As fake news que alimentam o racismo

Além de comprovar que a Terra é redonda e defender o “Zé Gotinha”, no Brasil também se tornou necessário vociferar que a escravidão existiu e foi profundamente violenta e que não, não existe racismo reverso.

Por Ynaê Lopes dos Santos, Deutsche Welle

Não é de hoje que fake news invadem nosso cotidiano.

No início, elas pareciam ser mais uma brincadeira de mau gosto, fanfarronices da famosa “galera do fundão”, que viam nessas notícias falsas uma forma de “descontração”. Entretanto, rapidamente as fake news revelaram sua verdadeira face: uma forma espúria e perigosa de fazer política, usada a serviço de um projeto de sociedade muito bem delineado.

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De modelo internacional à extinção: como morre uma política pública

Programa de diversificação do cultivo de tabaco que beneficia agricultores do setor foi alterado no governo Bolsonaro. Detalhe: o programa era referência internacional

Por André Picolotto, Clarissa Levy, Manoela Bonaldo, Agência Pública

A casa em que vive a agricultora Mara*, de 57 anos, é um rancho de madeira, chão batido, tem um cômodo só e foi construída por suas próprias mãos. Fica no alto de uma colina, no terreno de sua família, em Camaquã, o terceiro município do Rio Grande do Sul que mais produziu tabaco em 2020. “Eu tenho vergonha, sabe?”, lamenta Mara. “A casa é simples, mas é preciso que vocês vejam como as coisas são”, diz a agricultora, que sobrevive com cerca de R$650 por mês. Mara planta tabaco há 20 anos e se aposentou com um salário- mínimo, mas ainda precisa reservar parte do dinheiro que recebe todo mês para pagar dívidas com fumageiras. “Essa é a riqueza que o fumo me trouxe”, diz. 

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Vai sobrar pouco de Sergio Moro. Por Moisés Mendes*

Terapia Política

O que irá sobrar de Sergio Moro, depois da completa desintegração da sua imagem, talvez seja um advogado alquebrado. Não teremos quase mais nada do ex-juiz, ex-ministro da Justiça, ex-quase ministro do Supremo, ex-consultor da Alvarez & Marsal e ex-candidato a candidato a presidente.

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Amazônia e a potência da bioeconomia

Ela é a chance de superar o extrativismo. Significa usar biodiversidade e saberes ancestrais contra as desigualdades, valorizar os povos das florestas e desenvolver ciência, indústria e bem-estar. Requer política pública e frear o avanço do agronegócio

por Ricardo Abramovay, em Outras Palavras

Um dos mais frequentes e nefastos equívocos sobre os rumos do crescimento da Amazônia consiste em confundir bioeconomia com extrativismo. É fundamental, sem dúvida, ampliar o uso sustentável da gigantesca sociobiodiversidade das florestas tropicais (e de seus rios). Os povos da Amazônia, os cientistas, os empresários responsáveis, os ativistas e as organizações de fomento ao empreendedorismo têm feito progressos imensos nesta direção. Mas a bioeconomia tem que ir muito além das florestas.

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Enfermeiros em falta, pacientes de sobra

Uma enfermeira de São Paulo conta sua rotina durante o novo pico da pandemia, que contaminou profissionais de Saúde ao mesmo tempo que lotou hospitais

por Marcia Cristina de Jesus Ribeiro*, em depoimento a Evanildo da Silveira, na Piauí

Marcia Ribeiro trabalha há mais de dez anos como enfermeira no IGESP, hospital particular situado no centro de São Paulo. Está na linha de frente da pandemia desde março de 2020 e viveu a escalada assustadora de contaminações e mortes no começo de 2021. Quando a maré de casos baixou, ela passou a se dedicar sobretudo ao tratamento de pacientes que sofriam com sequelas da Covid-19. Estava otimista com a chegada de 2022 e imaginava que não voltaria à rotina intensa dos primeiros anos de pandemia. Até que a rápida disseminação da variante Ômicron e do vírus da gripe (Influenza) desmanchou suas expectativas. O hospital onde trabalha voltou a ficar lotado – atualmente, dois andares estão dedicados exclusivamente a pacientes com gripe ou Covid-19. Com poucos médicos para atendê-los, já que parte da equipe foi contaminada, os doentes fazem fila até no estacionamento. “Sinto que estou lutando minha terceira guerra”, diz Ribeiro.

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Combater desigualdades e mudar e Economia

Sem projetar o horizonte pós-neoliberal não será possível superar o cenário de catástrofe. Estado deve induzir um novo desenvolvimento e garantir ampliação dos direitos, num cenário em que as questões ambientais serão cada vez mais determinantes

Por Ana Paula Garcia, Beatrice Fontenelle-Weber, Ligia Toneto, Matias Cardomingo  e Rodrigo Toneto*, em Outras Palavras

O avanço da nova variante da covid-19 na última semana acende um alerta se teremos entrado em 2022 sem saber ao certo se já terminamos o longo 2020, que durou 2021 inteiro. A boa notícia é que os dados apontam para quadros de baixa gravidade e uma letalidade baixíssima para quem tomou as duas doses de vacina. A má notícia é que o Presidente da República continua negando a importância da vacinação, falando até mesmo que não levará sua filha de 11 anos para se imunizar.

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Open health: a nova tentativa de privatização da Saúde

Nova empreitada de Marcelo Queiroga busca favorecer planos de saúde e esvaziar o SUS. Dados sensíveis dos cidadãos podem ser entregues às operadoras. Proposta é ilegal e amplia desigualdades, dizem pesquisadores

por Gabriela Leite, em Outra Saúde

A notícia sobressaltou aqueles que lutam pela saúde pública universal e gratuita. Ontem de manhã, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga, em entrevista ao Valor, afirmou que planeja criar, via Medida Provisória, o open health uma base de dados que contém todas as informações médicas dos cidadãos brasileiros, para “ampliar a concorrência no mercado de planos de saúde”. Com os dados abertos, as empresas poderiam oferecer planos mais baratos para aqueles clientes que “usam menos”. O ministro admite que a intenção, com a MP, é fazer os usuários migrarem do SUS, “sobrecarregado”, para a saúde privada.

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Mais do mesmo: Pereira Leite toca boiada de Bolsonaro no MMA

ClimaInfo

Frederick Wassef, advogado do presidente Jair Bolsonaro, conseguiu o que o ex-ministro Ricardo Salles falhou em fazer: liberou a madeira sob suspeita de ter sido retirada ilegalmente de florestas públicas na Amazônia em benefício da empresa MDP Transportes.

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Em evento, Bolsonaro comemora redução de 80% das multas do Ibama

“Nós reduzimos em mais de 80% as multagens no campo”, disse o presidente, que creditou ao ex-ministro Salles e à ministra da Agricultura, Teresa Cristina, as boas medidas para o campo

O Eco

Durante a abertura de um evento sobre crédito agrícola do Banco do Brasil, realizado na segunda-feira (17), o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) comemorou a queda de 80% de multas ambientais em propriedades rurais. Para Bolsonaro, isso demonstra o compromisso do governo com o agronegócio.

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Carta de agradecimento do MST ao povo brasileiro

Solidariedade e colaboração tornou possível um Natal com comida no prato para cerca de 250 mil famílias

Da Página do MST

 “Solidariedade, amigos e amigas,
não se agradece, comemora-se”
Betinho

A Campanha Natal Sem Fome foi lançada pelo MST em dezembro de 2021. A sociedade brasileira contribuiu para que o povo Sem Terra conseguisse fazer chegar mais comida abraçando essa campanha. 

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