Após incêndios criminosos, grileiro é assassinado e cresce tensão em Junco do Maranhão

Pecuarista Nestor Osvaldo Finger, o Gaúcho, era investigado por grilagem de terras, foi visto próximo de incêndios de paióis de camponeses e vinha ameaçando de morte líder da comunidade; para promotor, “tudo é muito assustador”

Por Luiza Sansão, em De Olho nos Ruralistas

Os dias têm sido cinzas e tensos para as famílias de lavradores do povoado Vilela, no município de Junco do Maranhão, norte do estado. Tão cinzas quanto os paióis de arroz que encontraram devastados na manhã do dia 23 de agosto, uma segunda-feira, na Gleba Campina. Tão tensos quanto o medo que assola agricultores da região com mais uma morte, dessa vez, do fazendeiro suspeito de grilagem Nestor Osvaldo Finger, o Gaúcho, ocorrida na quarta-feira (22), no município.

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Laureados do prêmio Right Livelihood Award 2021 mobilizam comunidades contra violência e mudanças climáticas

Anunciados nesta quarta-feira (29), os laureados no prêmio Right Livelihood 2021 são lideranças na promoção dos direitos de mulheres e meninas, na proteção ambiental e na reivindicação dos direitos indígenas por meio da mobilização de comunidades e do empoderamento de iniciativas de base.

por Right Livelihood / CPT

Vindos de Camarões, Rússia, Canadá e Índia, os “agentes da mudança” deste ano mostram que mudanças duradouras são construídas com a união de comunidades. Diante do agravamento da crise climática, poderosos interesses governamentais e corporativos e até mesmo uma ameaça terrorista, os premiados de 2021 provam que a solidariedade é a chave para um futuro melhor para todas e todos.

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Governo brasileiro sabotou ordem para implementar plano de contenção da covid-19 entre indígenas, relata Cimi à ONU

O secretário executivo do Cimi, Antônio Eduardo de Oliveira, levou a denúncia ao relator sobre direitos dos povos indígenas durante a 48ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Cimi

Nesta quarta-feira (29), na 48ª sessão do Conselho de Direitos Humanos (CDH) das Nações Unidas (ONU), o Conselho Indigenista Missionário – Cimi denunciou mais uma vez o descaso e a omissão do governo brasileiro no combate à pandemia entre os povos indígenas.

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As sinhás pretas da Folha. Por Thiago Amparo

Começo a ler o artigo e pauso. Verifico a data do jornal: não é o século 19

Na Folha

Abro este jornal. Nele, um artigo sobre “negras prósperas no ápice da escravidão“. Eu pauso. Verifico a data do jornal: não é o século 19. Continuo a leitura. O autor promete “complicar as narrativas de ativistas”; afirma que a “culpada é a época e seus valores diferentes dos nossos”; e que nos traria “maturidade e conciliação” as “lindas histórias de vida das sinhás pretas”.

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‘Morde e assopra’: Suzano apoia plano de restauração, mas avança sobre vegetação

Moradores pararam trator da empresa para proteger área em regeneração no limite com o Parque de Itaúnas

Fernanda Couzemenco, Século Diário

Um mal-estar permanece, desde a manhã desse domingo (26), na microbacia do Córrego da Velha Antonia, no limite com o Parque Estadual e a vila de Itaúnas, em Conceição da Barra, norte do Espírito Santo.O motivo é a incoerência – e desrespeito, na opinião de moradores da região – expressada pela Suzano Papel e Celulose, ao avançar com um trator sobre uma área em processo de regeneração ambiental há cerca de uma década, apesar de ter assinado apoio formal ao Plano de Restauração Florestal das Bacias dos Rios Itaúnas e São Mateus, voltado a todo o extremo norte e o noroeste capixaba, região com menor cobertura florestal e maior déficit hídrico do Estado.

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Governo compra 1 milhão de cestas com biscoito e açúcar sem ouvir indígenas

Por Rubens Valente, no UOL

Rosquinha de coco, açúcar e café moído estão nas cestas básicas que o governo federal adquiriu por R$ 173 milhões e que vai distribuir para 233 mil famílias indígenas de todo o país durante seis meses. Três especialistas em saúde indígena ouvidos pela coluna consideraram a composição das cestas uma “esquizofrenia”, “sem sentido” e indevidamente formada por produtos ultraprocessados, ou seja, com grandes quantidades de açúcares, gorduras, conservantes e outras substâncias sintetizadas em laboratório.

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Seminário internacional discute a desnaturalização dos desastres e a mobilização comunitária

Cristina Azevedo, Agência Fiocruz de Notícias

A necessidade de romper com o senso comum de que os grandes desastres, como o que ocorreu na Região Serrana do Rio de Janeiro alguns anos atrás, são causados por elementos da natureza sem a intervenção humana é o principal ponto de reflexão do webinário que acontece de 4 a 8 de outubro. O 2º Seminário Internacional de Desnaturalização dos Desastres e Mobilização Comunitária: crises ampliadas, redes e resistências é promovido pela Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 (EFA 2030), junto com o Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh) da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz).  

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Especulação imobiliária

É necessário que os Planos Diretores saiam da retórica, deixem a condição de fetiches, para se tornarem planos de ação

Por Ermínia Maricato e Pedro Rossi, em A Terra é Redonda

Planos Diretores estão sob ataque em cidades de todo o país: Vitória, São Paulo, Goiânia, Curitiba, Londrina, Maringá, Porto Alegre, Florianópolis, Natal, Recife, João Pessoa, Fortaleza, Rio de Janeiro, Juazeiro do Norte… A lista é extensa. Fazem parte dessa tentativa de mudança da regulação socioterritorial propostas como ocupação de áreas ambientalmente frágeis, flexibilização de índices de construção e de ocupação do solo, rebaixamento da contrapartida paga pelas empresas imobiliárias para aumentar o potencial construtivo e ampliação do perímetro urbano, entre outras. Essas e outras medidas combinam o aumento do padrão de adensamento e verticalização em áreas estratégicas para ganhos rentistas com a dispersão urbana que também alimenta a especulação fundiária, além de elevar o custo de manutenção pública das cidades.

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Marco temporal contribui para “processo de extermínio dos povos indígenas”, afirma Ivo Makuxi na ONU

O advogado indígena e assessor jurídico do Conselho Indígena de Roraima (CIR) participou de diálogo interativo durante a 48ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU

No Cimi

Durante uma mesa de diálogo da 48ª sessão do Conselho de Direitos Humanos (CDH) das Nações Unidas (ONU) na manhã desta quarta-feira (29), o advogado indígena e assessor jurídico do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Ivo Makuxi, apresentou informações sobre o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que definirá o futuro das demarcações de terras indígenas e alertou para o risco de que violações contra os povos indígenas sejam legalizadas pela tese do “marco temporal”, em análise neste processo.

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Vetos de Bolsonaro à lei de quebra das patentes beneficiam indústria e prejudicam cidadãos

Para coordenador do Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual, Jair Bolsonaro barrou “os pontos mais importantes do projeto”; vetos devem ser avaliados amanhã (30/09)

Por Laura Scofield, Agência Pública

Na quinta-feira (30), o Congresso Nacional pode derrubar os vetos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao PL 12/2021, que permite a quebra temporária das patentes de vacinas e medicamentos em meio a emergências sanitárias, como a pandemia de covid-19. 

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