Seis anos depois, nenhum responsável foi punido pelo rompimento da barragem em Mariana (MG)

Processo penal está atrasado e há risco de que crimes sejam prescritos

Wallace Oliveira, Brasil de Fato

O rompimento da barragem de Fundão, pertencente à mineradora Samarco (Vale e BHP Billiton), completa seis anos. Enquanto a maioria dos jornais ainda tem dúvidas se há um crime ou uma fatalidade, não restam dúvidas sobre as vítimas: dos 19 mortos pelo rejeito, passando pelas famílias que perderam entes queridos, propriedades e comunidades, até as centenas de milhares de pessoas, em 50 cidades de Minas e Espírito Santo, que perderam o Rio Doce, fonte de sustento, convivência e lazer.

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Quem foi Carlos Marighella, inimigo nº 1 da ditadura militar no Brasil

Há 52 anos o líder revolucionário baiano era assassinado por agentes do regime autoritário, hoje, neste 4 de novembro de 2021, Marighella tem seu legado mais vivo do que nunca

Da Página do MST

Carlos Marighella foi sobretudo um homem corajoso, caráter indissociável da prática revolucionária da qual ele foi protagonista, chegando a ser considerado o inimigo “número um” do regime autoritário.

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Cinema: Marighella em carne viva

Ao tocar em nervos expostos do Brasil, filme tornou-se fato político – para o bem e o mal. Não santifica a figura do guerrilheiro, humanizando a história, mas em certas passagens resvala em clichês panfletários e do cinema de ação

Por José Geraldo Couto, no Blog do Cinema do Instituto Moreira Salles

Marighella, de Wagner Moura, tem tudo para se tornar um filme-evento, como foram, cada qual no seu momento, Central do Brasil, Cidade de Deus, Tropa de elite e Bacurau. Vale dizer: obras que, ao tocar em algum nervo exposto da sociedade, transcenderam o espaço específico do cinema e se tornaram fatos políticos e culturais. As pré-estreias realizadas até agora pelo país afora parecem confirmar essa hipótese.

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Mercosul-União Europeia, um acordo antiindígena

Agronegócio sul-americano terá grande peso no acordo, o que gerará mais devastação ambiental e pressão sobre territórios dos povos ancestrais. Ainda por ser ratificado, documento cita-os apenas duas vezes – e eles sequer foram consultados

Por Valéria Teixeira Graziano, em Observatório de Regionalismo*

Embora a negociação do Acordo MERCOSUL-União Europeia se arraste desde os primórdios da criação do bloco sul-americano no início da década de 1990, o anúncio da conclusão do processo negociador em junho de 2019 suscitou novos debates sobre seus possíveis impactos para os países dos dois lados do Atlântico. A entrada em vigor do acordo ainda depende da ratificação pelos parlamentos nacionais e da União Europeia e, desde tal anúncio, a questão ambiental tem sido mobilizada por diferentes atores políticos e sociais como forma de barganha e pressão, a partir de interesses diversos. Parlamentares europeus têm manifestado preocupação com relação ao aumento expressivo do desmatamento e das queimadas na região sul-americana e, de maneira mais específica, com relação aos posicionamentos antiambientalistas do governo de Jair Bolsonaro. Mas, embora a questão ambiental seja destacada nos posicionamentos críticos ao acordo, pouco se discute sobre seus impactos para os povos indígenas da região.

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COP 26 – Brasil ignora compra de gado de área desmatada e apresenta JBS como caso de sucesso

Empresa teve pior resultado no controle de fornecedores no Pará, segundo MPF. Quase 1/3 do total comercializado pela JBS nos últimos anos no estado estava irregular

Por: Cristiane Prizibisczki, em O Eco

A gigante da indústria da carne JBS foi apresentada pelo governo brasileiro nesta quarta-feira (3), durante a Conferência do Clima da ONU, como um caso de sucesso em descarbonização no setor de proteína animal. A propaganda contraria o resultado das auditorias feitas pelo Ministério Público Federal no Pará, que colocam a empresa no topo do ranking dos frigoríficos no estado que mantêm relações com fornecedores ligados ao desmatamento ilegal na Amazônia. O desmatamento é o maior responsável pelas emissões de carbono do Brasil.

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Genocídio, sim: assassinato de indígenas aumenta 61%

Novo relatório mostra que nem mesmo a COVID-19 interrompeu a exploração criminosa dos territórios indígenas do Brasil

por Jorge Eduardo Dantas, em Greenpeace / IHU

A mais recente edição do relatório “Violência contra os Povos Indígenas no Brasil”, editado anualmente pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), mostrou que a escalada contra os povos originários brasileiros nunca foi tão séria e esteve tão intensa. Em 2020, os dados registrados pela instituição foram, de maneira geral, os maiores dos últimos cinco anos, com aumentos expressivos registrados no número de assassinatos de indígenas e de invasões aos territórios.

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Da Exxon a André Moura: Sergipe importa ameaça a pescadores e consagra baixo clero

Estado com menor território do país é tema da retrospectiva de cinco anos do De Olho nos Ruralistas; condenado por corrupção, ex-deputado usou impeachment de Dilma Rousseff para conseguir poder na Funai; texana Exxonmobil avança em área quilombola

Por Nanci Pittelkow, em De Olho nos Ruralistas

O menor estado da Federação sintetiza alguns problemas históricos do país. O último movimento mais significativo no campo envolve a ExxonMobil, a segunda maior empresa do mundo, que anunciou a perfuração de petróleo na foz do Rio São Francisco sem levar em conta as comunidades quilombolas que se mobilizaram. Essa historia esteve pressente no sexto vídeo do programa De Olho na Resistência e foi a mais significativa, na região, dos cinco anos deste observatório: “Pescadores X ExxonMobil“.

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Aline Sleutjes, a deputada do (copo de) leite, abre alas a Bolsonaro no Paraná

Filha de agropecuaristas, ela se divide entre defesa do agronegócio e exaltação inflamada do presidente, com quem compartilhará agenda no estado neste fim de semana; parlamentar é próxima de financiadores da FPA, como a empresa Castrolanda, associada da Viva Lácteos

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

Em junho de 2020, no auge das manifestações antirracistas desencadeadas após o assassinato de George Floyd nos Estados Unidos, Jair Bolsonaro tomou um copo de leite puro durante sua live presidencial. O gesto, associado por pesquisadores ao supremacismo branco, foi comemorado por uma aliada em especial: Aline Sleutjes (PSL-PR), a autointitulada deputada do leite, ou do agro.

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Com mais dois assassinatos, Cimi Norte I e equipe que atua com povos isolados caracterizam, em Nota, genocídio indígena em Roraima

Os assassinatos dos indígenas isolados Moxihatëtëma nas proximidades do território Yanomami denunciados essa semana pela Associação Hutukara, revelam o descaso das autoridades e evidenciam crime contra a humanidade com responsabilidade direta do governo federal

Cimi

“É revoltante a passividade e a falta de providências efetivas por parte das autoridades, conscientes do risco de extermínio que representa a invasão garimpeira para este povo indígena isolado”, diz a Nota de Repúdio do Conselho Indigenista Missionário – Cimi Regional Norte I e a Equipe de Apoio aos Povos Indígenas Livres (EAPIL), pelo assassinato de mais dois indígenas isolados da etnia Moxihatëtëma denunciado pela Hutukara Associação Yanomami (HAY) nesta terça-feira, dia 02, em Carta Pública à Frente de Proteção Etnoambiental Yanomami – FUNAI, à Superintendência da Polícia Federal em Roraima – PF/RR, à 1ª Brigada de Infantaria da Selva do Exército – 1ª BIS e ao Ministério Público Federal em Roraima – 7º Ofício.

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Grupo de pistoleiros destrói acampamento e ataca camponeses no Pará

Famílias contam que homens e mulheres foram espancados e ameaçados, nesta quarta-feira; área pública às margens da Fazenda Tinelli, em Nova Ipixuna, fica na mesma região onde, há dez anos, casal de ambientalistas Zé Cláudio e Maria foi assassinado

Por Mariana Franco Ramos, De Olho nos Ruralistas

Um grupo de aproximadamente vinte homens encapuzados e armados causou terror na tarde desta quarta-feira (03) no Acampamento São Vinícius, em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. Segundo relato de moradores, os pistoleiros atearam fogo nas barracas e espancaram homens e mulheres. Um menino de 11 anos chegou a correr para a mata e só foi encontrado horas depois. Outros camponeses conseguiram fugir e buscar apoio e atendimento médico na cidade.

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