Por Camila Fiuza, no Rio On Watch
Nas favelas e periferias do Brasil, prisões arbitrárias, sem provas, motivadas exclusivamente por raça, território e classe social acontecem todos os dias. Um exemplo dessa engrenagem nefasta do racismo estrutural é o morador de uma casa simples no bairro Turiaçu, na região de Madureira, na Zona Norte, Tiago Marques de Oliveira, 28, que precisa provar sua inocência após ter sido acusado pelo Estado por tentativa de homicídio. Mesmo sem provas do suposto envolvimento do jovem no crime, a Polícia Militar o prendeu, e a Polícia Civil representou pela prisão, que, não só foi aceita, mas também mantida pela Justiça brasileira. Tiago, mesmo sem provas, passou a integrar o contingente de mais de 215.000 presos provisórios do país e vive “o inferno”, segundo palavras dele, desde o dia 31 de julho deste ano, após uma operação policial no Morro do Salgueiro.
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