Político e ex-governador de Roraima foi um dos emblemáticos defensores do garimpo nos territórios indígenas; no currículo, uma desastrosa passagem pela Funai e propostas de reduzir a TI Yanomami
Por Eduardo Nunomura*, em Repórter Brasil
Romero Jucá (MDB) anda silencioso. Permanece em Brasília, mas optou por manter uma postura discreta desde que não foi reeleito ao Senado, em 2018. De lá para cá, raramente tem atendido a imprensa. Ficar longe dos holofotes é compreensível. Nos últimos anos, Jucá teve seu nome envolvido em casos de corrupção, sempre se esquivando deles. Mas o passado desse carimbado personagem da política brasileira está umbilicalmente ligado à atividade garimpeira em Roraima. Tanto que, em 2016, Dário Kopenawa Yanomami, presidente da HAY (Hutukara Associação Yanomami) e filho do líder Davi Kopenawa, o chamava de “o maior inimigo dos povos indígenas do Brasil“.
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