Solidariedade Sem Terra chega à 1 milhão de marmitas e 5 mil toneladas de alimentos doados durante a pandemia

Desde 2020, a partir das campanhas de solidariedade, o MST já doou comida equivalente a 1000 caminhões cheios de alimentos nas periferias urbanas e rurais pelo país

Por Lays Furtado, na Página do MST

Enquanto o governo Bolsonaro ceifou mais de meio milhão de vidas durante a pandemia do Coronavírus e o ministro da economia Paulo Guedes defendeu que a população pobre deveria comer restos de comida, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra  (MST) doou mais de 5 mil toneladas de alimentos e 1 milhão de marmitas no combate à pandemia da fome por todo o Brasil.

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Bancada do agronegócio inicia campanha contra o De Olho nos Ruralistas

Frente Parlamentar da Agropecuária volta a atacar o observatório, insinuando que matérias críticas aos seus interesses são “fake news”; financiada por multinacionais como Bayer, BRF, JBS, Bunge e Cargill, frente já barrou equipe de reportagem em 2016

Por Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), braço mais conhecido da bancada ruralista, a maior do Congresso, voltou a atacar o De Olho nos Ruralistas. Em post publicado nesta terça-feira (07), o perfil oficial da organização no Twitter convida as pessoas a seguirem a página, para ficarem “de olho nos ruralistas de verdade, sem fake news”.

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Patrulhas rurais da PM atuam para agronegócio e contra camponeses

Estados criaram nos últimos anos grupos para “segurança da população rural”; na prática, patrulhas reforçam violência a favor dos interesses dos fazendeiros, que chegam a financiar e gerir os grupos; CPT vê “institucionalização da pistolagem” 

Por Julia Dolce, em De Olho nos Ruralistas

Moradores da Gleba Tauá, uma região de 20 mil hectares no município de Barra do Ouro (TO), foram surpreendidos no início do ano com placas anunciando uma nova força policial criada na Polícia Militar de Araguaína: a Patrulha Rural. As sedes de Araguaína e Barra do Ouro estão a 100 quilômetros de distância. A força foi criada para “proteger a população rural”, mas seus policiais têm atuado para reprimir camponeses, a favor dos fazendeiros locais. De Olho nos Ruralistas reuniu histórias de perseguição, ameaças e agressões por parte da Patrulha Rural a mando de Emílio Binotto, empresário, ruralista e grileiro catarinense que disputa a Tauá desde 1992.

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Marco temporal, marca do atraso. Por Carlos Marés

A tese do marco temporal é uma armadilha para estrangular o direito dos povos indígenas à demarcação de suas terras, invertendo o texto da Constituição Federal, escreve Carlos Marés*

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Os povos indígenas das Américas lutam há quinhentos anos por um único direito, o de existir. Muitos sucumbiram sob a violência colonial. Violência física, sem subterfúgios, desde as degolas do século XVI contadas com horríveis detalhes por Bartolomé de Las Casas até o século XX com o extermínio cínico dos Xetá no oeste do Paraná na década de 60 e as macabras caçadas de orelhas de Xokleng em Santa Catarina relatadas por Sílvio Coelho dos Santos. O século XXI não passará isento à violência como se vê hoje. Sem intervalo, sem vergonha, sem punição. Mas a negação do direito de existir se faz, também, por sofisticados arranjos teóricos e jurídicos, como formais declarações de guerra para matar ou reduzir a escravos povos inteiros. A sofisticação jurídica era não os chamar de escravos, mas aprendizes que um dia deixariam de pensar ou desejar a liberdade de existir coletivamente. Então, quando a liberdade não fosse mais um sonho, podiam ser livres.

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Saúde mantém grávidas que já tomaram primeira dose da Astra no limbo da vacinação

por Raquel Torres, em Outra Saúde

CONTINUAM NO LIMBO

O Ministério da Saúde continua sem oferecer nenhuma solução decente para evitar a morte de gestantes que já tomaram a primeira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca e, portanto, estão apenas parcialmente imunizadas. Como se sabe há muito tempo, gestantes (mesmo sem comorbidades) têm mais chance de complicações e morte por covid-19.

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Massacre do Jacarezinho e o temor da impunidade

Balanço da morosidade da justiça, dois meses após a chacina que indignou o país. Polícia Civil, que fez as 28 vítimas, investiga a si mesma – e garante sigilo de cinco anos sobre documentos da operação. MP tem histórico de conivência com massacres

Por João Pedro Soares, na DW Brasil

Pedro Paulo da Silva, de 25 anos, foi criado e morou até o ano passado na favela do Jacarezinho. O jovem cresceu acostumado a presenciar operações policiais que se estendiam por até duas semanas, sob intenso tiroteio. Nada, porém, se assemelha ao que vivenciou há dois meses, quando a comunidade situada na Zona Norte do Rio de Janeiro foi palco da operação policial mais letal da história do estado– com 28 mortos.

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Crise no Haiti: a digital de generais bolsonaristas

Missão da ONU no país caribenho, comandada pelo Exército brasileiro, tornou-se símbolo de violações. Generais como Heleno e Santos Cruz, centrais à eleição de Bolsonaro e peças-chaves do governo, foram preponderantes à tragédia humanitária

Por Paulo Motoryn, no Brasil de Fato

O assassinato do presidente do Haiti, Jovenal Moise, dentro da própria casa, na madrugada desta quarta-feira (7), representa mais um episódio das sucessivas crises políticas e humanitárias no país da América Central. Uma das passagens simbólicas da história recente haitiana tem a digital de militares que integram o governo do presidente Jair Bolsonaro.

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Dez lições da tragédia Bolsonaro ao Brasil

Entre outros, cai o mito de que militares são incorruptíveis. STF mostra que é possível arrefecer fake news. Religião torna-se central às eleições. Nas crises, fascistas pensam com as pernas. Alvo sempre foi o Estado; é hora de resgatá-lo

por Roberto Malvezzi (Gogó), em Outras Palavras

Em primeiro, um alerta aos ingênuos e mal-intencionados: quem muito fala de corrupção pode ser tão ou mais corrupto que aqueles que denuncia. Falamos de corrupção no sentido amplo, “cor ruptum”, coração rompido. Prestem atenção em Moro, Dallagnol e Bolsonaro.

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Brumadinho: Vale classifica como “absurda” indenização que equivale a lucro que obtém em pouco mais de 4min

Mineradora entrou com recurso na Justiça, na segunda-feira (5); valor total significaria 9 horas de lucro da empresa

Rafaella Dotta, Brasil de Fato

A mineradora Vale apresentou recurso ordinário para recorrer da decisão de 1ª instância que a condenou a pagar R$ 1 milhão de indenização por cada trabalhador morto no rompimento da barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). A importância é referente aos danos morais pelo sofrimento causado. No recurso, os advogados da Vale classificaram o valor como um “absurdo”.

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A Amazon é um símbolo do desperdício capitalista

Um novo relatório revelou que só um depósito da Amazon na Escócia destrói 130 mil produtos não vendidos por semana – um lembrete de como funciona o desperdício envolvido na produção capitalista voltada para o lucro, em vez da necessidade pública.

Por Paris Marx, na Jacobin Brasil

Este ano, o “Prime Day” da Amazon, evento de vendas criado em 2015, caiu nos dias 21 e 22 de junho. Enquanto muitas agências de notícias municiavam o monopólio da mídia para que seus leitores soubessem sobre os grandes descontos que poderiam conseguir – em alguns casos, utilizando links afiliados – a ITV News publicou uma história que faria as pessoas pensarem duas vezes antes de ceder ao seu impulso consumidor. 

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