A mãe do Brasil é indígena: 5 mil guerreiras da ancestralidade ocupam Brasília em marcha histórica

Em defesa de seus corpos-territórios, mulheres indígenas de todo país manifestaram-se hoje (10/9) pelas ruas da capital federal

Por Anmiga, no Cimi

Brasília acordou hoje (10/9)  ao som dos cantos e maracás de mais de 5 mil mulheres indígenas, pertencentes a 185 povos, que se preparavam para marchar pelas ruas da capital. Em defesa de seus corpos-territórios e pelo fim do genocídio dos povos indígenas, a II Marcha Nacional das Mulheres Indígenas trouxe a força das mulheres guerreiras da ancestralidade na luta pela vida. 

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Crime organizado transnacional, estupros e destruição dos territórios: a violência contra mulheres indígenas

Pedro Calvi / CLP

Nesta sexta (10/9), a Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados (CLP) fez audiência pública sobre os vários tipos de violência sofridos pelas mulheres indígenas. O encontro aconteceu em apoio à “Segunda Marcha das Mulheres Indígenas: as originárias reflorestando mentes para cura da Terra”, que termina amanhã em Brasília.  

Cerca de 4 mil mulheres indígenas participam da marcha, que dá continuidade a mobilização nacional de luta pela vida, iniciada em 22 de agosto e que tem como motivação principal a retomada, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do julgamento do “marco temporal”. A decisão vai definir o futuro das demarcações das terras indígenas no país.

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Começa neste sábado (11) curso gratuito sobre crise ambiental e capitalismo

Renomados ativistas, pesquisadores e professores debatem a crise ambiental em quatro encontros

Redação Brasil de Fato

A crise ambiental avança cada vez mais no mundo e se torna urgente debater os desafios, as ameaças globais e as saídas possíveis. Para aprofundar os estudos sobre o assunto, o Coletivo Internacional de Formação Política e a Assembleia Internacional dos Povos estão realizando a série de Seminários Capitalismo e Crise Ambiental.

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O grito da Paulista

O chefe dos neofascistas agita a sua base social para a possibilidade de uma ruptura institucional, em algum momento.

Por Valério Arcary*, Blog da Boitempo

“A burguesia em declínio é incapaz de se manter no poder com os métodos e meios de sua própria criação – o Estado parlamentar. Mas a burguesia estabelecida não gosta dos meios fascistas de resolver seus problemas, pois os choques e distúrbios, embora sejam do interesse da sociedade burguesa, envolvem perigos também para ela. Esta é a fonte do antagonismo entre o fascismo e os partidos tradicionais da burguesia”
(Leon Trotsky, The Struggle Against Fascism in Germany
).

O grito da Paulista no dia do grito do Ipiranga foi vitória ou morte. Ao anunciar sua estratégia Bolsonaro deixou claro que não renunciará à luta implacável pelo poder, custe o que custar. Acumulou forças. Os dois objetivos táticos imediatos da mobilização contrarrevolucionária eram (a) uma advertência à oposição liberal de que incendiará o país em caso de perigo de impeachment e (b) a polarização contra os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso do STF que cercam sua corrente e família com investigações e prisões. Mas é muito mais grave.

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Escalada autoritária do presidente cresceu por falta de limites de atores políticos, diz antropóloga

Para Isabela Kalil, população sempre impôs resistência e boa parte discorda do projeto bolsonarista, abraçado por uma minoria. Dúvida é se a democracia sobrevive até 2022, diz socióloga Angela Alonso

Por Felipe Betim, no El País Brasil

A história se repete. Depois de radicalizar ainda mais e fazer ameaças explícitas de golpe de Estado e ao Supremo Tribunal Federal diante de milhares de apoiadores no dia 7 de setembro, o presidente Jair Bolsonaro recuou e abriu uma via de diálogo com a corte. Não significa que se moderou. Seu modo de agir, explica a antropóloga Isabela Kalil, professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e estudiosa do bolsonarismo, “dependedos constrangimentos legais e políticos que ele sofrer”. Assim, esse recente recuo “sinaliza que ele sentiu esse constrangimento seja pela ameaça de impeachment seja por seus crimes de responsabilidade, ou mesmo pela possibilidade de se tornar inelegível”. Mas, depois de arrastar milhares de pessoas para seu projeto golpista, com caminhoneiros bloqueando estradas no dia seguinte ao 7 de setembro, “esse recuo pode custar caro entre os mais radicalizados”, aponta a antropóloga.

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Pelo menos 750 mil pessoas tiveram conflitos na mineração em MG em 2020

45% dos conflitos da mineração em 2020 foram registrados no estado de Minas; seguido do Pará e Bahia

Rafaella Dotta, Brasil de Fato

O Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração lançou um importante levantamento das violações cometidas pelo setor minerário. Ao todo, foram contabilizadas 823 ocorrências de conflitos em todo o país em 2020, envolvendo ao menos um milhão de pessoas.

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Cacique Raoni recebe prêmio em congresso mundial de conservação, em Marselha, na França

Honraria é concedida a cada quatro anos em reconhecimento por serviços à natureza; presidente francês saudou brasileiro

Redação Brasil de Fato

Ropni Metyktire, mais conhecido como Cacique Raoni, liderança mundialmente conhecida do povo indígena Kayapó, recebeu o título de Membro Honorário da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). O anúncio foi feito na última quarta-feira (8) durante a programação do Congresso Mundial da União, que acontece em Marselha, na França, até 11 de setembro, quando se celebra, no Brasil, o Dia Nacional do Cerrado. 

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Subprocuradores da República repudiam e pedem ações contra manifestações antidemocráticas

ANPR

Cerca de 30 subprocuradores e subprocuradoras-gerais da República assinaram manifesto em reação às falas e pautas difundidas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e manifestantes durante o 7 de Setembro. O grupo ressalta, no documento, repúdio a atitudes antidemocráticas, como as que defenderam o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF), além de ofensas e desrespeitos ao Estado democrático de direito. Os membros do MPF pedem ainda a responsabilização dessas atitudes, pelo órgão de controle.

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Delírio golpista esconde um presidente em agonia

Isolado, o presidente busca sobrevida. Aventa dois caminhos: intensificar fantasia golpista, já sem apoio das elites e militares, ou afrouxar a austeridade neoliberal, entrando em choque com Guedes – o superministro dos rentistas…

por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

Bolsonaro está realizando uma opção bastante arriscada para seu próprio intento de permanecer no poder. Ao perceber que suas chances de vencer as eleições em outubro do ano que vem em um ambiente de normalidade institucional estão bastante reduzidas, ele resolveu apostar suas fichas no “tudo ou nada”. Esse é a estratégia que o levou a se empenhar pessoalmente na convocação e presença nas manifestações de 7 de setembro, com uma pauta difusa e golpista contra o Supremo Tribunal Federal, contra a imprensa e os partidos de uma forma geral.

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O dia em que Bolsonaro curvou-se até à China

Depois de fracassar no 7 de Setembro, presidente recua diante do STF, de Alexandre Moraes, do Congresso e até dos comunistas asiáticos. Base bolsonarista está perplexa. Cresce o espaço político para propor novo projeto de país

por Leila Salim e Raquel Torres, em Outra Saúde

PASSO ATRÁS: ATÉ QUANDO?

“Minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum”. Nem parece o mesmo Bolsonaro que, no 7 de setembro, subiu o tom, ameaçou o Supremo Tribunal Federal, questionou as eleições e disse que “só sairia morto” de Brasília. Mas é. O  dia de ontem marcou um grande recuo nas movimentações golpistas, operado com a participação decisiva de Michel Temer (articulada pelo Centrão) e cristalizado em uma “Declaração à Nação” de tom conciliador e recheada de acenos a Alexandre de Moraes e ao STF. 

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