Marketing do governo brasileiro na COP esbarra em altas taxas de desmatamento na Amazônia

Apesar de esforços para vender programa de pagamento por serviços ambientais e atrair investidores para mercado de carbono, baixa credibilidade desestimula negócios internacionais

Por Anna Beatriz Anjos, Agência Pública

Durante a COP-26, na Escócia, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) apresentou o programa Floresta+, de pagamento por serviços ambientais, como foco de sua estratégia de combate ao desmatamento, sobretudo na Amazônia. “Uma forma de manter a floresta em pé é dando incentivos econômicos, incentivos para quem cuida”, disse o ministro e chefe da delegação brasileira Joaquim Leite ontem (11) no estande do governo brasileiro, em evento de lançamento da plataforma digital do programa.

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Repetindo porque vale: “Um homem honrado. Por Marcio Sotelo Felippe”

“A diferença entre Bolsonaro e Moro é a que existe entre quem aponta um revólver à luz do dia e aquele que na calada da noite apunhala a vítima adormecida. Ou a diferença entre um membro da SS e uma espécie de Iago, o ardiloso personagem do Mouro de Veneza.”

Original na Revista Cult, republicado por Combate em 30 de abril de 2020

Sergio Moro é um homem honrado. Convocou a imprensa para anunciar que deixava o Ministério da Justiça porque o presidente da República queria interferir ilegalmente na Polícia Federal.

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Grupo de escritores sai em defesa de Munduruku na ABL

Escritor indígena é um dos candidatos à cadeira de número 12 vagada com a morte de Alfredo Bosi, em abril de 2021

Publish News

No próximo dia 18, a Academia Brasileira de Letras (ABL) realiza mais uma eleição. Desta vez para definir o novo ocupante da cadeira de número 12 vagada com a morte de Alfredo Bosi em abril de 2021. Concorrem o médico Paulo Niemeyer, o poeta e crítico Joaquim Branco e o escritor Daniel Munduruku.

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Moraes pede vista e suspende julgamento sobre poder da Defensoria de requisitar documentos ao poder público

Ação da PGR diz que permissão atual é inconstitucional, já que advogados não têm prerrogativa semelhante. Associação de defensores diz que regra agiliza atendimento aos mais pobres.

Por Rosanne D’Agostino, g1

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta sexta-feira (12) se a Defensoria Pública deve manter o poder atual, definido por lei, de requisitar documentos de autoridades e da administração pública.

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O destaque de mulheres indígenas na COP26

Reunidas na maior delegação indígena já vista numa conferência do clima, lideranças movimentam discussão e exigem respeito aos direitos indígenas. “Somos nós que preservamos a floresta”, argumenta a jovem Txai Suruí.

por Nádia Pontes, em DW

Aos 24 anos, Txai Suruí contava que seu discurso na abertura da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow, não agradaria ao governo brasileiro. Convidada em cima da hora para falar a diplomatas de mais de 190 países, ela citou o assassinato de Ari Uru-Eu-Wau-Wau, seu amigo de infância e guardião indígena morto em 2020 por proteger a natureza.

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Do genocídio ao sonho de demarcação dos avá-canoeiro

Etnia indígena foi alvo de massacres e a que mais resistiu ao contato com os colonizadores no Brasil Central. Ditadura militar chegou a sequestrá-los. Hoje, seus 33 descendentes contam sua história de dor, aculturação e resistência

Por Daniel Giovanaz, no Brasil de Fato

“Era a marginalização absoluta, a invisibilidade total. O povo mais esquecido que já vi na face da Terra.”

A antropóloga Patrícia Mendonça lembra a impressão que teve em seus primeiros encontros com o povo ãwa do Araguaia – conhecido na literatura como avá-canoeiro e regionalmente como cara preta – nos anos 1990. Na época, a Fundação Nacional do Índio (Funai) considerava esses indígenas “mestiços” e “aculturados”.

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Ministro Luiz Fux restabelece decisão que proibiu mineração no entorno de terra indígena em RO

Segundo o presidente do STF, a exploração mineral, além de acirrar conflitos, ameaça o povo indígena da etnia Cinta Larga

STF

O presidente do Supremo Tribunal federal (STF), ministro Luiz Fux, restabeleceu a eficácia de decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que cancelou as permissões de lavras de recursos minerais e impediu a concessão de novas permissões no entorno das terras indígenas da etnia Cinta Larga (TIs Roosevelt, Aripuanã, Parque Aripuanã e Serra Morena), em Rondônia. A decisão foi proferida na Suspensão de Liminar (SL) 1480, ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF).

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Militar que tratou de vacina teria atuado para empresa investigada por falsificação

Coronel Guerra, que trocou mensagens sobre vacinas inexistentes para o Ministério da Saúde, teria atuado para empresa em contrato milionário para a Intervenção Federal no RJ

Por Amanda Audi, Ananias Queiroga de Oliveira Filho, em Agência Pública

O coronel Glaucio Octaviano Guerra — militar da reserva da Aeronáutica Brasileira envolvido no escândalo da negociata paralela de vacinas no Ministério da Saúde —,  teria participado junto a outros militares da negociação de um contrato de venda de equipamentos de segurança para a intervenção federal no Rio de Janeiro cancelado sob suspeita de falsificação de documentos.

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Usineiros e seus herdeiros protagonizam conflitos agrários em Pernambuco

Endividadas, velhas oligarquias do setor sucroenergético continuam dando as cartas na política pernambucana; em cinco anos, observatório cobriu conflitos envolvendo famílias tradicionais do estado, com laços que remontam ao período colonial

Por Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

Do sertão à zona da mata, Pernambuco é um estado marcado pelos conflitos rurais. Entre ameaças de despejo e tentativas de assassinato, camponeses e indígenas disputam, palmo a palmo, o direito de permanecer em seus territórios. Em cinco anos de atividade, De Olho nos Ruralistas cobriu a luta pela terra e revelou os rostos por trás da violência em Pernambuco, incluindo algumas das famílias que comandam a política pernambucana desde os tempos do Brasil Colônia.

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Na luta pela água, comunidades da Bahia resistem ao avanço do agronegócio e das hidrelétricas

No oeste baiano, comunidades tradicionais rechaçam PCH Santa Luzia e denunciam papel do agronegócio em diminuição do fluxo dos rios; grupo pernambucano e multinacional britânica estão por trás de projetos energéticos na região

Por Nanci Pittelkow, em De Olho nos Ruralistas

Em 31 de março de 2021, o Senado aprovou por unanimidade a PEC 4/2018, que inclui a água potável na lista de direitos e garantias fundamentais da Constituição. O texto seguiu para a Câmara, onde aguarda votação. Enquanto isso, um bem reconhecido como direito humano universal permanece sem garantia constitucional. O texto teve como relator o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-governador da Bahia, onde vêm se intensificando os conflitos por água. De Olho nos Ruralistas levantou histórias de como comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas do estado se organizam para garantir o acesso à água e a preservação de seu modo de vida. São processos de resistência que datam de mais de vinte anos e continuam ativos.

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