No Informe Ensp
Um menino negro e pobre da Bahia que se torna um dos mais importantes nomes da ciência brasileira, com contribuições inúmeras para a saúde. Este foi Juliano Moreira, considerado fundador da psiquiatria brasileira, cujo nome é homenageado em diferentes instituições de saúde no país, mas que continua desconhecido de boa parte das pessoas. Radis ouviu os autores de dois livros sobre o cientista, Ronaldo Jacobina, cujo orientador foi Paulo Amarante, pesquisador da ENSP, e Ynaê Lopes dos Santos, sobre a vasta produção de Juliano, que viveu entre 1872 e 1933. Ele não somente contestou cientificamente a teoria da degenerescência racial — que, em sua época, associava doenças à mistura de raças — como deixou inúmeras outras contribuições para o campo da Medicina, como o estudo da sífilis — sua tese de formatura, defendida aos 18 anos, até hoje é uma referência no assunto — e o pioneirismo na divulgação científica, entre outras áreas. Acima de tudo, foi um terapeuta do afeto. Saiba mais na reportagem de Adriano De Lavor.
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