Amazônia: Bolsonaro e a estrada para a devastação

Presidente atropela leis ambientais para terminar a BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho. Obra custará R$ 2 bilhões e pode aumentar em 1200% o desmatamento ilegal na região, ameaçando 69 aldeias, que sequer foram ouvidas

Por Fábio Bispo, na Repórter Brasil

“Quando a gente fala que está tendo grilagem [roubo] de terra em nossas áreas, as pessoas não acreditam. Então espia aí esse ramal saindo da BR. Maior tristeza.” Por mais de 40 quilômetros, o cacique, de forma anônima, registra clarões abertos em áreas protegidas de floresta, o que inclui uma estrada de terra clandestina. Segundo o indígena, este desmatamento é recente e impulsionado pela promessa do governo federal de reconstruir a BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). 

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Favelas brasileiras cresceram o equivalente a 95 mil campos de futebol nos últimos 36 anos

Levantamento do MapBiomas mostra que a urbanização avançou principalmente sobre os biomas Amazônia, Caatinga e Cerrado.

por Daniel Giovanaz, em Brasil de Fato / IHU

Três vezes a área de Salvador (BA), 11 vezes a área de Lisboa, capital de Portugal, ou 95 mil campos de futebol. Esse foi o crescimento da área das favelas brasileiras nos últimos 36 anos, conforme levantamento divulgado esta semana pelo projeto MapBiomas Brasil.

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Fome, água imprópria, crianças coagidas e assassinatos: as armas da PM contra camponeses em RO

Moradores dos Acampamentos Tiago dos Santos e Ademar Ferreira, ligados à Liga dos Camponeses Pobres, relatam violências durante reintegração de posse e após retorno deles às terras; meninos e meninas dizem ter medo de ir à escola

Por Leonardo Fuhrmann, em Porto Velho, em De Olho nos Ruralistas

As palavras devem alcançar o maior número possível de pessoas, mas devem estar desacompanhadas de rostos e de vozes. Este é um dos cuidados que os trabalhadores despejados dos acampamentos Tiago dos Santos e Ademar Ferreira — em Nova Mutum Paraná, um distrito do extenso município de Porto Velho — tomam para denunciar e conter a situação que viveram nas mãos de policiais militares e agentes da Força Nacional de Segurança Pública. As famílias integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) foram expulsas de suas terras no dia 19 de outubro e levadas para a Escola Municipal de Educação Fundamental (EMEF) Santa Júlia, onde estavam no último dia 26, quando a maioria dos depoimentos desta reportagem foi colhida.

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“Ouçam o grito dos povos, das águas e das florestas”, pedem os bispos da Amazônia em vídeo

Comunicação Repam – Brasil

Os bispos da Amazônia divulgaram nesta sexta-feira (5) um vídeo com um apelo aos líderes mundiais presentes na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) para que ouçam “o grito da mãe Terra e dos pobres que sofrem com os efeitos das mudanças climáticas”.

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Faltou alguém em Pistoia: o moleque de Toscana. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Se fue despacio, despacio, p’a quedarse un poco más”.
Jorge Cafrune. Tata Juancho. Zamba. 1976

Passou a metade de sua vida na Amazônia. Nascido em Pistoia, em 1941, em plena guerra, enfrentou bombardeios ainda no berço. Eu o conheci em Manaus, no meio de intensas lutas na defesa dos oprimidos. Retornou definitivamente à sua cidade natal faz alguns anos. A missa de um mês do seu falecimento será celebrada esta semana. Se não estivesse dormindo ali o sono dos justos, em um dos túmulos, certamente protestaria contra a visita de Bolsonaro ao cemitério da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Foi o que fez em vida, quando o presidente Collor visitou Pistoia, em 1991. Conto o caso como o caso foi, mas antes me permitam apresentar o personagem.

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“Meus filmes são um soco no estômago”, diz Silvio Tendler

Aos 70 anos, o cineasta Silvio Tendler lança o documentário “A Bolsa ou a Vida” e já planeja o próximo filme

Por Katia Marko e Leonardo Melgarejo, no Brasil de Fato

Silvio Tendler nasceu em 1950. Ele é cineasta, documentarista, professor e historiador. É conhecido como o “Cineasta dos Sonhos Interrompidos”. Conta histórias como a dos presidentes Juscelino Kubitscheck e João Goulart, do político e líder guerrilheiro Carlos Marighella, do poeta Castro Alves, do médico e ativista do combate à fome Josué de Castro, do geógrafo Milton Santos, do cineasta Glauber Rocha e tantas outras. Ganhou o apelido justamente por contar histórias de personagens essenciais à trajetória do Brasil, mas que não conseguiram completar suas obras.

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Indígenas assumem protagonismo na COP26 e irritam o governo

Povos indígenas mandaram para Glasgow sua maior delegação da história em conferências da ONU e atraem atenção do mundo para suas críticas

Raphael Veleda, no Metropoles

O discurso firme de uma jovem mulher indígena brasileira denunciando, em uma conferência internacional, o perigo que o aquecimento global representa ao modo de vida de seu povo, está causando profundo desgosto ao governo brasileiro e a seus apoiadores. Desde que desceu do palco da COP26, em Glasgow, após dizer que os animais estão desaparecendo, os rios morrendo, e seus parentes sendo vítimas de crescente violência, Txai Suruí, liderança de 24 anos do povo Paiter Suruí, de Rondônia, se tornou alvo preferencial dos ataques, mas o protagonismo indígena como um todo na Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas causa preocupação às autoridades brasileiras, cujos discursos e promessas recebem menos atenção e confiança.

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Em Paris, quilombolas denunciam racismo ambiental e genocídio negro no Brasil

Centenas de manifestantes se reuniram neste sábado (6) em frente à Prefeitura de Paris para celebrar o Dia Mundial de Ação pela Justiça Climática, entoando o grito de guerra: “Não existe justiça climática sem justiça social”. Dentre os militantes presentes na capital francesa está uma delegação brasileira formada por Thaís Santos e Eliete Paraguassu, quilombolas da Coalizão Negra por Direitos, que reúne 250 entidades do movimento negro brasileiro

Por Paloma Varón, da RFI

As quilombolas estão na França enquanto outros cinco membros da coalizão estão na COP26, em Glasgow, para chamar a atenção sobre o racismo ambiental que afeta o povo negro que vive em áreas periféricas e sofre na pele os efeitos da contaminação ambiental. Estas áreas são muitas vezes depósito de dejetos industriais.

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Não se vê bom senso que preveja resultados não assustadores para o próximo ano. Por Janio de Freitas

Quase R$ 1 bilhão deram a Bolsonaro apenas quatro votos acima do mínimo

Na Folha

Piores notícias sobre o custo de vida e as condições da economia fortalecem, a cada dia, o contraste entre a urgência social de impulsos reais para a retomada e a inabilitação embromatória de Paulo Guedes. Nos últimos dias, sucederam-se as seguintes constatações, carentes da divulgação com a visibilidade necessária:

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