Ao reunir-se com ex-ministros da Saúde, pré-candidato vislumbrou a possibilidade de o país reerguer-se a partir dos serviços públicos – e de sua contraface industrial. Estratégia poderia envolver América do Sul e marcar a volta do Brasil ao debate dos grandes temas globais
por Antonio Martins, em Outra Saúde
Despontou, na última terça-feira (18/1), mais um sinal de que o SUS, por tantos anos desprezado e diminuído, pode ser reinventado e – mais que isso – indicar rumos para a reconstrução do Brasil. O candidato à Presidência que lidera até o momento todas as pesquisas de intenção de voto, Lula, protagonizou um encontro emblemático. Reuniu seis ministros da Saúde do período pré-20161. O encontro foi muito além de uma troca de diagnósticos sobre as perspectivas sanitárias do país na pandemia. Suscitou ideias que, se adotadas, terão desdobramentos em três frentes. Permitirão retomar a Reforma Sanitária, em novos tempos e novas bases. Desencadearão uma nova estratégia de industrialização, agora impulsionada pela garantia de serviços públicos de excelência. Reverterão o isolamento internacional em que o país está metido, após três anos de governo terraplanista. O diálogo sobre estes pontos fez surgir, em esboço, uma ideia que pode ser igualmente marcante: realizar, ainda este ano, uma Conferência Nacional de Saúde, para tornar coletiva a construção dos novos rumos.
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