A batalha do 7 de setembro e a centralidade das ruas

No dia da Independência do Brasil foram realizadas mobilizações das forças progressistas e da corrente neofascista que apoia Bolsonaro

Por Igor Felippe Santos, na Página do MST 

O último dia 7 de setembro marca uma nova fase da luta política, com o acirramento da disputa e das manifestações de rua que ganham centralidade. No dia da Independência do Brasil, houve mobilizações da corrente neofascista que apoia o presidente Jair Bolsonaro e das forças progressistas, conduzidas pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, em articulação com as pastorais sociais do Grito dos Excluídos. No próximo domingo, dia 12 de setembro, haverá mais um protesto, convocado por uma franja da “terceira via”, o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua.

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Manifestações de 7 de setembro: Bolsonaro testa os limites do seu discurso de radicalização. Algumas análises

Werneck Vianna, Camila Rocha, Rudá Ricci, Marcos Napolitano, Valter Pomar e Moysés Pinto Neto comentam as manifestações de 7 de setembro e seus desdobramentos políticos

Por: Patricia Fachin, em IHU

As manifestações do dia 7 de setembro, com destaque para aquelas que endossaram os pronunciamentos do presidente Jair Bolsonaro, não podem ser vistas como um fato isolado. “Não foi um ponto fora da curva; foi um ponto na curva”. É assim que o sociólogo Luiz Werneck Vianna interpreta, com preocupação, os atos que ocorreram na última terça-feira, especialmente em Brasília e São Paulo. No limite, acentua, “está claro que Bolsonaro quer nos jogar numa guerra civil”.

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Veja como agronegócio marcou presença em manifestações antidemocráticas

Roupas, camisetas, caravanas, caminhões e discursos fazem menção ao setor durante protestos bolsonaristas em Brasília; Eduardo Bolsonaro agradeceu diretamente aos produtores de soja e à principal associação do setor, a Aprosoja, fiadora da bancada ruralista

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Os líderes do agronegócio não fizeram discursos na manifestação de 07 de setembro em Brasília. Nem os principais representantes da bancada ruralista. Mas os agradecimentos ao agronegócio foram repetidos diversas vezes pelos oradores ao microfone, inclusive por um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Houve citações diretas aos produtores de soja e especificamente à Aprosoja, financiadora histórica da bancada ruralista.

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Opinião: Bolsonaro sequestra Dia da Independência para salvar sua pele. Por Philipp Lichterbeck

Após produzir somente desastres, Bolsonaro se refugia em protestos com seguidores fanáticos. Ao tentar desviar a atenção da sua performance miserável, ele também procura proteger sua família

Na DW

O presidente Jair Bolsonaro parou de governar há muito tempo. Em três anos, sua gestão inaugurou alguns projetos locais de infraestrutura e flexibilizou normas sobre armamentos, provocando um forte aumento das compras de armas em um país já notoriamente violento. Fora disso, Bolsonaro representa a destruição da floresta amazônica, a gestão criminosa da pandemia que deixou até agora quase 600 mil mortos, a polarização da sociedade e os ataques mais graves à democracia do Brasil desde a Constituição de 1988.

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“O amanhã da Amazônia é agora”: mobilizações pelo país denunciam violações contra os povos da floresta

Ações, em diversas partes do Brasil e em outros países, marcaram a semana do 05 de setembro, dia da Amazônia. As mobilizações também se somaram à Segunda Marcha das Mulheres Indígenas e ao Grito dos Excluídos

Texto e foto: Mário Manzi, da CPT Nacional

O mês de setembro registrou, já em seu início, várias jornadas de luta por diferentes pautas, que, no entanto, se conectaram enquanto objetivos comuns. O Acampamento Luta Pela Vida, iniciado no dia 22 de agosto, consolidou-se na capital federal, onde mantém uma mobilização permanente, até o julgamento do Marco Temporal. O acampamento soma forças com a Segunda Marcha das Mulheres Indígenas, que ocorre entre os dias 7 e 11 de setembro, em Brasília. Na semana do dia 5, Dia da Amazônia, foi realizada uma série de atos nos estados amazônicos de Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de ações em São Paulo e no Distrito Federal e em outros países da Pan-Amazônia, como Peru, Colômbia, Equador e Bolívia. Na Europa, organizações de França e Alemanha também se juntaram às ações.

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Confira as sustentações orais favoráveis aos povos indígenas no julgamento sobre demarcação de terras no STF

21 “amici curiae” – amigos da Corte – manifestaram-se contra a tese do marco temporal no plenário do STF; ministros iniciam votação nesta quarta (8)

Cimi

Nos dias 1º e 2 de setembro, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouviram as sustentações orais no processo que trata da demarcação de terras indígenas. Com grande diversidade de vozes e argumentos, 21 amici curiae – “amigos da Corte” – utilizaram seu espaço no plenário para apresentar argumentos em defesa dos direitos constitucionais indígenas e contra a tese do chamado “marco temporal”.

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Mulheres indígenas dizem não à violência de gênero dentro dos territórios e ao marco temporal

Segundo dia de programação reuniu 4 mil mulheres indígenas na Funarte, denunciando a violência de gênero e a tese inconstitucional do marco temporal

POR ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA ANMIGA / CIMI

A II Marcha Nacional das Mulheres Indígenas segue sua programação com a força ancestral das mulheres originárias, que trouxeram para o segundo dia de atividades  pautas fundamentais em defesa de seus corpos-territórios: não à violência de gênero e não ao marco temporal.

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Justiça proíbe Ibama de anular sanções ambientais em áreas de preservação da Mata Atlântica em SP

Medida solicitada pelo MPF impede a anistia de desmatadores proposta pelo Ministério do Meio Ambiente

Ministério Público Federal em São Paulo

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está proibido de cancelar sanções aplicadas no Estado de São Paulo por desmatamentos e intervenções ilegais em áreas de preservação da Mata Atlântica. A medida foi determinada pela Justiça atendendo ao pedido do Ministério Público Federal, que em outubro de 2020 entrou com uma ação civil pública para impedir que novas diretrizes fixadas pelo Ministério do Meio Ambiente levassem à anulação indevida de centenas de autos de infração pela Superintendência do Ibama em São Paulo.

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Famílias de pacientes e ex-funcionários denunciam casa de assistência por maus-tratos

Relatos sobre a Cagerê Casa Assistencial, em SC, incluem práticas abusivas, como castigos e isolamento forçado

Por Fábio Bispo, Schirlei Alves, Agência Pública

Afonso Ribeiro Júnior, 40 anos, chegou na Cagerê Casa Assistencial, em Brusque (SC), em setembro de 2019, para tratar o alcoolismo. Ele tem deficiência intelectual, transtorno do espectro autista, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e uma doença degenerativa dos ossos. Antes da adicção de álcool, trabalhava com carteira assinada e tinha independência nos afazeres diários. Começou o tratamento lúcido, com autonomia, capaz de fazer a própria higiene e comunicativo. Deixou o lugar resgatado pela prima, Cristina Elisa Weingartner da Silva, 50 anos. Ela diz que ele se tornou “letárgico”, que “não reconhece informações básicas como os dias da semana e quase não interage”.

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Participantes da II Marcha das Mulheres Indígenas acompanham julgamento do ‘marco temporal’, na Funarte

Com sessão prevista para iniciar às 14h desta quarta, 8, a expectativa é que a Corte garanta os direitos originários dos povos; em Brasília e nos territórios, os indígenas irão acompanhar o julgamento

Por assessoria de Comunicação da Anmiga, na Apib

Mais de 4 mil mulheres guerreiras da ancestralidade, reunidas na II Marcha Nacional das Mulheres Indígenas, mobilizam-se para acompanhar o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que irá definir o futuro das demarcações de terras indígenas no Brasil.

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