Vale, Tüv Süd e 19 pessoas são indiciadas pela Polícia Federal pela tragédia de Brumadinho

Inquérito segue agora para o MPF; gestores e diretores das empresas multinacionais estão entre os indiciados

Por Gabriela Moncau, no Brasil de Fato

Nesta sexta-feira (26) a Polícia Federal (PF) concluiu as investigações sobre o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), que matou 270 pessoas em 25 de janeiro de 2019. A PF indiciou a Vale, empresa privada brasileira que figura entre as maiores mineradoras do mundo e a Tüv Süd, responsável pela auditoria da estrutura da barragem, pela prática de uma série de crimes ambientais contra a fauna, a flora, os recursos hídricos, unidades de conservação e sítios arqueológicos.  

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Natal Sem Fome do MST: Cultivando solidariedade para alimentar o povo

Entre os dias 10 de dezembro e 6 de janeiro, a campanha Natal Sem Fome fomentará a ceia de milhares de famílias vulneráveis em todas as grandes regiões do Brasil

Da Página do MST

Com o lema: “Cultivando Solidariedade para Alimentar o Povo”, a campanha Natal Sem Fome do MST já iniciou a arrecadação de recursos para doação de alimentos e para a realização de ceias populares que vão alimentar famílias vulneráveis em todas as grandes regiões do país.

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A luta pela descolonização e libertação no território do povo Ka’apor

O nome Ka’apor significa morador da floresta, se não tem floresta não tem sentido falar de Ka’apor

Indígenas Ka’apor lutam há anos pela retirada dos invasores de seu território tradicional. Crédito da foto: Povo Ka’apor

Por Cimi Regional MA e Conselho de Gestão Ka’apor Tuxa Tá Pame

A Terra Indígena (TI) Alto Turiaçu, localizada na parte que chamam de Amazônia Legal, a noroeste do Estado do Maranhão (MA), e junto à Reserva Biológica (Rebio) Gurupi e à Terra Indígena Awa, constituem uma grande área contígua de floresta do estado. Com 531 mil hectares, a Terra Indígena (TI) Alto Turiaçu é a maior do Maranhão e é a casa de três povos, Guajá, Ka’apor e Tembé, inclusive com informações de presença de indígenas isolados.

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MPF convoca pescadores do Xingu para audiência sobre danos provocados por Belo Monte

Audiência vai apurar transformações na pesca ao longo da área impactada

O Ministério Público Federal (MPF) vai realizar audiência pública no próximo dia 1º de dezembro para ouvir os pescadores do Rio Xingu prejudicados pelos impactos da hidrelétrica de Belo Monte. A audiência vai apurar as transformações ocorridas na pesca e verificar a efetividade das medidas de reparação e mitigação implementadas no licenciamento da usina.

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Justiça recebe denúncia do MPF contra 11 pessoas envolvidas em assassinato, sequestro e invasão de terras no TO

Crimes se inserem no contexto de disputa pela posse de terras pertencentes à União em área conhecida como Fazenda Navarro

A Justiça Federal no Tocantins recebeu, nesta sexta-feira (26), denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra 11 pessoas acusadas de invasão de terras da União na zona rural do município de Palmeirante (TO), ameaça a camponeses, além do homicídio de um trabalhador rural e tentativa de outro. O grupo liderado pelos irmãos pecuaristas Júlio Cezar Eduardo e Wanderley Eduardo da Silva, é apontado ainda como responsável pelos delitos de organização criminosa, falsidade ideológica, sequestro, disparo de arma de fogo, incêndio e dano.

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Abrasco e ABA afirmam: “Governo Federal deve retirar os garimpeiros da Terra Indígena Yanomami e Ye’kwana e implantar um consistente Plano Emergencial”

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) vêm, por meio desta nota, expressar indignação diante da atitude omissa e conivente do Governo Federal com a situação alarmante vivida pelo Povo Yanomami, decorrente em grande medida da ocupação do seu território tradicional pela indústria do garimpo, que nos últimos anos mobilizou mais de vinte mil pessoas para invadir e degradar suas terras, florestas, cursos d’água, fontes alimentares e vida comunitária. Nem mesmo diante do risco iminente de surtos da Covid-19 em comunidades Yanomami com difícil acesso aos serviços de saúde, e podendo ocasionar inúmeros óbitos e diferentes sequelas, algumas irrecuperáveis, fez com que o Governo Federal e suas agências se mobilizassem de forma adequada a fim de proteger esse povo e para retirar do território indígena o principal foco de transmissão de doenças, o garimpo.

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Militar da Saúde diz que indígenas não produzem nada e “têm que trabalhar”

Por Rubens Valente, no UOL

Declarações ofensivas a indígenas feitas pelo coordenador do DSEI (Distrito de Saúde Especial Indígena) do Ministério da Saúde na região do Araguaia, o suboficial reformado da Marinha Ronalde de Barros Ramos, geraram uma onda de indignação entre lideranças indígenas, que pedem providências e investigação do Ministério Público.

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Pesquisa do IBGE: setor rural e negros sofrem mais com perda de qualidade de vida no país

Em zonas rurais, o resultado é quase duas vezes pior. Nos domicílios que têm negros como referência, perda é quase 50% maior

Por Redação RBA

Indicador lançado nesta sexta-feira (26) pelo IBGE, sobre qualidade de vida, aponta situação pior entre pessoas que vivem em áreas rurais e em família cuja pessoa de referência é negra. O chamado índice de perda de qualidade de vida (IPQV) foi de 0,158 entre 2017 e 2018 – quanto mais perto de zero, melhor o resultado. Segundo o instituto, o IPQV “leva em conta moradia, acesso aos serviços de utilidade pública, saúde e alimentação, educação, acesso aos serviços financeiros e padrão de vida e transporte e lazer”.

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Documentário mostra violações trabalhistas em plantações de café de Minas Gerais; assista

“Mancha do café”, da Oxfam Brasil, traz dados sobre o resgate de pessoas em trabalho análogo à escravidão em lavouras

Redação Brasil de Fato

As condições de trabalho nas plantações de café em Minas Gerais é o tema de “Mancha de Café”, minidocumentário que a Oxfam Brasil lançou na última quinta-feira (25). No filme, casos de violações trabalhistas e dados impressionantes sobre resgate de pessoas em condições análogas à escravidão.

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Cineasta que produziu filme com discurso de ódio contra população indígena é condenado por racismo

Produzido com recursos públicos, a obra cinematográfica já havia sido motivo da condenação de seu realizador ao pagamento de multa por dano moral coletivo

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

Após denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal em Mato Grosso do Sul condenou o cineasta Reynaldo Paes de Barros à pena de dois anos de reclusão e multa pelo crime de racismo em razão do induzimento e incitação ao preconceito e à discriminação contidos em diálogos e cenas do curta-metragem “Matem…Os Outros!”, por ele roteirizado, dirigido e produzido em 2014.

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