O empenho de Salles em combater (a fiscalização contra) o desmatamento

ClimaInfo

Parafraseando certo meme que vira-e-mexe aparece nas redes sociais: namore alguém que te dê o mesmo carinho e atenção que Ricardo Salles dá aos madeireiros e garimpeiros que devastam a Amazônia. A manifestação mais recente de dedicação do ministro do meio ambiente aos criminosos ambientais aconteceu na semana passada. Em conversa com Camila Mattoso na Folha, Salles insistiu na defesa de um grupo de madeireiros alvo de operação da Polícia Federal no final de 2020, que resultou na maior apreensão de madeira suspeita da história do Brasil. Para ele, as acusações de ilegalidade feitas pela PF são incorretas – a despeito dele não apresentar qualquer evidência nesse sentido. Além disso, seguindo um raciocínio no mínimo curioso, Salles alertou para o risco de “demonização” da indústria madeireira, o que “só vai contribuir para aumentar o desmatamento ilegal na região”. A defesa dos madeireiros pelo ministro do meio ambiente (que coisa, né?) também foi destacada por Poder360 e Valor.

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Amazônia: desmatamento atinge maior índice para o mês de março

ClimaInfo

O desmatamento na Amazônia voltou a crescer em março. Segundo dados do DETER, do INPE, a floresta perdeu 367,61 km2 de área vegetal, o maior índice para o mês de março desde o início do monitoramento, em 2015. Com relação a março de 2020, o mês passado registrou um aumento de 12,6% no ritmo de desmate.

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Belo Sun e a exploração do maior depósito de ouro do Brasil. Entrevista especial com Rosana Miranda

A empresa canadense “pretende se instalar em uma das regiões mais sociobiodiversas do mundo, e que já sofre com os impactos irreversíveis causados pela construção da hidrelétrica de Belo Monte”, diz a pesquisadora

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

O projeto de mineração Volta Grande da empresa canadense Belo Sun, previsto para ser instalado na cidade vizinha de Altamira, Senador José Porfírio, no Pará, na Volta Grande do Xingu, “prevê a extração de 74 toneladas de ouro em 20 anos de operação – entre construção, exploração e descomissionamento”, diz Rosana Miranda. O empreendimento também prevê, segundo ela, “2.100 empregos diretos em fase de implantação e 526 na fase de operação, R$ 60 milhões em royalties de mineração em 12 anos, cerca de R$ 130 milhões em impostos durante o período de instalação e R$ 55 milhões ao ano quando em operação”. Apesar de o montante parecer significativo, “a mineração de ouro gera um efeito apenas temporário nos municípios, e não é capaz de alterar indicadores importantes como saúde, educação e PIB per capita”, adverte na entrevista a seguir, concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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CPI da Covid: Bolsonaro quer fazer do “limão uma limonada”

Por Maíra Mathias e Raquel Torres, no Outra Saúde 

A LIMONADA DO JAIR

Um dos autores do pedido de abertura da CPI da Covid, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou ontem nas redes sociais uma conversa telefônica com Jair Bolsonaro. Na gravação, feita no sábado, o presidente trata Kajuru como aliado: sugere que o parlamentar faça “do limão uma limonada” e se movimente para que seja colocado em pauta algum dos dez pedidos de investigação contra ministros do STF que correm no Senado. “Sabe o que eu acho que vai acontecer? Eles vão recuperar tudo. Não tem CPI, não tem investigação de ninguém do Supremo”, calculou Bolsonaro. 

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Lockdown de 21 dias: médicos e economistas defendem medida para salvar 22 mil vidas

Os organizadores do Abril Pela Vida avaliam que a vacinação só começará a ter efeito sensível em maio

Por Rodrigo Gomes/RBA, em Brasil de Fato / MST

Reunindo pesquisadores, médicos, economistas e organizações que atuam na pandemia de Covid-19, o movimento Abril pela Vida reivindica aos governos federal, estaduais e municipais um lockdown de 21 dias no Brasil, apoiado com auxílio emergencial, para conter a pandemia de covid-19 e salvar, pelo menos, 22 mil vidas em todo o país, apenas este mês.

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Justiça determina reintegração de posse de dezenas de famílias em Rondônia

Decisão expedida na última quarta-feira (7), pela juíza Kelma Vilela de Oliveira (TJRO), determina a reintegração de posse que pode retirar 70 famílias dos lotes 62, 63 e 64, da área da Fazenda Vilhena, em Vilhena (RO).

Com informações da CPT-RO

Segundo informações locais, a polícia já está na área desde a quinta-feira (8). A juíza estipulou multa diária de mil a 20 mil reais caso a ordem seja descumprida. As famílias, que vivem há anos na área, onde cuidam da roça e criam animais, alegam que a fazenda pertence à União.

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Kassio: o cafofo de Deus e a maloca Tarumã. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“Deus, oh Deus! Onde estás que não respondes?”
Castro Alves. Vozes d’África. 1876

Diante da tragédia do coronavirus, o Brasil se pergunta: afinal, onde está Deus? Quem respondeu no séc. XVII foi Karabaina, cacique Tarumã, com argumentação sólida capaz de desmontar a xaropada do ministro do STF, Kássio Nunes, para quem templos e igrejas devem permanecer abertos em plena pandemia, porque só assim os fiéis podem encontrar Deus lá no seu cafofo. Os nove ministros do Supremo derrubaram esta decisão genocida na quinta (8), mas – data vênia – eles teriam reduzido Kássio a subnitratus pulvis peidorum, se tivessem traduzido a fala do cacique para o latim, depois de situar historicamente esse povo de fala Arawak e o uso que fizeram do catecismo.

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Brasil, indignai-vos! Por Jamil Chade

No Uol

Chora a nossa pátria mãe gentil. Choram Marias e Clarisses, mas também Julianas, Carolinas, Ruths, Danielas, Patrícias, Estelas, Anas e Milcas. Choram ainda Josés, Pedros, Joãos e tantos outros.

Primeiro foram os hospitais públicos que declararam que não tinham mais vagas. Depois, foram os hospitais privados. E, por último, foram os cemitérios que suspenderam os enterros por falta de valas. Desesperada pela falta de acesso à saúde, a elite brasileira descobriu como vivem…os brasileiros.

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Diagnosticando o “médico bolsonarista”. Por Wilson Gomes

Na Cult

Dos tipos políticos mais extravagantes encontrados no fundo desse abismo em que nos encontramos, o “médico bolsonarista” é um dos mais intrigantes. O enigma começa com as duas palavras que o designam: ele é médico por substantivo, quer dizer que exerce um ofício considerado nobre em qualquer sociedade, que consiste em curar e salvar vidas; mas é também bolsonarista, por adjetivo, portanto filiado a uma atitude política que, como sobejamente demonstrado a este ponto da nossa odisseia pandêmica, coloca a identidade tribal e o fanatismo em um lugar infinitamente superior ao apreço por vidas humanas e à missão de cuidar e curar. A tensão entre o substantivo e o adjetivo parece indicar um paradoxo. Na verdade, trata-se de um oximoro, como em “claro enigma”, “som do silêncio” ou “instante eterno”. Também neste caso, o adjetivo devora, anula ou contradiz o substantivo. O “médico bolsonarista” é, portanto, uma contradição ambulante, que só a singularidade da fauna dos abismos poderia comportar.

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Justiça e ditadura: notas acerca do legado autoritário. Por Marcelo Semer

No Justificando

Para discutir Judiciário, crise e democracia, objeto de análise em uma obra que homenageou o jurista Pedro Serrano[1], me debrucei sobre o legado autoritário e seus reflexos no Poder. É oportuno retomar o tema, sobretudo, quando ainda existem governantes que celebram o golpe militar e a própria “comemoração” chega a ser autorizada judicialmente. 

Ingo Muller relatando a história d’Os Juristas do Horror, explica como os magistrados alemães tiveram muito mais dificuldade em conviver com a República de Weimar[2] do que propriamente com os nazistas, a quem saudaram logo de cara:

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