Lógica da colonização e da conquista segue viva na alma do país. Dela nasce o tipo individualista, ganancioso e incontido, que trai ou rejeita seus iguais, mas se curva a um chefe poderoso. Não será possível superá-lo sem compreendê-lo a fundo
Por Rubens Goyatá Campante*, em Outras Palavras
“O Brasil da Conquista ainda não está terminado”.
(José de Souza Martins)
“As pessoas só se deixam oprimir na medida em que consentem em carregar grilhões para, por sua vez, poder distribuí-los. É muito difícil reduzir à obediência aquele que não procura comandar”
(Jean-Jacques Rousseau)
“O ato foi para abrir um debate, não para machucar alguém ou causar pânico”. Assim Paulo Roberto da Silva Lima, o Galo, ativista social e líder dos trabalhadores em aplicativos de transportes, justificou o incêndio à estátua de Borba Gato, em São Paulo, dia 24 de julho. O debate, e a polêmica, foram abertos. De um lado, os que veem o bandeirante como herói e deploraram o ato de Galo, que se apresentou à polícia dia 28 de julho, teve prisão preventiva decretada e só foi liberado dia 10 de agosto, para responder a processo judicial. De outro, os que acusam a prisão preventiva de Galo de injusta e política, e consideram Borba Gato um genocida e escravizador de indígenas.
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