Tariq Ali: Debacle no Afeganistão

Na Grã-Bretanha e em outros lugares, todos aqueles que querem continuar lutando devem mudar seu foco para os refugiados que logo estarão batendo à porta da Otan. No mínimo, refúgio é o que o Ocidente deve a eles: uma pequena reparação por uma guerra desnecessária.

Por Tariq Ali no blog da Boitempo

A queda de Cabul para o Talibã em 15 de agosto de 2021 é uma grande derrota política e ideológica para o Império Estadunidense. Os helicópteros lotados que transportavam funcionários da Embaixada dos Estados Unidos para o aeroporto de Cabul lembravam surpreendentemente as cenas em Saigon – agora Ho Chi Minh City – em abril de 1975. A velocidade com que as forças do Talibã invadiram o país foi impressionante; sua perspicácia estratégica notável. Uma ofensiva de uma semana terminou triunfantemente em Cabul. O exército afegão de 300.000 homens desmoronou. Muitos se recusaram a lutar. Na verdade, milhares deles foram para o Talibã, que imediatamente exigiu a rendição incondicional do governo fantoche.

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Žižek: Nossa resposta ao Talibã

“Com o triunfo do capitalismo global, certo espírito de engajamento coletivo foi reprimido. Essa postura reprimida agora parece retornar na forma do fundamentalismo religioso.”

Por Slavoj Žižek, no blog da Boitempo

O Talibã está facilmente tomando conta do Afeganistão. Cidades estão caindo como dominós, mesmo as forças do governo estando não só muito mais bem equipadas e treinadas como em maior número (300 mil contra 80 mil combatentes talibãs). Quando o Talibã se aproxima, as forças do governo simplesmente derretem: se rendem ou fogem, sem apresentar qualquer disposição para lutar. Por quê?

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Grupos da igreja no WhatsApp são usados para disseminar desinformação, revela pesquisa

Levantamento inédito da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostra os caminhos da desinformação entre religiosos

Por Mariama Correia, na Agência Pública

Líder de jovens na congregação evangélica Assembleia de Deus do Amor, no bairro dos Bultrins, em Olinda (PE), Angélica Cruz, 29 anos, está em pelo menos quatro grupos da igreja no Whatsapp. Diz que a maioria serve para troca de mensagens devocionais entre membros e a liderança. “O aplicativo virou uma ferramenta principal de comunicação na pandemia. Serve pra gente trocar mensagens de apoio e informações entre os irmãos, como vagas de emprego e oportunidades”, contou à Agência Pública.

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‘A polícia ainda não entendeu o seu papel na segurança pública, especialmente na letalidade policial’

No livro Justiça e Letalidade Policial, que será lançado nesta quarta-feira (18), pesquisadora Poliana Ferreira analisa mecanismos que levam à falta de responsabilização dos policiais que matam: “É um equívoco pensar que a letalidade policial está só no PM que atua na ponta”

Por Jeniffer Mendonça, na Ponte

“Foi perguntado ao indivíduo se o mesmo estaria envolvido no roubo ao banco, sendo respondido que sim, neste momento perdi a cabeça, fiquei com raiva e efetuei dois disparos de arma de fogo contra o indivíduo abordado”. Foi assim que um sargento da Polícia Militar paulista, em 2015, confessou que havia atirado em um homem negro já rendido e, depois, alegou no boletim de ocorrência que a morte havia acontecido em confronto. Antes dessa revelação feita pela Ponte naquele ano, os portais de notícia apenas disseram que dois homens havia morrido em troca de tiros com a polícia após um assalto a banco.

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Revogação da Convenção 169 da OIT pelo Brasil é inconstitucional e ineficaz, apontam juristas e membros do MPF

Os efeitos da eventual denúncia do tratado de direitos a povos tradicionais foram debatidos durante seminário virtual realizado nessa segunda-feira (16)

A Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) não pode ser denunciada validamente. Esse foi o tom do debate durante o webinário “Convenção 169/OIT: vigor ou denúncia? Os impactos da eventual saída do Brasil do tratado internacional que garante direitos a povos e comunidades tradicionais”, realizado nessa segunda-feira (16). Promovido pela Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (6CCR/MPF), o evento virtual reuniu juristas e membros do MPF para debater o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 177/2021. A proposta autoriza o presidente da República a denunciar a Convenção e, com isso, deixar de cumprir uma série de obrigações assumidas perante a comunidade internacional para assegurar a participação e proteção das populações tradicionais.

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Perguntas sobre a luta pela terra. Por Gilvander Moreira*

Em Contexto de Brasil sob política genocida, ecocida e hidrocida, sendo transformado em escombros, com devastação ambiental absurda, com brutais cortes de direitos trabalhistas, previdenciários e sociais, com hipertrofia do braço armado do Estado e atrofia do braço social do Estado, é necessário compreendermos a luta pela terra enquanto pedagogia de emancipação humana. Para isso, temos que enfrentar várias questões, tais como: Como classes sociais diferentes, a classe trabalhadora e a classe camponesa, que estão sempre mudando, precisam se emancipar de quê, como e com quais armas/instrumentos? Será um processo longo e viável dentro das atuais relações contraditórias do capital que devasta o trabalho emancipatório e as trabalhadoras e os trabalhadores? “Tomam de nós com uma pá aquilo que conquistamos suadamente com uma colher”, diz Gilmar Mauro, da coordenação nacional do MST[2].

Que condições concretas e objetivas precisam ser criadas, e como criá-las, para se superarem as formas produtivas do capital e se instalarem culturalmente ‘forças produtivas’ segundo os direitos sociais das trabalhadoras e dos trabalhadores da cidade e do campo? Não será a emancipação humana uma utopia sem base realizável? E, quais as mediações (condições específicas, ações concretas, táticas, estratégias etc.) para realizar a emancipação humana, social, política, econômica, cultural, religiosa e ecológica? Qual a força e a centralidade da luta pela terra no processo de transformação social?

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Três camponeses são mortos em ação policial, em Rondônia

CPT

No último dia 13, na região de Nova Mutum, distrito do município de Porto Velho, capital do estado de Rondônia, uma operação policial ceifou a vida de três trabalhadores rurais sem-terra, dois deles membros da mesma família, e um jovem amigo da família. Segundo informações, além dessas três mortes, cinco pessoas ainda estão desaparecidas. A área onde aconteceu mais esta tragédia rondoniense, está situada nas proximidades da região do Acampamento Dois Amigos e do Acampamento Thiago dos Santos, em União Bandeirantes, distrito do município de Porto Velho. O fato ocorreu na área da Fazenda Santa Carmem, um latifúndio ocupado em janeiro de 2021 e que tem registrado diversos atos de violência na região de Nova Mutum-Paraná, norte de Rondônia. A CPT RO divulgou nota em repúdio à intervenção e ao cenário brutal no Estado.

Leia a carta na íntegra:

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É crime ser pobre neste país?

Bolsonaro não quer “punir” os ricos com mais impostos, mas acontece o oposto: subtributados, eles enriquecem sem limites. Se o Brasil taxasse grandes fortunas — 60 mil pessoas — arrecadaria o suficiente para transformar a vida de milhões

por Dão Real Pereira dos Santos*, em Outras Palavras

Repercutiu bastante na mídia a declaração do presidente de que é contra tributar as fortunas porque, segundo ele, ser rico não é crime. Ora, se não devemos tributar a riqueza porque ser rico não é crime, por que tributamos tanto os mais pobres, os trabalhadores e a classe média? Tem razão o presidente, ser rico, realmente, não é crime. Sonegar tributos, sim, é crime. Superfaturar o preço das vacinas também é crime. Roubar é crime. Matar é crime. Expor a vida ou a saúde dos outros a perigo direto ou iminente é crime. Ser rico, obviamente, não é crime.

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Brasília comanda avanço de garimpos e desmatamento no Brasil (Parte II)

“Enquanto órgãos ambientais seguem enfraquecidos, Congresso atua como aliado do governo no desmonte ambiental, discutindo e aprovando mudanças danosas na legislação”

POR CRISTINA ÁVILA – JORNAL BRASIL POPULAR/DF

A mais global e visível expressão da destruição da Amazônia Legal está na análise histórica dos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os novos números do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) confirmam as tendências cada vez mais caóticas na maior reserva da biodiversidade do planeta.

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Nacionalismo do reforço: EUA querem terceira dose para todos

por Leila Salim e Raquel Torres, em Outra Saúde

TERCEIRA DOSE PARA TODOS

O governo dos Estados Unidos decidiu que as pessoas vacinadas há mais de oito meses deverão receber uma dose extra, do mesmo imunizante recebido originalmente. Em princípio, a ideia é revacinar quem tomou Pfizer/BioNTech ou Moderna, mas a decisão deve se estender ao imunizante da Janssen assim que saírem resultados de seu ensaio clínico com duas doses, no fim deste mês.

A informação saiu esta madrugada na AssociatedPress, ventilada por fontes anônimas – segundo a reportagem, o anúncio formal deve ser feito ainda esta semana. O efeito não deve ser imediato, porque a política ainda precisa da autorização da FDA (a Anvisa dos Estados Unidos) para ser levada a cabo. Mas pode ser uma questão de tempo até isso acontecer. Segundo a Reuters, o plano é já começar a distribuição de terceiras doses já entre o meio e o fim de setembro.

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