Aguardada pela CPI da Pandemia nesta terça, advogada Bruna Morato, que ajudou a produzir dossiê com denúncias, conta ao EL PAÍS como a operadora de saúde persegue profissionais há mais de um ano
por Felipe Betim, em El País
Representante de 12 médicos que trabalham ou trabalharam na Prevent Senior, a advogada Bruna Morato promete “levar a verdade” à CPI da Pandemia. Ela foi convocada para depor na próxima terça-feira, dias depois de os senadores ouvirem, na última quinta-feira, o diretor-executivo da operadora de saúde, Pedro Benedito Batista Júnior, refutar um dossiê que aponta irregularidades no tratamento de pacientes com covid-19. Morato diz ter uma série de documentos que respaldam o conteúdo do dossiê, resultado de um ano e meio reunindo as denúncias apresentadas por seus clientes e encaminhadas ao Ministério Público. Ao longo desse período, explica ela, a Prevent Senior “caçou” os profissionais responsáveis pelas denúncias, para que sirvam de exemplo a outros médicos. “Estão sendo perseguidos, estigmatizados e desqualificados”, diz a advogada.
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