“Após a pandemia, teremos maior desigualdade de raça, maior desigualdade de gênero, maior desigualdade de renda e maiores desigualdades regionais no Brasil”, diz a pesquisadora
Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line
Antes da pandemia do novo coronavírus, em 2019, 13,9 milhões de brasileiros viviam na extrema pobreza e 51,9 milhões, na pobreza, o que corresponde, respectivamente, a 6,6% e 24,8% da população. Um ano depois do início da crise sanitária e com a redução do Auxílio Emergencial, o contingente de brasileiros vivendo nessas condições vai aumentar: “a taxa de extrema pobreza este ano será de 9,1% (19,3 milhões de pessoas) e a de pobreza 28,9% (61,1 milhões de pessoas). Assim, após um ano de pandemia, teremos um acréscimo de aproximadamente 9 milhões de brasileiros em situação de pobreza”, diz Luísa Cardoso, uma das autoras do estudo realizado pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades, da Universidade de São Paulo – Made-USP, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2019 – Pnad Contínua e da Pesquisa Domiciliar Covid realizada ao longo de 2020 (Pnad Covid-19).
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