sociais e o ambiente digital representam para jornalistas mulheres, profissionais de imprensa LGBTQIA+ e meios de comunicação comprometidos com pautas feministas. Frequentemente, esses grupos são alvos de ofensas, ameaças, campanhas de desinformação ou hostilização, hackeamento e outras formas de restrição na internet.

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Brasil fecha 2021 com 1937 resgatados da escravidão, maior soma desde 2013

Operações de fiscalização de denúncias ocorreram nas 27 unidades da federação e em apenas 4 não houve resgates: Acre, Amapá, Paraíba e Rondônia. Minas Gerais foi o estado com o maior número de libertados; a produção de café foi a atividade com a maior quantidade de trabalhadores envolvidos

Por Leonardo Sakamoto, em Repórter Brasil

O Brasil encontrou 1.937 pessoas em situação de escravidão contemporânea em 2021, maior número desde os 2.808 trabalhadores de 2013, segundo informações divulgadas pelo renascido Ministério do Trabalho e Previdência nesta quinta (27). Ao todo, foram 443 operações – um recorde desde a criação dos grupos especiais de fiscalização móvel, base do sistema de combate à escravidão no país, em maio de 1995.

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Ituna-Itatá: 84% do desmatamento registrado na terra indígena ocorreu nos últimos 3 anos

Área do Pará que abriga povos isolados é uma das mais desmatadas do País

Greenpeace Brasil

Relatório inédito lançado hoje pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e pela Organização dos Povos Isolados (OPI) mostra que 84,5% do desmatamento ocorrido dentro da Terra Indígena Ituna-Itatá, no sudoeste do Pará, ocorreu entre 2019 e 2021, durante o governo Bolsonaro.

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Governo Bolsonaro ‘abriu a porteira’ para agrotóxicos perigosos em 2021

O governo de Jair Bolsonaro deu um forte impulso à liberação de agrotóxicos dos mais perigosos em 2021, segundo parecer da professora Sonia Corina Hess, titular de Química da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Campus de Curitibanos. O estudo foi encomendado pelo Ministério Público Federal, Ministérios Públicos Estaduais, órgãos do Poder Judiciário federal e dos estados, além do Fórum Nacional e fóruns estaduais de combate aos impactos dos agrotóxicos e transgênicos, entre outras instituições.

por Cida de Oliveira, em RBA / IHU

Os dados levantados pela professora apontam para uma escalada na aprovação de produtos altamente perigosos no ano passado. O pacote inclui itens banidos na União Europeia (UE) há mais de 20 anos ou que jamais conseguiram ser liberados justamente por causar sérios danos à saúde humana. “A proibição desses produtos na UE está associada aos efeitos adversos a humanos e a outros organismos resultantes da exposição aos ingredientes químicos de agrotóxicos”, destaca em seu parecer.

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Os mercados e o bolsonarismo profundo: canibalismo social como fundamento econômico. Por Luis Fernando Novoa Garzon

“A peste que nos aflige em profundidade é reconhecida pela discursividade triunfante e pela forma de superacumulação que viabiliza. Um regime de acumulação que tornou o canibalismo social e a devastação ambiental condição sine qua non para a elevação das taxas de rentabilidade, não se reverte apenas com eleições gerais”, escreve Luis Fernando Novoa Garzon, sociólogo, doutor em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR-UFRJ e professor da Universidade Federal de Rondônia.

IHU

“Senhores das finanças, atacar, cumpri com o vosso dever!”
Ubu-Rei

O rei bufão, enquanto cumpre seu dever diversionista, lança a ordem de seguir em frente com o extermínio. O personagem do drama de Alfred Jarry se tornou adjetivo: ubuesco é aquele fornido com poder e estultice, em relação direta. No caso brasileiro, a bizarrice concentra as atenções enquanto o sorrateiro se espraia. É um poder derivado da capacidade de projeção de pânicos morais e de, em nome deles, anular regulamentações intersetoriais e acordos interclassistas. A grotesca corporificação de Bolsonaro confere habeas-corpus ao voraz metabolismo do capitalismo rentista-neoextrativista brasileiro.

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Por uma revolução no Direito à Cidade

Enorme atraso urbanístico do Brasil exige resposta inovadora. Como na Espanha pós-franquista, é preciso criar equipamentos múltiplos, em especial nas periferias. Somarão cultura, esporte e fruição da vida. Promoverão intensa participação popular

Por Ion de Andrade, em Outras Palavras

Um dos maiores gargalos no processo de desenvolvimento social do Brasil é a não oferta crônica de equipamentos coletivos capazes de responder às necessidades de toda sorte situadas fora da esfera da Saúde e da Educação, áreas em que tal oferta ocorre tão somente em decorrência de conquistas sociais que as tornaram obrigatórias por lei.

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Testagem: há caminhos para vencer a paralisia do governo

Desorientação do Planalto e ministério podem pôr a perder avanços como a produção de testes pela Fiocruz e sua possível distribuição pelo SUS. Desempenho de cidades como Niterói no combate à covid

por Flávio Dieguez, em Outra Saúde

Os novos desafios da covid colocados pela ômicron têm como foco os meios de controlar a alta capacidade de transmissão da variante. Esses meios, conforme avaliou liminarmente a OMS há alguns dias, são levar a vacinação à quase totalidade das populações e multiplicar de modo expressivo a testagem em massa das populações, fazendo uso criterioso dos recursos de Saúde disponíveis. O Brasil, naturalmente, está atento a essa agenda. Mas os avanços são lentos e difíceis – quando não resultam em retrocesso – graças à desorientação política do país.

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O fracasso dos militares brasileiros

O valor da subordinação, que cultivam, os impede de governar em democracia. No Brasil, tudo se agrava pela subserviência histórica a Washington. Por isso, eles devastam hoje a própria modernização conservadora que ajudaram a pôr de pé

Por José Luís Fiori e William Nozaki, em Outras Palavras

Existe uma psicologia bem compreendida da incompetência militar […]. Norman Dixon argumenta que a vida militar, com todo o seu tédio, repele os talentosos, deixando as mediocridades, sem inteligência e iniciativa, subirem na hierarquia. No momento em que alcançam cargos importantes de tomada de decisão, essas pessoas tendem a sofrer alguma decadência intelectual. Um mau comandante, argumenta Dixon, nunca quer ou é incapaz de mudar de rumo quando toma a decisão errada. (Ferguson, N. Catástrofe. Editora Planeta, São Paulo, 2022, p. 184)

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Formatura da segunda turma de técnicos e técnicas em Agroecologia da Escola Luana Carvalho

São 13 filhos e filhas de trabalhadores rurais que se formaram técnicos e técnicas em agroecologia, pela Escola Luana Carvalho, em 2021

Da Página do MST

Uma cerimônia da formatura da segunda turma de técnicos e técnicas em Agroecologia, cheia de mística e emoções, aconteceu nesta sexta-feira, no dia 28 de janeiro, no assentamento Josinei Hipólito, Ituberá-BA. O evento reuniu famílias dos/as educandos/as, educadores/as e assentados/as, além da lideranças da regional Baixo Sul, brigada Costa do Dendê e coordenações dos assentamentos do MST em Ituberá.  

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