MPF pede suspensão de concurso para eleger nova logomarca para a Fundação Palmares

Motivação da troca seria porque a atual tem inspiração em elementos culturais de origem religiosa africana

Procuradoria da República no Distrito Federal

O Ministério Público Federal (MPF) foi ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), nessa segunda-feira (8), para suspender o concurso que pretende definir nova logomarca e novo logotipo para a Fundação Cultural Palmares. A ação pede a suspensão imediata do certame – com o objetivo de evitar danos maiores – e requer que, posteriormente, a seleção seja anulada. O TRF-1 foi acionado após o pedido liminar para interromper o concurso ser indeferido na última sexta-feira, 5. 

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Estudo revela as falsas soluções da Cargill para conter o avanço das mudanças climáticas

Em meio às discussões da COP 26 sobre aquecimento global, levantamento inédito aponta que a multinacional apresenta ao mercado falsas soluções para combater a crise climática.

Na Terra de Direitos

Na semana em que está acontecendo a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP 26), a Terra de Direitos lança o estudo “Sem licença para destruição: Cargill e as falsas soluções para crise climática”, que aponta diversas ações de greenwashing praticadas pela empresa no Tapajós (PA). A empresa transnacional, voltada ao agronegócio e presente na Região Norte do Brasil, opera um terminal portuário em Santarém há quase 20 anos, impactando fortemente o meio ambiente e as comunidades tradicionais da região, que se uniram para cobrar do Governo do Pará compensações e mitigações da instalação do empreendimento. 

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Para MPF, decisão do TJRS que autoriza ações de despejo durante pandemia deve ser suspensa

Sentença descumpre o decidido pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 828, que suspendeu reintegração de posse por 6 meses

Procuradoria-Geral da República

Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se favorável à suspensão da decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS), que permitiu ações de despejo durante a pandemia. A sentença questionada afronta a decisão da Suprema Corte na ADPF 828, em 3 de junho deste ano, que interrompeu a reintegração de posse por seis meses, nos casos de ocupações com famílias em situação de vulnerabilidade, e em período anterior à pandemia. Segundo o subprocurador-geral da República Luiz Augusto Santos Lima, considerando que os reclamantes se enquadram nos critérios da ADPF, é indiscutível a necessidade de suspender a ordem de despejo pelo prazo previsto na decisão liminar do STF.

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Projeto Povos lança mapas inéditos de 30 comunidades tradicionais do RJ e SP

Por Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS/Fiocruz), na Agência Fiocruz

Qual é exatamente o território tradicional ocupado por caiçaras, indígenas e quilombolas que integram o sítio misto do patrimônio mundial da Unesco em Paraty e Ilha Grande e seu entorno? Esta é apenas uma das informações que o Projeto Povos começou a revelar, nesta última terça-feira (9/11), com o lançamento de três publicações que trazem os resultados alcançados pela caracterização de 30 territórios tradicionais da Península da Juatinga, da Bacia do Carapitanga e do Norte de Ubatuba, situados no litoral norte de São Paulo e no litoral sul do Rio de Janeiro.

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“O Brasil é um país que mata seu povo à bala ou de fome”, diz militante quilombola na França

Por Maria Paula Carvalho, na RFI

De passagem por Paris, após participação da COP 26, em Glasgow, na Escócia, Eliete Paraguassu da Conceição e Katia Penha são militantes quilombolas em defesa do planeta. Nesta entrevista à RFI Brasil, elas contam as agressões sofridas, especialmente pelos negros, no Brasil e tentam conscientizar empresários internacionais para o problema.

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Responsabilidades do empresário por não prevenir contaminação de covid-19

por Percival Maricato*, no Estadão

Por portaria, o governo federal proibiu empresas e órgãos públicos de demitir por justa causa funcionários que não tomaram a vacina contra a Covid-19 ou de não os admitir. Trata-se de conduta temerária, insensata, evidentemente ilegal, contrária às leis em vigor nas áreas civil, trabalhista, penal e até normas constitucionais, como no art 7º, XXII. A vida (art. 5º, caput) e a saúde (art. 6ª, caput) são direitos fundamentais e é dever do Estado preservá-las (além da Constituição e códigos, Lei 8080/90), e não agir no sentido contrário. A defesa da saúde dos brasileiros pela vacinação, com determinações necessárias e adequadas,  é decisão dos mais diversos tribunais, inclusive do STF.  Os tribunais já exigem passaporte da vacina para acessar seus ambientes. Até casas noturnas o estão fazendo. Em nenhuma sociedade civilizada, se admite que o interesse do indivíduo possa levar risco à saúde e segurança dos demais, da coletividade, ainda mais nesse nível, em que há o risco de morte. Ao contrário do que diz o governo, a discriminação é contra o coletivo e não o indivíduo. Menos de 10% da população ainda não se vacinou. No limite, até o trabalhador renitente corre riscos em ambiente sem controle. Se em shoppings pode-se exigir vacinação, por que não em ambiente laboral, onde a convivência é prolongada e próxima. A vacina é uma conquista da humanidade, é ela que está nos permitindo voltar ao trabalho, voltar a viver, sem medo dos males da contaminação por Covid e em tantos outros casos (malária, varíola etc.).

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Txai Suruí, destaque da COP26: “Vivo sob clima de ameaças desde que me conheço por gente”

Jovem indígena afirma que virou alvo de mensagens de ódio depois que Bolsonaro a criticou por seu discurso na abertura da COP26

por Marina Rossi, em El País

Txai Suruí é o rosto da COP26 em Glasgow deste ano. Aos 24 anos, foi a primeira indígena a discursar na abertura de uma conferência do clima. Em meio a engravatados, a jovem que usava um cocar de penas coloridas cobrou agilidade no enfrentamento das mudanças climáticas. “Não é em 2030 ou em 2050. É agora!”. Chamou a atenção do mundo ao lembrar que os povos originários são os que mais sofrem com o aquecimento global. “Os povos indígenas estão na linha de frente da emergência climática. Por isso devemos estar no centro das decisões que acontecem aqui”, discursou . Mas, ao terminar de falar —e enquanto o vídeo com seu discurso já viralizava pelas redes sociais—, a jovem foi abordada por um homem. “Ele disse para eu não falar mal do Brasil”, conta, por telefone, à reportagem. “Olhei para baixo e vi a credencial dele, e ele disse ‘sim, sou parte do Brasil’, o que significa que ele é da delegação do Governo brasileiro”.

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Ministro cobra financiamento climático para zerar desmatamento no Brasil

ClimaInfo

Os negociadores brasileiros na COP26 reforçaram a pressão nos bastidores para que o país seja beneficiado com recursos financeiros para apoiar o combate ao desmatamento e ações de mitigação da mudança do clima.

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Vale joga rejeito do crime na cava da Mina do Córrego do Feijão (MG)

CPT

Entidades e organizações sociais, entre elas a CPT Minas Gerais, divulgam Nota Pública sobre o uso que a empresa Vale tem feito da cava da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, para dar “destino final” ao rejeito do rompimento da barragem B1, B IV e B IVA. De acordo com o documento, “dados publicados pela empresa já foram destinados 206 mil metros cúbicos de rejeitos na cava. A Vale jogou o rejeito durante vários meses em 2020, mas no final do ano, em função de um interdito da ANM, isso foi paralisado. Agora em setembro de 2021 ela retoma novamente a disposição do rejeito na cava… Com a profundidade da cava, a mina do Córrego do Feijão já encontrou o aquífero confinado, ou seja, as águas subterrâneas. As águas superficiais e subterrâneas formam uma rede de “comunicação”. As águas das nascentes, poços artesianos, riachos: todas estão conectadas. A lama jogada na cava poderá contaminar as águas subterrâneas”. Confira: 

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Audiência das Águas: Tribunal discute injustiça hídrica e racismo ambiental contra os povos do Cerrado

Por Campanha Nacional Em Defesa do Cerrado / CPT


Entre os dias 30 de novembro e 01 de dezembro, das 8h30 às 12hs, a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado realizará, de forma virtual, a Audiência Temática das Águas no âmbito do Tribunal Permanente dos Povos (TPP) em Defesa dos Territórios do Cerrado.

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