A quem serve a oposição entre judeus e negros?

Por André Vereta Nahoum, Benjamin Seroussi, Breno Benedykt, Clarisse Goldberg, Iara Rolnik, Iris Kantor, Lia Schucman, Marcelo Semiatzh, Maurice Jacoel, Patricia Tolmasquim, Raquel Rolnik, Thais Lancman, em nome dos Judeus pela Democracia SP

Fonte: Folha de S.Paulo

No debate público sobre relações raciais, não poucas vezes judeus e negros foram colocados em campos opostos por diversos motivos e circunstâncias históricas. A frequente associação entre a condição judaica e a branquitude revela a força da ideologia do embranquecimento em nosso país.

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Gabriel Boric, presidente electo de Chile: “No espero que las élites estén de acuerdo conmigo, pero sí que dejen de tenernos miedo”

Por Andrea Vial Herrera, de Santiago de Chile, especial para BBC Mundo

Reconoce que él nunca pensó que estaría en este momento.

A punto de cumplir 36 años, edad que lo habilita para sentarse en el Palacio de La Moneda a partir del 11 de marzo, Gabriel Boric Font fuma un cigarrillo tras otro a pocas horas de dar a conocer su gabinete.

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Outra República. Por Marcio Pochmann

No Terapia Política

O desenlace do ciclo político da Nova República, que aconteceu após três décadas de sua existência, tem sido acompanhado pelo rearranjo institucional que aponta para a formação de outra República no Brasil. As suas principais características, ainda que aprisionadas durante o período pós-ditadura, ganharam rapidamente maior dimensão desde o curso do golpe de Estado iniciado ao final das eleições presidenciais de 2014, quando o candidato derrotado e sua base partidária não aceitaram a derrota.

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Grupo Prerrogativas: “Nota de solidariedade aos Jornalistas da Folha”

O Grupo Prerrogativas manifesta plena solidariedade e apoio aos jornalistas da Folha de São Paulo que assinaram manifesto questionando o espaço concedido no jornal para textos considerados racistas que negam décadas de pesquisas e estudos sobre a questão racial no Brasil.

O documento assinado por mais de duas centenas de jornalistas é uma peça histórica. Serve de alerta a todos os brasileiros contra dois grandes riscos que são agravados a cada vez que um veículo respeitado como a Folha dá voz a discursos tão retrógrados. Um deles, o mais óbvio, é o incremento do racismo. O outro, mais sutil, é o risco de perda de credibilidade não somente do jornal, mas de toda a imprensa.

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Jornalismo suicidário*. Por Silvio de Almeida

*Fonte: Folha de S.Paulo

Centenária, a Folha comete um dos maiores erros de sua história

Em matéria publicada na quarta-feira (19), Suzana Singer trouxe a posição da Direção da  Folha acerca das repercussões negativas de textos recentemente publicados e que foram por muitas pessoas —inclusive por este colunista— considerados racistas. Porém, as declarações do diretor do jornal, Sérgio Dávila, revelaram, mais do que falta de autocrítica, uma surpreendente tendência ao autoaniquilamento por parte de um jornal centenário.

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O perfume de Gengis Khan nas línguas da Amazônia. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Quem tem língua cortada não fala” 
(Provérbio Mongol. Séc. XIII)

As línguas Nheengatu e Kambeba passam a fazer parte agora do currículo educacional das quatro escolas municipais indígenas de Manaus, atendendo reivindicação dos índios moradores de uma cidade que sempre foi cemitério de línguas e traz sepultado em seu solo o último falante do idioma Baré. Durante séculos, a glotopolítica colonialista silenciou centenas de línguas indígenas, com o objetivo de emudecer seus falantes, como manda o provérbio do séc. XIII, baseado em prática adotada por Gengis Khan, fundador do Grande Império Mongol, que abarcava China, Europa Oriental, Pérsia e Oriente Médio.  

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Stedile: “Leonel Brizola, um estadista que nos faz falta”

João Pedro Stedile faz uma homenagem ao centenário de nascimento de Leonel Brizola

Por João Pedro Stedile, no Brasil de Fato

Conheci  Brizola, quando criança. Ele era governador do meu estado e passou por minha região em atividades politicas. E a “camponesada” toda foi vê-lo. Já naqueles idos, era um personagem muito popular, um verdadeiro ícone, que era admirado por muitos e odiado pelas oligarquias.

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Poder Executivo deverá explicar à PGR fundamentos da nova regulação de cavernas

Ofícios solicitam regras já editadas sobre o tema, motivação e impactos mapeados das normas editadas

A Procuradoria-Geral da República enviou ofícios aos ministros do Meio Ambiente e de Minas e Energia – Joaquim Leite e Bento Albuquerque, respectivamente – e ao advogado-geral da União, Bruno Bianco Leal, solicitando informações sobre o Decreto nº 10.935/2022, que trata da disciplina das cavidades naturais subterrâneas (cavernas) existentes em todo o território nacional. O MPF pede aos Ministérios o histórico normativo do tema, incluindo alterações em 1990, 2008 e 2022, com as razões que motivaram as mudanças normativas ao longo do tempo e a avaliação dos resultados e dos impactos a elas associados. À AGU, o órgão pede considerações preliminares sobre a constitucionalidade do decreto editado em janeiro.

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Intersecções entre racismo ambiental e degradação ambiental em Porto Seguro, Bahia

Por Elissandro Santana, para Desacato.info.

A análise aqui, como se explicita logo no título, se dará em relação a Porto Seguro, importante cidade turística localizada no Extremo Sul da Bahia, mas a situação retratada neste canto do país se replica em várias outras partes e regiões, portanto, a discussão sobre racismo ambiental e degradação ambiental por essas bandas poderá ser compreendida por muitos a partir das perspecticas locais Brasil adentro. Dito isto, para filosofar um pouco, a guisa de comparação, assim como William Shakespeare dizia que “há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia”, ouso afirmar, sem medo, que há mais intersecções entre o racismo ambiental e a degradação ambiental do que se imagina em Porto Seguro e no Brasil, ainda que muitos não percebam.

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Consultoria que empregou Moro recebeu R$ 40 milhões de empresas alvos da “lava jato”

Na Conjur

A consultoria Alvarez & Marsal, para a qual Sergio Moro foi trabalhar depois que deixou o governo Bolsonaro, informou ao Tribunal de Contas da União que 75% de todos os honorários que recebe no Brasil são provenientes de empresas investigadas pela “lava jato”.

Segundo reportagem da revista Veja, nos últimos anos a consultoria recebeu quase R$ 42,5 milhões de empresas pilhadas pela atuação de Sergio Moro e do Ministério Público Federal: R$ 1 milhão por mês da Odebrecht e da Atvos (antiga Odebrecht Agroindustrial); R$ 150 mil da Galvão Engenharia; R$ 115 mil do Estaleiro Enseada (que tem como sócias Odebrecht, OAS e UTC); e R$ 97 mil da OAS.

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