BTG e XP estão a serviço de estrangeiros suspeitos de compra ilegal de terras

Brasilagro possui mais de 300 mil hectares no Cerrado “em desconformidade com a lei”, diz Incra — beneficiados vão de ruralistas argentinos a Banco de Nova York

Por Caio de Freitas Paes, Agência Pública

Quem acompanha o noticiário lê, com frequência, sobre falta de interesse e medo de investidores estrangeiros apostarem no Brasil sob Bolsonaro. Operações do próprio mercado financeiro revelam um lado B nessa narrativa, como no último dia 24 de janeiro, quando a XP Investimentos juntou-se ao banco BTG Pactual para uma parceria que resultou numa operação milionária com uma expoente do agronegócio no país, a Brasilagro. 

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Como ensinar escravidão e Holocausto? Especialistas debatem em busca de reparação histórica

Lives “Como ensinar escravidão e Holocausto?” e “Reparação Histórica” completam série do Goethe-Institut sobre ódio, antissemitismo e racismo contemporâneos.

Como ensinar escravidão e holocausto? Como garantir uma efetiva reparação histórica? Essas são questões presentes nas próximas lives do projeto “Nossas vozes. A escuta nas políticas de memória”, que discute o ódio, o antissemitismo e o racismo contemporâneos sob uma perspectiva histórica, com transmissão pelo canal do Goethe-Institut no YouTube, sempre às quintas-feiras, às 17h. A iniciativa visa valorizar a memória, buscando meios de dar significado a eventos traumáticos do passado, enquanto atos e estruturas racistas e antissemitas continuam ameaçando a vida e o convívio no presente.

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FT Avá Guarani: lenta tramitação do julgamento de conflito em Caarapó (MS) pode acarretar atuação de cortes internacionais

MPF ajuizou duas ações criminais por conta do conflito. A contra um indígena já teve sentença, enquanto outra contra produtores rurais ainda está na fase inicial

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

O Estado brasileiro poderá ser responsabilizado perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), pela grave violação aos direitos humanos dos povos Guarani e Kaiowá. Além disso, a lenta tramitação, na Justiça Federal de Dourados (MS), da ação contra os responsáveis pelo chamado Massacre de Caarapó, em 2016, pode levá-los a julgamento pelo Tribunal Penal Internacional. Em todos os casos, possíveis condenações repercutem negativamente para a imagem do país no cenário internacional, além de gerar a obrigação de reparar o dano.

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MPF obtém decisão que obriga órgãos a tomarem providências contra lançamento aéreo de agrotóxico e fiscalizarem o uso nas lavouras no Maranhão

Estado do Maranhão, Aged e União têm prazo de 60 dias para comprovar medidas de proibição do uso de aeronaves que aplicam o herbicida glifosato

Ministério Público Federal no Maranhão

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal reconheceu a gravidade do recente caso de pulverização aérea de agrotóxico sobre comunidades tradicionais no município de Buriti (MA), bem como o descumprimento parcial de decisão de 2013, por parte do estado do Maranhão, da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) e do Ministério da Agricultura. Os órgãos deveriam ter fiscalizado o uso do herbicida glifosato em todas as lavouras do estado e não apenas por amostragem, como foi feito, além de terem impedido seu lançamento aéreo, que é proibido.

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Paulo Freire, necessário e atual

Em Lombada Quadrada

Como diria Carlos Heitor Cony, “leio nas folhas” que em plena pandemia pais e mães de uma escola de elite paulistana, que cobra R$ 12 mil mensais para supostamente oferecer um ensino revolucionário, estão revoltados. Acusam a tal escola “novaiorquina” de não oferecer aulas regulares a distância durante o período de isolamento social. Mais do que isso. Dizem que foram levados a matricular seus filhos pelo encantamento do discurso de que ali, naquele ambiente seleto, seus ilustríssimos filhos teriam “networking” garantido para um futuro brilhante e promissor como líderes das finanças mundiais. Para usar uma linguagem que lhes é cara, conseguiriam um ROI vantajoso ao fim de um ciclo escolar baseado em “projetos” e trabalhos em equipe, sem o convencionalismo do currículo nacional, com professores e alunos em dinâmicas de grupo, deixando de lado a hierarquia e a tradicional relação mestre/aluno. Todo mundo aprendendo junto.

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Por que o desmatamento na Mata Atlântica persiste

Levantamento anual mostra que, a cada dia, 36 campos de futebol da vegetação mais ameaçada do país desaparecem. A maior parte do desmatamento é ilegal, diz SOS Mata Atlântica.

Por Nádia Pontes, Deutsche Welle

Depois de um ano de alta, o desmatamento na Mata Atlântica registrou uma leve queda entre 2019 e 2020. Um monitoramento anual feito pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostra que 130 km² foram devastados, 9% a menos que no período anterior. 

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Ataques à liberdade acadêmica. Por Henri Acselrad

As condições para uma efetiva garantia da liberdade acadêmica, prevista no artigo 206 da nossa Constituição Federal, estão cada vez mais ameaçadas

Em A Terra é Redonda

Desde o início da pandemia de Covid-19, a sociedade brasileira tem assistido a uma intensificação de atos de constrangimento e perseguição a pesquisadores de diferentes campos da ciência. Estas ações têm se originado tanto em instâncias do Estado brasileiro como em grupos sintonizados ideologicamente com o atual governo.

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O uso de agrotóxicos é uma escolha política

Larissa Bombardi, no Brasil de Fato

“A gente não pode dar uma justificativa natural para uma escolha que é política e social. O fato de o Brasil ter clima tropical não é o que responde pelo fato de nós sermos um dos maiores consumidores mundiais de agrotóxicos. É uma escolha política converter uma área equivalente à da Alemanha em soja. A gente poderia ter feito outra escolha. Infelizmente o Estado brasileiro tem servido para mediar tanto os interesses das indústrias oligopolísticas transnacionais quanto os da oligarquia que controla a terra”.

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Nova ‘Serra Pelada’ surge na Terra Yanomami

Relatório da Hutukara Associação Yanomami apresenta imagens aéreas do avanço desenfreado do garimpo ilegal, com crateras profundas, acampamentos colados a aldeias e até restaurante de garimpeiros. Levantamento aponta que atividade ilegal degradou 200 hectares de floresta no primeiro trimestre de 2021

por Evilene Paixão e Marina Terra, em ISA

Sobrevoos realizados em 7 e 9 de abril de 2021 revelaram que o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, nos estados de Roraima e Amazonas, produziu uma nova ‘Serra Pelada’ — nome do maior garimpo de ouro a céu aberto do mundo, no sudeste do Pará. Assim como na corrida do ouro dos anos 1980, a crise econômica e o preço do metal estimulam os garimpeiros à atividade, que hoje promove o desmatamento, a contaminação dos rios por mercúrio, a violência contra comunidades e, também, a disseminação da Covid-19 no território indígena.

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Como o governo Bolsonaro atuou em favor das madeireiras na Amazônia

Por Fabio Pontes, em Amazônia Real

Rio Branco (AC) – Madeireiras na Amazônia usam planos de manejo sustentável para esquentar toras retiradas de terras públicas, unidades de conservação e terras indígenas. A prática é recorrente e conhecida, mas o que a operação Akuanduba, deflagrada na manhã de 19 de maio pela Polícia Federal (PF), revelou foi um esquema criminoso criado nos comandos do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os órgãos responsáveis por combater essa ilegalidade, conforme consta na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo representação da PF.

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