Manifesto pela proteção da vida e da cultura de Piedade do Paraopeba

Comunidade de Piedade do Paraopeba, localizada em Brumadinho (MG), está em risco e exige “descomissionamento já!” de barragem de rejeito da mineradora Vallourec.

CPT

Organizações regionais e nacionais, comunidades locais, pastorais sociais, entidades eclesiais, grupos de pesquisa de universidades e movimentos sociais lançam manifesto em que denunciam a destruição provocada pela mineração no estado de Minas Gerais e exigem que o descomissionamento das barragens das mineradoras comece pela comunidade de Piedade do Paraopeba, localizada na zona rural do município de Brumadinho (MG).

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Brasília comanda avanços de garimpos e desmatamentos no Brasil (Parte I)

Com cotação internacional do ouro batendo recorde histórico, os dólares movimentam a Amazônia ribeirinha. No isolamento das matas, o câmbio se paga com dores e com vidas

POR CRISTINA ÁVILA – JORNAL BRASIL POPULAR/DF

Um tiro retumba na Estação Ecológica do Jari, na margem do rio que divide o Amapá e o Pará, e poucos minutos se passam até se revelar a autoria. Dois homens liderados por um sujeito alto e magro saem da floresta portando um moderno fuzil de alta precisão. Ele tem nome e endereço fixo conhecidos pelos ribeirinhos extrativistas que circulam na região durante as safras de castanha e cacau. É um bandido que mata contratado por dinheiro, morador de Laranjal do Jari, município amapaense separado do paraense Almeirim pelas águas encachoeiradas perigosas por onde navegam voadeiras carregadas de combustível, equipamentos, víveres e trabalhadores que seguem para garimpos. A placa indicativa da unidade de conservação de uso integral, proibida a visitantes não autorizados, é como um desaforo impresso ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservacão da Biodiversidade), o órgão ambiental federal responsável por sua conservação. Tem furos de outras balas que testemunham disparos anteriores. O local afetado por resíduos de motores e lixo plástico de acampamentos é importante entroncamento para várias direções de viagens, e foi transformado em mercado privado rentável. Exploradores desse comércio ilegal construíram casa e levaram escavadeiras para dentro da reserva. A impossibilidade de as embarcações ultrapassarem a cachoeira Itacará se apresenta como oportunidade de ganhar dinheiro. Cobra-se R$ 1,2 mil pelo transbordo das tralhas dos garimpeiros no trator que percorre 1 km de chão batido, para assim retomarem seus trajetos pelo rio. O pistoleiro alto e magro atravessa a pequena enseada a passos lentos para o embarque. Sem se incomodar com olhares. A arrogância e destemor se explicam pela camiseta branca bem arrumada dentro das calças, estampada com a foto em preto e branco do presidente Bolsonaro.

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Presença nazista no Brasil cria raiz histórica para adesão à extrema direita, diz historiadora

Para Heloísa Starling, fato de o país ter sediado a maior filial do Partido Nazista fora da Alemanha gera apelo ideológico que reverbera até hoje

Por Fernanda Mena, na Folha

Ecos de um passado distante e pouco conhecido podem ajudar a explicar como o Brasil se tornou um dos expoentes de uma onda conservadora global que retoma ideologias totalitárias de extrema direita: o país foi sede da maior filial do Partido Nazista fora da Alemanha.

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Fundadoras da Amazônia Real serão as homenageadas no 16º Congresso da Abraji

Abraji

As jornalistas Elaíze Farias e Kátia Brasil, fundadoras da Amazônia Real, a primeira agência de jornalismo independente e investigativo do Norte do Brasil, serão as grandes homenageadas por suas contribuições ao jornalismo, durante o 16º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). 

Para assistir à cerimônia no dia 23 de agosto (segunda-feira), das 19h15 às 20h15 (horário de Brasília, 18h15 às 19h15 de Manaus), é preciso se inscrever no evento aqui. Os mestres da solenidade virtual serão Marcelo Träsel, presidente da Abraji, e Eliane Brum, colunista do jornal El País.

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O genocídio negro, um ângulo do sistema penal brasileiro

Estar em conformidade com o sistema penal carniceiro e genocida do Brasil é desconhecer a história do nosso país, analisa Adriana Chaves na coluna Abolição

Por Adriana Chaves, na Ponte

Desde o início, por ouro e prata / Olha quem morre, então / Veja você quem mata
(Negro Drama, Racionais MC’s)

Falar sobre o genocídio negro no Brasil é compreendê-lo como um projeto de dimensão histórica que começa com a colonização portuguesa e a escravidão transatlântica.

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O câncer em um corpo critico: Jean-Claude Bernardet. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Não virar objeto da doença, recusar o papel de vítima. Dialogar com a doença, viver a doença com intensidade. E agora? Ainda não conheço o meu novo câncer”. 
(Jean-Claude Bernardet, O corpo crítico).

Num país doente que luta contra o covid-19 e o bozovírus, “O corpo crítico” de Jean-Claude Bernardet é um livro que traz algum alento para o campo da saúde e da vida política. Nele o escritor trata de várias doenças que contraiu: a aids nos anos 80 quando ainda não havia o “coquetel”, a meningite – “terrível doença oportunista da aids”, a cegueira quase total, o câncer na próstata extraída em 2016 e a recidiva do câncer na glândula já inexistente, portanto um “câncer-fantasma”. Tais experiências vividas pelo autor assomam aqui em linguagem ficcional.  

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“Só consigo escrever quando me relaciono com uma alma angolana”, entrevista a Ana Paula Tavares

No Buala

Ana Paula Tavares nasceu numa aldeia da província da Huíla, em 1952. Os seus pais, um homem mestiço e uma mulher branca nascida em Angola, viviam num ambiente rural e com poucos recursos, pelo que decidiram procurar “padrinhos coloniais” para a filha, na esperança de que tivesse acesso a uma boa formação. Assim, Ana Paula Tavares foi criada pelos seus padrinhos portugueses sob uma rígida educação católica, mas nunca perdeu de vista as sociedades agropastoris da região que a influenciaram profundamente. Absorveu os saberes das mulheres, as vozes e os sons da terra e das línguas bantu como necessidade de identificação com a terra. Enquanto os seus avós, pais e irmãos vieram para Portugal na altura da Independência de Angola, a poeta decide ficar e questionar o seu lugar neste mundo, numa época marcada pela guerra. No ano de 1992, muda-se a Lisboa e se consagrará como escritora e professora universitária. Nos seus livros de poesia usa o nome Paula Tavares, nos seus livros em prosa e trabalhos académicos assina com Ana Paula Tavares.

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Morte de menina de 11 anos evidencia situação precária da segurança pública em aldeias indígenas de MS

Contexto envolve abuso de álcool e drogas, falta de acesso a tratamentos de saúde mental, educação deficitária, alimentação e habitação inadequadas

A morte de uma menina de 11 anos, indígena da etnia Kaiowá e moradora da aldeia Bororó, em Dourados (MS), gerou comoção e voltou a jogar luz sobre uma situação gravíssima que o Ministério Público Federal tenta reverter há anos: a completa ineficiência do Estado na efetivação de políticas públicas destinadas aos povos indígenas na região da Grande Dourados.

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Conselho da PGR recebe pedido para investigar Aras por prevaricação em inquéritos contra bolsonaristas

No Ceará Agora

Um grupo de subprocuradores-gerais da República aposentados, dentre eles o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, enviou ao Conselho Superior do Ministério Público Federal um pedido de investigação criminal contra o atual procurador-geral Augusto Aras por suspeitas de prevaricação em sua conduta à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), com o objetivo de blindar o presidente Jair Bolsonaro. Procurado, Aras afirmou por meio de nota que possui independência em sua atuação funcional e que essa é uma das garantias da instituição (leia ao final).

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Ex-agentes da ditadura argentina são condenados por estupro de prisioneiras

Após anular medidas de anistia em 2005, Justiça argentina sentenciou mais de 1.000 pessoas por crimes cometidos durante a brutal ditadura que vigorou no país entre 1976 e 1983.

Na DW

A justiça argentina sentenciou nesta sexta-feira (13/08) a mais de 20 anos de prisão dois ex-militares que aturaram na repressão da ditadura do país entre 1976 e 1983. Eles foram acusados por crimes sexuais cometidos contra presas políticas em um centro de tortura que funcionou em Buenos Aires.

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