A pedido do MPF, Justiça determina demarcação de comunidade quilombola em Viamão (RS)

Aproximadamente 41 famílias aguardam há mais de 15 anos o reconhecimento do território

Ministério Público Federal na 4ª Região

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) determinou que o Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra) deve concluir o procedimento administrativo de identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação da área territorial em que vive a Comunidade Quilombola Cantão das Lombas, localizada no município de Viamão (RS) e já devidamente certificada pela Fundação Palmares.

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O que Audálio Dantas fez com Carolina Maria de Jesus? Por Eliane Brum

Uma opinião sobre o mais recente capítulo da história de uma das mais icônicas escritoras do Brasil e do jornalista que ela descobriu para ajudá-la a ser publicada num dos países mais racistas do mundo

No El País Brasil

Deixa eu começar a dizer de onde eu falo. Conheci Audálio Dantas (1929-2018), de corpo encarnado, tarde na minha vida. Já tinha uns 40 anos e para mim ele era só uma lenda do jornalismo. É claro que uma lenda é bastante coisa, mas nunca fui muito apegada nem às lendas nem aos heróis. A reportagem me ensinou isso, que as pessoas são “só” pessoas e é melhor para todos – e também para elas – que continuem sendo só pessoas. Audálio não andava sozinho. Quando o conheci, conheci também a pequena família que andava com ele —ou com quem andava ele. Vanira, sua mulher; Juliana, a filha mais velha; Mariana, a filha mais nova; ambas do casamento com Vanira. Sei que há ainda José e Ana, filhos mais velhos, mas só os vi de passagem. E a vó. A vó era a mãe da Vanira. Em todo evento de jornalismo ou de amigos, lá estavam os cinco, com uma alegria cheia de dentes e de abraços. Eu mesma passei a acreditar que se não estivessem no lançamento de meus livros, o livro não teria sorte, porque faltaria amor na fila. Nunca fomos íntimos, mas nos gostávamos. Mais tarde, a vó ficaria cega e depois iria embora. Mais tarde ainda, Audálio partiria, de câncer. Eu estava bem longe quando ele se foi e não puder comparecer aos rituais de despedida. Então minha saudade não tem imagem.

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Código de Mineração vai a votação em semana de invasão no Rio Madeira: saiba o que está em jogo

Especialistas apontam que proposta é “totalmente do interesse empresarial” e dá “carta branca” ao garimpo

Paulo Motoryn, Brasil de Fato

O grupo de trabalho de reforma do Código de Mineração na Câmara dos Deputados se reunirá nesta terça-feira (30) para discussão e votação do parecer preliminar com a minuta da proposta da deputada Greyce Elias (Avante-MG). A tramitação é mal vista e criticada duramente por especialistas no tema e movimentos populares, como o MAM (Movimento Pela Soberania Popular na Mineração) e o Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração.

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MST ocupa sede do Incra em SP contra despejo de 450 famílias do Acampamento Marielle Vive

Ato é seguido por duas manifestações nesta terça, uma no TJSP e outra na Alesp

Caroline Oliveira, Brasil de Fato

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou, na manhã desta terça-feira (30), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na capital paulista, contra o despejo de 450 famílias e 150 crianças que vivem no Acampamento Marielle Vive, de Valinhos, em São Paulo. 

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Povo Guarani Mbya retoma área em Canela, no Rio Grande do Sul, nessa segunda-feira (29)

Na década de 1940, o local foi transformado em espaço de preservação ambiental; a área possui mais de 700 hectares e está preservada

No Cimi

A força dos Guarani Mbya tomou conta do município de Canela, no Rio Grande do Sul (RS), na manhã da última segunda-feira (29): oito famílias do povo retomaram uma área transformada em espaço de preservação ambiental pelo estado gaúcho. O local, que possui mais de 700 hectares, está preservado, rico em florestas e com água “em abundância”.

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Divisão do trabalho, propriedade e escravidão. Por Gilvander Moreira*

Como acontecem as relações sociais em uma sociedade capitalista? A ideologia dominante diz que no capitalismo há liberdade. Qual? Para quem? Na realidade, no capitalismo, a tríade “divisão do trabalho, propriedade privada capitalista e escravidão” tecem relações sociais escravocratas que causam superexploração da dignidade humana e de toda a natureza. Vejamos! “A linguagem é tão antiga quanto a consciência – a linguagem é a consciência real, prática, que existe para as outras pessoas e que, portanto, também existe para mim mesmo; e a linguagem nasce, tal como a consciência, do carecimento, da necessidade de intercâmbio com outras pessoas” (MARX; ENGELS, 2007, p. 34). Iniciada na divisão do trabalho na família, a divisão do trabalho transformou o mundo da produção e o mundo das relações sociais. Com a divisão do trabalho, dividem-se as famílias na sociedade ficando opostas umas às outras, estabelecendo a distribuição desigual do trabalho e do seu produto. Assim, se cria, na família, de forma embrionária, a noção de propriedade, em que mulher e filhos passam a ser coisas/escravos do homem. A noção de propriedade diz respeito ao poder de dispor da força de trabalho alheia. Assim, divisão do trabalho, propriedade e escravidão constituem a tríade que sustenta a sociedade capitalista.

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Piketty em busca da igualdade: “Estamos em uma situação semelhante à que levou à Revolução Francesa”

O renomado economista francês prevê que os privilégios concedidos às grandes fortunas levarão a uma grande crise política. E recorda a insurreição do final do século XVIII, quando a nobreza resistia a pagar

Por Marc Bassets, no El País Brasil

Thomas Piketty (Clichy, França, 50 anos) conseguiu com seus tratados de mais de mil páginas algo que apenas um punhado de economistas conquistou na história: inserir seu tema de estudo acadêmico no centro das discussões políticas e das agendas internacionais. Seu tema é a desigualdade. Ou, dito de outra forma, a longa história do progresso em direção à igualdade. Porque o autor de O capital no século XXI e Capital e ideologia se declara otimista, embora possa não parecer: prefere ver o copo meio cheio da igualdade do que o meio vazio da desigualdade.

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Um mergulho nas raízes mais profundas do SUS

Livro “Nas entranhas da atenção primária à saúde” transporta leitores a um mundo tão pouco conhecido quanto fascinante, no coração do Brasil. Gastão Wagner, um de seus organizadores, sustenta: o apoio popular a esta rede, e sua capilaridade, derrotarão Bolsonaro

Gastão Wagner em entrevista a Flávio Dieguez, em Outra Saúde

Um moleque ousado, para usar sua própria caracterização, o médico de saúde pública Gastão Wagner embarcou, em 1991, em uma aventura e tanto – tornando-se, em Campinas, um dos pioneiros na implantação do Sistema Único de Saúde. E seu périplo, três décadas mais tarde, e longe de terminar, continua a esbanjar ousadias. Como demonstra o livro organizado por ele e outros três médicos lançado dia 25/11. Em entrevista a Outra Saúde, ele revela um pouco do universo invisível e fascinante da atenção primária.

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Como o Brasil está batendo continência aos EUA

Alinhamento na área da defesa com Washington iniciou-se com Temer – e foi aprofundado por Bolsonaro. Inclui exercícios militares na Amazônia, “intercâmbio” na PF e formação de cadetes em escola golpista. Dependência é estratégica…

Por Ana Penido e Lívia Peres Milani, na Piauí

O alinhamento militar do Brasil com os Estados Unidos na área de Defesa – em nítida expansão desde o governo Temer – foi elevado a outro patamar no governo Bolsonaro. Um novo desdobramento desse processo ocorreu em outubro, quando foi autorizado o ingresso de militares dos Estados Unidos da América para exercícios conjuntos com o Exército e com a Polícia Federal. Esses episódios representam a intensificação, na área militar, do alinhamento automático Brasil-Estados Unidos, apesar do cada vez maior distanciamento entre Bolsonaro e Joe Biden nas áreas de comércio exterior e meio ambiente. Tal alinhamento implica a construção de uma política de defesa brasileira subserviente aos interesses nacionais dos Estados Unidos da América. A narrativa de afastamento em relação ao Brasil, promovida pelo governo Biden, não é confirmada pela realidade. Quatro pontos ajudam a entender o que está por trás do discurso:

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Carta dos epidemiologistas à população brasileira

“Muitas mortes poderiam ter sido evitadas e muitas famílias foram destroçadas. Estudos brasileiros comprovam que, além do boicote às práticas de prevenção, o chefe da nação, ativamente, concorreu para a disseminação da pandemia no país”, escrevem os epidemiologistas em carta publicada no 11º Congresso Brasileiro de Epidemiologia da ABRASCO. 

por Associação Brasileira Coletiva de Saúde – ABRASCO

Nós epidemiologistas, profissionais da saúde, estudantes de graduação e pós-graduação, reunidos no 11º Congresso Brasileiro de Epidemiologia da ABRASCO, vimos, através desta carta, denunciar as sérias condições socioeconômicas e de saúde que, agravadas pela pandemia de COVID-19 e pelas políticas de austeridade econômica, têm levado a um imenso sofrimento da nossa população.

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