Agência Pública conversou com pessoas que perderam a moradia na pandemia. São famílias que vivem nas ruas de São Paulo, mas não entram nos dados oficiais da prefeitura

Por José Cícero, Agência Pública
Dois panos brancos amarrados nos galhos das árvores que ficam num canteiro da avenida Carlos Caldeira Filho, região do Capão Redondo, zona sul de São Paulo, chamam atenção dos motoristas e pedestres que circulam pelo local. Porém, se a passagem for ligeira e desatenta, dificilmente será notada a presença de um barraco pequeno no fundo do canteiro. Ali, desde novembro de 2020, vive Severino Carlos Pereira, 50 anos, trabalhador autônomo e conhecido como “Pernambuco”, por conta da sua origem: o município de Macaparana, a 120 quilômetros do Recife. Foi ele quem pendurou as bandeiras brancas “para chamar a atenção da população”. “Toda ajuda é bem-vinda”, diz.
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