Para o professor, a experiência da pandemia escancara que é preciso educar para promoção de justiça social, hospitalidade e cidadania global e digital
Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line
Entre todas as áreas drasticamente impactadas pela pandemia, a escola, sem dúvidas, tem lugar de destaque. A suspensão das aulas presenciais e a imposição do ensino remoto escancararam as desigualdades que vivemos e que se refletem no ambiente das escolas. O resultado é uma sombra dos chamados déficits de aprendizagem. O professor Rodrigo Manoel Dias da Silva reconhece o abismo que se abriu entre as realidades de muitos estudantes, mas observa que é preciso serenidade para encarar o tema. “Assumir imperfeições exige uma ética e uma pedagogia. O horizonte ético é reconhecer nossas fragilidades humanas e nossa vulnerabilidade coletiva – traços acentuados pela pandemia”, diz. Assim, compreende que “falar que retomaremos aprendizagens não significa supor que iremos realinhar déficits ou perdas, mas principalmente que devemos seguir novos caminhos”.
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