A morte anunciada de Josimo Tavares

Após 35 anos de sua morte a mando do latifúndio, o padre da CPT, mártir da luta em defesa dos trabalhadores rurais, continua presente nos movimentos e conquistas da luta pela terra

Por Pedro Tierra, da Xapuri Socioambiental / MST

“... Estou empenhado na luta pela causa dos pobres lavradores indefesos, povo oprimido nas garras dos latifúndios. Se eu me calar, quem os defenderá? Quem lutará a seu favor?(…) Nem o medo me detém. É hora de assumir. (…) A minha vida nada vale em vista da morte de tantos pais lavradores assassinados, violentados e despejados de suas terras, deixando mulheres e filhos abandonados, sem carinho, sem pão e sem lar. É hora de se levantar e fazer a diferença. Morro por uma causa justa!
Josimo Tavares

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Relator de projeto do novo licenciamento ambiental tem terras em regiões de conflito

Ex-ministro da Agricultura, o ruralista Neri Geller (PP-MT) tem fazendas em Diamantino e Sorriso, no Mato Grosso; ele é autor de texto que abre as porteiras da destruição pela mineração e pelo agronegócio, inclusive em quilombos e territórios indígenas 

Por Julia Dolce, em De Olho nos Ruralistas

O deputado federal Neri Geller (PP-MT), relator da nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Projeto de Lei nº 3729/2004), aprovada no dia 13 de maio por 300 votos contra 122 na Câmara dos Deputados, é um dos principais representantes da bancada ruralista. O texto, enviado para votação no Senado, é considerado a proposta mais radical em termos de flexibilização do licenciamento ambiental já apresentada no Congresso e ameaça Unidades de Conservação, terras indígenas e comunidades quilombolas. 

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A saga de trabalhadores que há 12 anos reivindicam fazenda improdutiva no Paraná

Trabalhadores despejados no norte do Paraná aguardam pela desapropriação de fazenda improdutiva ligada a Usina denunciada por trabalho escravo. O processo expõe obstáculos para a reforma agrária. 

Por Alessandra Monterastelli, em Carta Maior / CPT

Roberto* diz que não quer, assim como outros agricultores, desistir da Fazenda Palheta, antigo acampamento Ester Fernandes – localizado na cidade de Alvorada do Sul, Paraná. “A gente vai se organizar e vai voltar a lutar. Mas agora tá perigoso”. Ele conta que estão todos à espera da vacina, para que a mobilização pela ocupação não seja um risco de contaminação para as famílias.

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Garimpeiros agora lançam bombas de gás lacrimogêneo em aldeia Yanomami

Os ataques à aldeia Palimiu já duram uma semana. Na noite deste domingo, 15 lanchas aterrorizaram os Yanomami . A imagem acima mostra garimpo nas margens do rio Uraricoera 

Por Elaíze Farias, Amazônia Real

Um novo ataque de garimpeiros contra a aldeia Palimiu, na Terra Indígena Yanomami, aconteceu na noite deste domingo (16), desta vez com o uso de bombas de gás lacrimogêneo. Por volta das 21h30 (horário local), um dos indígenas da comunidade ligou para o líder Dário Yanomami comunicando que os garimpeiros chegaram em 15 lanchas atirando e jogando bombas de gás na comunidade. Desde o dia 10 de maio, a comunidade vem sendo alvo de uma série de ataques diários de garimpeiros na TI Yanomami.

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Capacitação profissional e informação: os caminhos para dar visibilidade à fibromialgia

Segundo a Sociedade Brasileira Para Estudo da Dor (SBED), 37% da população brasileira convivem com algum tipo de dor crônica. A fibromialgia seria a maior causa de dor crônica no país. A Sociedade estima que cerca de 6 milhões de pessoas no Brasil têm fibromialgia. A maioria dos casos é de mulheres entre os 35 e 60 anos. Uma dor que se espalha por vários pontos do corpo.

Pedro Calvi / CLP

“A síndrome impacta de forma muito importante a vida produtiva das pessoas. O diagnóstico é difícil e sobrecarrega o sistema de saúde. É preciso um guarda-chuva social para quem vive com esse problema”, afirma Caren Antunes Cunha, vice-presidente da Associação Nacional de Fibromiálgicos e Doenças Correlacionadas (Anfibro).

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Reunião pública promovida pela PFDC debate regularização fundiária

Tema tem sido acompanhado pelo Grupo de Trabalho Reforma Agrária e Conflitos Fundiários da PFDC

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC)

Os projetos de lei 2.633/2020, da Câmara dos Deputados, e 510/2021, do Senado Federal, que versam sobre a regularização fundiária das ocupações incidentes em terras situadas em áreas da União, foram debatidos na manhã desta sexta (14) em reunião pública promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal (MPF). A reunião foi iniciativa do GT Reforma Agrária e Conflitos Fundiários da PFDC.

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Comunidades da Beira Rio impactadas pelo Programa João Pessoa Sustentável serão ouvidas sobre o programa

Evento online ocorrerá na próxima quarta-feira (19) e será transmitido pela internet, no canal do MPF/PB no YouTube

Ministério Público Federal na Paraíba

Na próxima quarta-feira (19/5) será realizado mais um evento online para discutir o Programa João Pessoa Sustentável – Impactos nas Comunidades Urbanas Atingidas. O programa, de interesse de toda a população pessoense, envolve a urbanização de área da Avenida Beira Rio, onde se localizam comunidades que serão afetadas pelas obras de urbanização integrada das áreas ocupadas pelas famílias. O Programa João Pessoa Sustentável é orçado em cerca de 200 milhões de dólares – metade financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a outra metade pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) como contrapartida.

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Violência sim, força policial não: o massacre do Jacarezinho e a (des)obediência do braço armado do Estado. Por Francélio Ângelo de Oliveira

Especial para Combate Racismo Ambiental

É sabido que as operações policiais nas periferias das grandes cidades brasileiras são realizadas com uso de força e aparato bélico desproporcional. Essas medidas vêm dizimando a população mais pobre nos territórios em que a presença do Estado ocorre por meio de ações coercitivas, em detrimento de intervenções que de fato atenuem as desvantagens históricas às quais foram submetidas essas parcelas da população.

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MPF vai à Justiça para que Funai analise impactos da construção da hidrelétrica Tabajara em mais sete terras indígenas

Fundação fez pesquisas apenas na TI Tenharim Marmelos, ignorou existência de indígenas isolados e excluiu comunidades da mesma área geográfica

Ministério Público Federal em Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública para que a Fundação Nacional do Índio (Funai) faça melhor análise dos impactos que a construção da usina hidrelétrica Tabajara, no Rio Machado, pode causar às terras indígenas da região. A Funai fez pesquisas apenas na Terra Indígena Tenharim Marmelos. Segundo o MPF, os estudos devem ser realizados também nas terras Jiahui, Tenharim Rio Sepoti, Tenharim do Igarapé Preto, Pirahã, Ipixuna, Nove de Janeiro e Igarapé Lourdes.

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