Garimpeiro que invadiu terra Yanomami nos anos 80 é líder dos lobistas a favor da exploração em área indígena

Ex-deputado, Elton Rohnelt, que já foi dono de garimpo, atua no Instituto do Desenvolvimento da Mineração e diz que cobiça em área Yanomami não vai parar

Por Maurício Angelo, do Observatório da Mineração, no El País Brasil

A vida do gaúcho Elton Rohnelt , de 80 anos, explica muito o Brasil do Governo Jair Bolsonaro. Com longa história de atuação empresarial e política na Amazônia, foi protagonista e defensor da exploração de minério em terras indígenas muito antes de Bolsonaro ser um homem público. Rohnelt já foi diretor de madeireira, dono de garimpo, um dos líderes da invasão garimpeira nas terras Yanomami nos anos 80, e deputado federal por Roraima de 1995 a 2003. Ocupou diversos cargos públicos em Roraima, foi vice-líder do governo Fernando Henrique Cardoso e assessor direto de Michel Temer. Hoje, Rohnelt atua como presidente emérito da Câmara de Gestão e Estudos Superiores do Instituto do Desenvolvimento da Mineração (IDM Brasil) ― a organização responsável por toda a assessoria técnica a e interlocução com o setor mineral feita para a Frente Parlamentar da Mineração em Brasília.

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Com atraso, operação desmobiliza “Serra Pelada” fluvial no rio Madeira

ClimaInfo

Finalmente o estado brasileiro resolveu agir contra o festival de crimes ambientais que assola o rio Madeira. Na madrugada de sábado (27/11), agentes do IBAMA, da Polícia Federal, da Marinha e da Aeronáutica reunidos na Operação Uiara apreenderam ao menos 31 balsas e destruíram 38 lanchas e 69 dragas usadas para sugar o leito do rio, conforme informa André Borges no Estadão.

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Garimpo no Madeira é apenas sintoma da epidemia antiambiental de Bolsonaro na Amazônia

ClimaInfo

A imagem que mostrou ao Brasil e ao mundo a dimensão do garimpo de ouro na Amazônia se desfez, mas a atividade ilegal continua. A parte das balsas que se juntaram em um trecho do Rio Madeira nos últimos dias que não foi destruída pela Operação Uiara está se dispersando, mas seguindo para outros pontos do rio, conforme informam Raphael Veleda e Igo Estrela no Metrópoles.

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“É a impunidade que fomenta a continuidade da violência no campo”, afirma dirigente do MST

Débora Nunes, da Direção Nacional do Movimento relembra a história de Jaelson Melquíades, dirigente do MST assassinado em Atalaia, na Zona da Mata de Alagoas

Por Gustavo Marinho, na Página do MST

O próximo dia 29 de novembro marca os 16 anos da morte de Jaelson Melquíades, dirigente do MST assassinado em Atalaia, na Zona da Mata de Alagoas. Desde então, a data carrega a luta por justiça e contra a impunidade, além de relembrar o legado de Jaelson e o papel da luta pela terra em uma região emblemática na organização dos trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra no estado de Alagoas.

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ENEM 2021: Censura, pressão ideológica e desafios marcam provas de Governo Bolsonaro

Em meio a diversas denúncias de censura, estudantes voltam aos bancos para fazer prova do Enem e tentar ingressar em universidades

Por Fernanda Alcântara, na Página do MST

A Educação pública, de qualidade e para todas e todos faz parte de um dos pilares do MST, e hoje esta bandeira passa defesa pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Realizado no último domingo (21) e amanhã (28), o ENEM é hoje uma ferramenta que permite o acesso à universidade, e ter funcionado como porta de entrada para muitos estudantes de origem pobres conseguirem o diploma.

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Rede de advogadas(os) populares lança nota em solidariedade à advogada da Liga dos Camponeses Pobres, que teve sua casa invadida pela polícia de Rondônia

Operação Canãa cumpre mandado de busca e apreensão na casa da advogada Lenir Correia. RENAP denuncia tentativa de criminalização de movimentos sociais no estado.

CPT

No dia 23 de novembro, às 6 horas da manhã, a Operação Canaã executada pela Polícia Militar de Rondônia, invadiu a residência de Lenir Correia, advogada dirigente da Associação Brasileira de Advogados do Povo-ABRAPO, que atua em defesa da Liga dos Camponeses Pobres.

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Direito humano privatizado: acesso a água é o maior motivo de violência no campo, mostra estudo, que será lançado dia 29

Autores afirmam que principal objetivo da análise de dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) é dar visibilidade para as vítimas, que têm o seu direito humano de acesso à água negado ou diminuído, e mostrar que é possível mudar essa realidade

CPT

“Água, questão agrária e conflitos no campo” é o título do sexto e último estudo da Série Brasil Rural que será lançado em debate ao vivo na próxima segunda-feira (29). Organizado pela Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA), em parceria com a Friedrich-Ebert-Stiftung Brasil (FES Brasil), o evento, intitulado “Água, questão agrária e conflitos no campo”, contará com a presença de autores e convidados e será transmitido a partir das 19:30h no canal do Youtube da FES Brasil.

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Agronegócio usa o fogo para explorar, destruir e ameaçar, mostra dossiê

A segunda publicação da articulação Agro é Fogo aponta casos de violência do agronegócio contra os povos do campo a partir de incêndios, um dos recursos utilizados para o desmatamento; como forma de resistir, povos indígenas montam as próprias brigadas

Por Nanci Pittelkow, em De Olho nos Ruralistas

A articulação Agro é Fogo lançou na quarta-feira (24) seu segundo dossiê com análises e denúncias sobre uso criminoso do fogo pelas cadeias do agronegócio e da mineração. Além dos casos de violência, o movimento, que reúne organizações da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal, destaca em um dos capítulos o trabalho de povos indígenas para prevenção dos incêndios florestais no Tocantins.

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Impeça que indígenas isolados da Amazônia sejam dizimados com a invasão e a exploração dos seus território

Nos próximos dias, quatro portarias da Fundação Nacional do Índio (Funai) que protegem territórios de povos indígenas isolados irão expirar.
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Se elas não forem renovadas, as Terras Indígenas Piripkura (MT), Pirititi (RR), Jacareúba/Katawixi (AM) e Ituna/Itatá (PA) estarão desprotegidas e podem ser invadidas e devastadas.

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“Duas pandemias?” Por Mia Couto e José Eduardo Agualusa

Na Revista Pazes

No dia em que a Europa interditou os voos de e para Maputo, Moçambique tinha registado 5 novos casos de infeção, zero internamentos e zero mortes por COVID 19. Nos restantes países da África Austral a situação era semelhante. Em contrapartida, a maioria dos países europeus enfrentava uma dramática onda de novas infeções.

Cientistas sul-africanos foram capazes de detetar e sequenciar uma nova variante do SARS Cov 2. No mesmo instante, divulgaram de forma transparente a sua descoberta. Ao invés de um aplauso, o país foi castigado. Junto com a África do Sul, os países vizinhos foram igualmente penalizados. Em vez de se oferecer para trabalhar juntos com os africanos, os governos europeus viraram costas e fecharam-se sobre os seus próprios assuntos.

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