Romero Jucá, o ‘maior inimigo’ dos Yanomami

Político e ex-governador de Roraima foi um dos emblemáticos defensores do garimpo nos territórios indígenas; no currículo, uma desastrosa passagem pela Funai e propostas de reduzir a TI Yanomami

Por Eduardo Nunomura*, em Repórter Brasil

Romero Jucá (MDB) anda silencioso. Permanece em Brasília, mas optou por manter uma postura discreta desde que não foi reeleito ao Senado, em 2018. De lá para cá, raramente tem atendido a imprensa. Ficar longe dos holofotes é compreensível. Nos últimos anos, Jucá teve seu nome envolvido em casos de corrupção, sempre se esquivando deles. Mas o passado desse carimbado personagem da política brasileira está umbilicalmente ligado à atividade garimpeira em Roraima. Tanto que, em 2016, Dário Kopenawa Yanomami, presidente da HAY (Hutukara Associação Yanomami) e filho do líder Davi Kopenawa, o chamava de “o maior inimigo dos povos indígenas do Brasil“.

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‘Projeto de mineração de Bolsonaro vai virar uma confusão’, diz memória-viva do garimpo no Brasil

O minerador José Altino Machado, que está há 54 dos seus 79 anos na atividade da mineração, conta com exclusividade sobre as invasões à Terra Indígena Yanomami, em Roraima

Por Kátia Brasil, da Amazônia Real

O aviador e minerador José Altino Machado, hoje com 79 anos de idade, ficou conhecido no país como o responsável pelas três maiores invasões de garimpeiros nas regiões de Xitei e Surucucu na Terra Indígena Yanomami nos anos 1970, 1980 e 1990, em Roraima. Com mais de meia década de atuação no ramo da mineração de cassiterita (estanho), em 1978 ele fundou a União Sindical dos Garimpeiros da Amazônia Legal (Usagal). Chegou a comandar mais de 350 mil homens em vários garimpos abertos na região amazônica.

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Negociações por CanSino e Sputnik V também devem entrar na mira da CPI

Por Raquel Torres, em Outra Saúde

A VEZ DA CANSINO

Depois de uma movimentada sexta-feira na CPI da Pandemia – quando o deputado Luís Miranda (DEM-DF) envolveu diretamente o nome do líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), em um possível esquema de corrupção relacionado à compra da Covaxin – a Comissão decidiu investigar também as negociações entre o governo brasileiro e o laboratório chinês CanSino sobre a compra da vacina Convidencia.

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Ricardo Barros é ligado a farmacêutica que participa da compra da (nova) vacina mais cara do país

Líder do governo na Câmara tem amizade de longa data com empresário cujo filho é sócio de empresa que atua como contratada do Ministério da Saúde na aquisição da vacina chinesa Convidecia, em negócio de mais de R$ 5 bilhões

Por Redação RBA

O líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros, que tem seu nome relacionado ao  escândalo da vacina Covaxin, mantém ligações com uma empresa farmacêutica de Maringá, a Belcher. Essa empresa, “assinou contrato com o Ministério da Saúde para intermediar a compra de uma vacina Chinesa chamada Convidecia por US$ 17 a dose, num negócio que vai passar de R$ 5 bilhões. Será a vacina mais cara do Brasil”.

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Geração 68: nós que amamos tanto a revolução. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“No tengo miedo al invierno con tu recuerdo lleno de sol”. 
(Tonada del viejo amor, Eduardo Falú / Mercedes Sosa)

O livro Nous l’avons tant aimée, la révolution escrito pelo líder de Maio de 68 na França, Daniel Cohn-Bendit, usa o verbo no pretérito composto (o “passé composé” francês). Na tradução, a Editora Brasiliense optou pelo pretérito imperfeito: “Nós que amávamos tanto a revolução”. Se fosse o perfeito seria amamos, que em português, unicamente no caso de nós, guarda a mesma forma tanto no presente como no pretérito, o que cria a desejada ambiguidade na evocação de um passado que não se contrapõe ao presente.

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Psol ajuíza notícia-crime contra Bolsonaro por tirar máscara de criança

No Conjur

O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) ajuizou nesta sexta-feira (25/6) notícia-crime contra Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. Na denúncia, a legenda imputa ao presidente da República crimes previstos no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente.

O partido decidiu acionar a Justiça após Bolsonaro, durante visita a municípios do Rio Grande do Norte, abaixar a máscara de uma criança de colo enquanto cumprimentava correligionários e incentivar uma menina de dez anos a retirar a máscara de proteção contra a Covid-19.

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É cedo demais para dizer “adeus Bolsonaro”? por Leonardo Avritzer

A nova configuração entre centro político, ruas e oposição

No A Terra é Redonda

Jair M. Bolsonaro formou a coalizão de apoio mais heterogênea e mais heterodoxa da história recente do Brasil. Me explico. É sabido que exército, centrão, corporações da área de segurança e mercado financeiro, além da legião de motociclistas incomíveis (de acordo com a camiseta que um deles vestia), têm pouco em comum quando pensamos em termos de projeto político.

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Morre Nanblá Gakran, Professor Xokleng, primeiro indígena a se tornar doutor em linguística

NSC

O povo Xokleng perdeu uma das suas maiores lideranças. Morreu neste sábado (26) Nanbla Gakran, 59 anos, doutor em Linguística e maior autoridade mundial em pesquisa da língua Laklãnõ. A morte do primeiro indígena a ser formar doutor em SC deixa consternado os Xokleng que têm suas terras no Alto Vale do Itajaí. Todos reconhecem a importância do homem que como raros sabia entender a língua do seu povo.

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R$ 200 mil por semana: quanto fatura um piloto de aeronaves no garimpo

Por Piero Locatelli e Guilherme Henrique, da Repórter Brasil, na Amazônia Real

Não é apenas a venda do ouro arrancado ilegalmente da Terra Indígena Yanomami que enche o bolso dos que estão ligados ao garimpo. Pilotos e donos de aeronaves que fazem o transporte até a área também vêm enriquecendo, chegando a faturar R$ 200 mil por semana, segundo a Polícia Federal. São eles os responsáveis pela logística que sustenta a atividade garimpeira na TI, onde as pequenas aeronaves são o principal meio de acesso, já que o território indígena é distante de estradas e cortado por rios pouco navegáveis. 

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A duradoura e livre sabotagem a vacinas não veio (só) do negacionismo. Por Janio de Freitas

É bandidagem muito lucrativa, para a qual o autoritarismo e a intimidação servem, além do que lhes é próprio, de instrumento múltiplo

Na Folha

Por trás dos milhões de mortes, o desespero brasileiro pelas vacinas sabotadas. Por trás das duas imposições trágicas, uma fortíssima ação quadrilheira a causá-las e explorá-las. Jair Bolsonaro está em fuga, como o Lázaro nas matas de Goiás. Com a diferença de que centenas de policiais caçam um serial killer, e o outro tem a Polícia Federal sob controle e a favor também dos comparsas.

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