O perverso ecossistema que viabilizou a política de morte de Bolsonaro na pandemia. Por Regiane Oliveira

CPI diz que o Governo federal poderia ter prevenido a morte de 120.000 pessoas com medidas simples, mas optou pro apostar na imunidade de rebanho. Papel das Forças Armadas foi reduzido no relatório

El País

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia desenha o perverso ecossistema de ação do Governo Bolsonaro que levou à morte mais de 600.000 brasileiros vítimas da covid-19. E define também os contornos de uma opção ideológica: colocar a economia à frente da responsabilidade do Estado de preservar vidas. A aparente desorganização do Governo federal à frente da gestão da crise sanitária teve como pano de fundo a estratégia de desincentivar a adoção de medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras, para apostar na imunidade de rebanho ―termo originado no controle de infecção entre animais com vacinação. A crença era de que a disseminação livre do vírus faria com que mais pessoas fossem naturalmente imunizadas. Enquanto isso não acontecesse, fórmulas mágicas como a cloroquina, por meio do chamado tratamento preventivo, dariam esperança de cura à população. “Se a imunidade de rebanho era o fim a ser perseguido, a cloroquina era o método. Essas ações, somadas ao atraso das vacinas, teriam como resultado muito provável a propagação da covid-19″, destaca a CPI.

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O “coro demoníaco” de Bolsonaro durante a pandemia se traduz em nove crimes ou 68 anos de prisão. Por Afonso Benites

Segundo o primogênito do presidente, Flávio Bolsonaro, o mandatário deve ter dado uma gargalhada ao saber do relatório da CPI da Pandemia. Documento será votado no dia 26

El País

Foi com deboche que o presidente Jair Bolsonaro reagiu ao relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia que sugere o seu indiciamento por nove crimes cometidos durante a gestão da maior crise sanitária enfrentada pelo mundo. A crise de saúde resultou até o momento em mais de 603.000 mortes por covid-19 no Brasil. Segundo o seu primogênito, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), o presidente deve ter gargalhado ao saber do teor do documento elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), e que atribui a ele nove delitos: epidemia, crimes contra a humanidade, infração de medidas sanitárias, incitação ao crime, emprego irregular de verba pública, charlatanismo, prevaricação, falsificação de documentos particulares e crime de responsabilidade. As penas para todos esses crimes somados variam de cinco anos e quatro meses de detenção a até 68 anos e dez meses. Além da perda de mandato e dos direitos políticos, caso prospere um improvável processo de impeachment contra o mandatário.

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Bolsonaro é “líder e porta-voz” das ‘fake news’ no país, diz relatório final da CPI da Pandemia. Por Joana Oliveira

Documento descreve “a organização oculta e complexa” que espalha notícias falsas no Brasil e que é chefiada pelo presidente da República e por seus filhos que ocupam cargos políticos

El País

O presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) comandam uma “organização oculta e complexa” que espalha fake news pelo Brasil. Essa é uma das principais conclusões do relatório final da CPI da Pandemia, apresentado nesta quarta-feira, que acusa a família Bolsonaro de agravar a pandemia de covid-19 através de uma campanha de desinformação.

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Relatório da CPI liga os pontos da política anticiência que devastou o país na pandemia. Por Carla Jiménez

Bolsonaro é acusado de 9 violações graves, incluindo o crime contra a humanidade que pode embasar nova denúncia contra Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional

El País

O Brasil inaugura nesta quarta uma batalha para apontar e punir os culpados de facilitar a disseminação da covid-19 durante a pandemia para acelerar uma imunidade de rebanho e retomar a atividade econômica a qualquer preço. A lista é grande, encabeçada pelo presidente Jair Bolsonaro, acusado de cometer 9 delitos graves que ajudaram a espalhar o vírus, resultando em mais de 600.000 mortos. A constatação é da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou nos últimos seis meses as causas que levaram o país a chegar a esse resultado. O relatório da Comissão, de mais de 1.000 páginas, foi lido nesta quarta no Senado e aponta 68 pessoas (66 pessoas físicas e duas jurídicas) como responsáveis por uma cadeia de atos — e uma teia de desinformação —, dentro e fora do Governo, que promoveram uma “estratégia macabra”, que incluiu até cobaias humanas para testar drogas rejeitadas pela ciência no tratamento da covid-19 em hospitais privados.

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Uma CPI em que se chorou de raiva, de dor e de vergonha. Por Juan Arias

Os juristas agora poderão discutir se o termo justo para definir a conduta de Bolsonaro durante a pandemia é o de genocida. Mas o que ficou claro é que os crimes cometidos e revelados pela CPI seriam suficientes para o presidente passar muitos anos na prisão

El País

Talvez o momento mais dramático vivido durante os meses de debate e interrogatório da CPI da Pandemia tenha sido o das dolorosas declarações dos parentes das vítimas, que chegaram a fazer chorar alguns dos senadores. Não é fácil ver lágrimas derramadas em uma dessas investigações políticas. E acontece que, desta vez, a CPI abordou uma questão central: que o presidente Jair Bolsonaro permitiu que um crime contra a humanidade fosse cometido no modo como lidou com a pandemia, chegando a transformar os doentes pelo vírus em cobaias, eventos lembram os tristes experimentos do nazismo.

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Relatório da CPI da Pandemia é documento histórico da crise da covid-19 no mundo. Por Jamil Chade

Trabalho do Senado esboça base de uma resposta a governos que contribuíram para o avanço do coronavírus e amplia constrangimento internacional sobre Bolsonaro

El País

Em 1921, um oficial do império turco-otomano foi assassinado nas ruas de Berlim. O autor do crime era um jovem armênio que, durante seu julgamento numa corte local, afirmou que estava vingando a morte de sua mãe num dos maiores massacres do século XX.

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Sociedade civil: a luta e a lei que Bolsonaro não queria

Congresso derruba veto de Bolsonaro e garante segurança e autonomia às Organizações da Sociedade Civil. Essenciais para mobilizar contra injustiças, elas incomodam conservadores por ousarem formular políticas para o pós-pandemia

por Luise Villares e Igor Ferrer, em Outras Palavras

As consequências da pandemia do novo coronavírus produzem efeitos no que diz respeito à crise econômica, social, política e sanitária em que estamos inseridos. A histórica vulnerabilidade, presente na sociedade brasileira, se agravou neste período pandêmico e vimos aumentar as desigualdades, o desemprego, a fome e a pobreza. A situação emergencial fez com que as Organizações da Sociedade Civil (OSC) operassem em rede e na linha de frente. Por atuarem em todas as regiões do Brasil, em maior ou menor escala, possuem amplo conhecimento de sua comunidade, traduzindo, de perto, muitos dos problemas sociais que assolam o Brasil. Com isso, ocupam posições estratégicas e velocidade necessária no alcance das pessoas mais acometidas pelas crises.

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Bahia é microcosmo dos conflitos no campo no Brasil

Disputas de terras na Bahia envolvem de juízes a políticos e provocam mortes no Cerrado e no litoral; em cinco anos, observatório apontou os interesses de clãs políticos, abordou questão indígena e esmiuçou esquema de grilagem revelado na Operação Faroeste

Por Nanci Pittelkow, em De Olho nos Ruralistas

No Cerrado, um fazendeiro é assassinado e vaqueiros tradicionais são ameaçados. No litoral, povos indígenas sofrem ameaças de despejo pela especulação imobiliária. Entre essas duas realidades, o deserto verde do eucalipto avança pelo sul do

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O agro é offshore: a face agrária dos citados nos Pandora Papers

Do casal que patrocina o Palmeiras aos irmãos Grendene, donos da Azaleia, base de dados evadida por consórcio de jornalistas contém empresários que atuam no agronegócio e mandam divisas para fora por meio de paraísos fiscais

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Os Pandora Papers mostram que ter empresas offshore para não pagar impostos no Brasil é uma prática comum entre grandes empresários do sistema financeiro, autoridades econômicas do governo Jair Bolsonaro, financiadores de fake news e grandes devedores de impostos e tributos. Mas a atitude, que tem algo de tech e nada de pop, é também uma marca do agronegócio.

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Teko-Ava: indígenas Guarani Kaiowá retornam ao território tradicional em Naviraí, no Mato Grosso do Sul

A decisão foi comunicada pelos Guarani Kaiowá, em área urbana de Naviraí/MS, por meio de uma nota publicada no sábado, 16; o retorno ocorreu na sexta, 15

POR ADI SPEZIA, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI

Indígenas Guarani Kaiowá, vivendo em contexto urbano em Naviraí, no Mato Grosso do Sul (MS), realizaram o retorno ao território tradicional na sexta-feira, 15 de outubro. Ao todo, são trinta famílias, 56 adultos e 65 crianças e adolescentes instalados no tekoha urbano Teko-Ava, na Aldeia Borevi-ry. Juntos, cobram a garantia de seus direitos originários, como a demarcação do território tradicional.

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