Folha de S. Paulo omite que experiência produtiva no Espírito Santo é do MST

Sem citar que área faz parte de projeto da Reforma Ágraria do MST, conteúdo exalta polo fruticultor

Por Fernanda Alcântara
Da Página do MST

Entre os municípios capixabas de Guaçuí e São José do Calçado, uma experiência liderada por mulheres do campo foi destaque em uma matéria veiculada no jornal Folha de S. Paulo. Entretanto, sem citar que a iniciativa é desenvolvida em uma área do MST e silenciando a luta do Movimento na região, a reportagem destaca, genericamente, o coletivo “As Camponesas” e o coletivo “Campesinas”. 

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CPI da Covid é exemplo de atuação a Ministério Público e Judiciário. Por Janio de Freitas

Já Rodrigo Pacheco não emitiu nem uma palavra de apoio aos trabalhos ou de aplauso aos resultados

Na Folha

A na punição dos indiciados na CPI da Covid, pelo visto, bem próxima da unanimidade, é um julgamento de tudo o que se junta no sentido comum de “Justiça brasileira”.

Também desacreditado por parte volumosa da opinião geral, o desempenho da CPI excedeu até o admitido pelos mais confiantes.

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Denúncia do MPF traz à tona assassinato de capixaba na Guerrilha do Araguaia

Arildo Valadão, cujo corpo não foi encontrado, foi decapitado ainda com vida, segundo a denúncia do MPF

Por Roberto Junquilho, no Século Diário

Nove anos depois de iniciadas as investigações da Força-Tarefa Araguaia, volta à tona o assassinato do estudante capixaba Arildo Aírton Valadão, ocorrido no Pará, durante a repressão que ficou conhecida como massacre à Guerrilha do Araguaia, em um dos períodos mais sangrentos da ditadura militar instalada no país em 1964. Ari, como era conhecido, foi decapitado ainda com vida, segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), encaminhada neste mês ao Judiciário, como parte da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) contra o Estado brasileiro.

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Comissão Interamericana de DH se reúne e ouve denúncia de ataque a povos originários no Brasil

Relatos de assassinatos e criminalizações de ativistas foram apresentados em audiência do órgão internacional

Por Gabriela Moncau, no Brasil de Fato

“Não se trata somente de lhes informar ou de lhes pedir ajuda. Mas de indagar à sociedade: quais medidas efetivas as instâncias internacionais, respeitando a soberania dos povos brasileiros, tomam para que parem de nos matar imediatamente?”. 

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Latifundiário grileiro tenta atropelar liderança indígena no território de Comexatibá, em Prado (BA)

O latifundiário avançou a Hilux sobre o secretário de assuntos indígenas da Prefeitura de Prado, no extremo sul baiano, palco dos conflitos por terra mais antigos do Brasil

Brasil 247

O município de Prado, no extremo sul baiano, é palco dos conflitos por terra mais antigos do Brasil. Desde que esta paradisíaca costa recebeu a invasão portuguesa, expulsando os indígenas, moradores originários do local, a violência e a pistolagem é promovida por grileiros e latifundiários que ameaçam as vidas da população nativa. 

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Boaventura: o poder cru e o poder cozido

“As duas versões implicam diferentes formas de exercício de poder e suscitam diferentes tipos de resistências e de resistentes. Mas, ao contrário do que pode sugerir a metáfora culinária, não há qualquer sequência entre o cru e o cozido”

Por Boaventura de Sousa Santos, no Outras Palavras

Inspirando-me livremente num dos binarismos que subjazem às Mitológicas de Leví-Strauss, sugiro que as formas de poder que dominam nas sociedades tendem a ter uma versão cozida e uma versão crua. As duas versões implicam diferentes formas de exercício de poder e, reciprocamente, suscitam diferentes tipos de resistências e de resistentes. Ao contrário do que pode sugerir a metáfora culinária, não há qualquer sequência entre o cru e o cozido. As duas versões coexistem, podem ser acionadas alternativa ou conjuntamente e o domínio relativo de uma ou outra depende dos contextos sociais, econômicos, políticos e culturais em que o exercício do poder ocorre.

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O óbvio precisa ser dito: o Brasil vive um detalhado plano de destruição. Por Jamil Chade

No Uol

Ainda nos primeiros meses de seu governo, Jair Bolsonaro se levantou em um jantar oferecido em Washington e fez um discurso de improviso. Mas apenas a fala era intempestiva. O plano havia sido cuidadosamente planejado. O presidente, numa explosão de sinceridade, avisaria aos presentes: vamos ter de destruir o que existe.

E assim foi feito, em praticamente todas as áreas da administração pública. O desmonte ocorreu na Funai, no Ibama, nos conselhos sociais, nos canais de participação da sociedade, nos programas de combate à fome, na diplomacia, na educação, na economia, na cultura, na ciência, pesquisas e tantos outros setores.

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Depois de denunciar mulher negra que teve pescoço pisado por PMs, MP volta atrás e acusa advogado de má fé

Promotora Flávia Lias Sgobi disse ter sabido do vídeo que mostra mulher sendo agredida em 2020 apenas pela imprensa. Advogado diz que promotora só desistiu de denúncia após repercussão negativa na mídia

Gil Luiz Mendes, na Ponte

PM pisa no pescoço de mulher em SP em maio de 2020 | Foto: Reprodução

Depois de denunciar uma mulher negra que teve o pescoço pisoteado por um policial militar em uma abordagem em 2020 em uma bar em Paralheiros, zona sul da cidade de São Paulo, a promotora do MInistério Público de São Paulo voltou atrás em sua decisão e pediu para rever a ação. Em um requerimento feito nesta sexta-feira (22/10), Flávia Lias Sgobi informou ao Tribunal de Justiça de São Paulo que o caso tem fatos novos, e por isso precisa ser revisto.

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MPF vai à Justiça contra o governo federal para obrigar fiscalização ambiental na Terra Indígena Sarauá, no PA

Indígenas Amanayé são impedidos de usar o território por criminosos ambientais

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação na Justiça Federal contra a União, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e a Fundação Nacional do Índio (Funai), pela omissão em proteger a terra indígena Sarauá, do povo Amanayé, na região nordeste do Pará. O território está invadido por madeireiros e fazendeiros que já devastaram 14% da floresta e impedem a entrada dos indígenas em suas próprias terras.

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ES: Justiça determina tratamento humanizado a famílias removidas de área reintegrada

Decisão que envolve a Suzano e o MST atende a agravo da Defensoria Pública, que reconhece importância do precedente aberto no TJES

Por Fernanda Couzemenco, Século Diário

Pela primeira vez, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) determinou a adoção prévia de “medidas de caráter social e habitacional” em um caso de reintegração de posse. A decisão beneficia 80 famílias integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que moram e cultivam alimentos em uma área na localidade de Braço do Rio, em Conceição da Barra, norte do Estado, que reivindicam com base no direito à moradia e ao acesso à terra, mas é requerida pela Suzano Papel e Celulose (ex-Fibria e ex-Aracruz Celulose).

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