Se Lula chegar ao poder em 2022, Forças Armadas não criarão qualquer impedimento ou dificuldade, diz Jungmann

Ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública durante o governo Temer, Raul Jungmann conhece como poucos civis os meandros da elite das Forças Armadas brasileiras.

por Caio Quero, na BBC News Brasil em São Paulo

Observador privilegiado de alguns dos principais episódios das recentes crises entre militares, civis e o Judiciário — desde o controverso tuíte do general Villas Bôas ao ‘prende e solta’ de Lula, em 2018 —, no final de fevereiro Jungmann publicou uma carta aberta aos ministros do STF onde enumera o que vê como riscos da política armamentista do presidente Jair Bolsonaro.

Continue lendo “Se Lula chegar ao poder em 2022, Forças Armadas não criarão qualquer impedimento ou dificuldade, diz Jungmann”
Ler maisSe Lula chegar ao poder em 2022, Forças Armadas não criarão qualquer impedimento ou dificuldade, diz Jungmann

A situação de fragilização dos povos tradicionais se intensificou com a irrupção da pandemia. Entrevista especial com Thais Mantovanelli

“A situação de povos indígenas e comunidades ribeirinhas no Médio Xingu, em decorrência dos impactos de Belo Monte, é um exemplo claro de violação de direitos humanos que foi ainda mais intensificada com a não condução do combate à pandemia por parte do governo federal”, afirma a antropóloga

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

“Estamos vivendo no Brasil uma campanha de desinformação difundida pelo governo federal desde o início da pandemia. Hoje, em consequência disso, atingimos a triste marca de epicentro da pandemia no mundo”, diz Thais Mantovanelli, em entrevista concedida por e-mail para o Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Continue lendo “A situação de fragilização dos povos tradicionais se intensificou com a irrupção da pandemia. Entrevista especial com Thais Mantovanelli”
Ler maisA situação de fragilização dos povos tradicionais se intensificou com a irrupção da pandemia. Entrevista especial com Thais Mantovanelli

O ministro que veio que nada mude

Três dias depois de indicado e em meio à maior crise sanitária da história, Queiroga não tem data para assumir; e não quer mudar nem “política” que produz a tragédia, nem a equipe militarizada que herdará.. E mais: a geopolítica de Lula por vacinas

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

A MESMA CARTILHA

Marcelo Queiroga ainda nem assumiu o comando do Ministério da Saúde, mas já se sucedem os episódios que demonstram que sua gestão será do tipo algo deve mudar para que tudo continue como está. Ontem, ao lado de Eduardo Pazuello, ouviu o general repetir à imprensa o que o próprio presidente tinha dito quando anunciou sua escolha: que a nomeação do médico significa apenas a continuidade do trabalho do militar da ativa. Segundo Pazuello, Queiroga “reza na mesma cartilha”. Queiroga parece estar de acordo: “A política pública do governo, não só do Ministério da Saúde, é a política do governo federal, do presidente da República eleito pelos brasileiros.”

Continue lendo “O ministro que veio que nada mude”
Ler maisO ministro que veio que nada mude

Cientista sofre ataques por destacar desgoverno ambiental e pandêmico no Brasil

ClimaInfo

O governo Bolsonaro e a militância política em torno dele são incapazes de conviver com o contraditório. Por essa razão, o presidente e seus aliados dentro e fora do governo se esforçam com dedicação especial – e preocupante – para silenciar críticos, perseguir adversários políticos (reais e imaginários), e cercear a liberdade de expressão e de imprensa. Isso tem sido perceptível de maneira particular no campo socioambiental, área repleta de polêmicas nesta administração.

Continue lendo “Cientista sofre ataques por destacar desgoverno ambiental e pandêmico no Brasil”
Ler maisCientista sofre ataques por destacar desgoverno ambiental e pandêmico no Brasil

Lá onde se forjam a luta e a consciência negra

Líder comunitário aponta: termos como racismo estrutural e interseccionalidade popularizam-se, mas a academia continua distante das periferias. Teoria se faz consciência negra quando a luta coletiva supera a “distinção” individual

por Ricardo Corrêa*, em Outras Palavras

“Malcolm X descobriu a linguagem que se comunicava de um modo geral, de professor universitário a varredor de chão, tudo ao mesmo tempo, sem diminuir o intelecto de qualquer um deles”
John Henrik Clarke

O papo é reto e sem firulas. Não discutirei exceções. Há muitas coisas engasgadas que precisam ser ditas. Neste texto, reside a opinião de um homem negro que atuou como líder comunitário, durante a década de 90 e início dos anos 2000. Na periferia da zona leste de São Paulo, lutei por direitos sociais e acompanhei as mazelas de inúmeros periféricos. Isso posto, digo: estou cansado dos discursos de negros que estão nos ambientes acadêmicos e usam as questões raciais como material de estudo. Não desconsidero a importância das pesquisas desenvolvidas, mas questiono a falta de projetos para os negros que moram nas periferias. Os discursos são cheios de elegância e quem ouve até acredita que a população negra está alinhada no mesmo propósito. Nem imagina que os periféricos desconhecem as discussões praticadas pelos acadêmicos. Enquanto o termo “racismo estrutural” tornou-se conceito da moda, a ponto de estar em processo de banalização, na periferia o racismo ainda é tratado como questão moral (ofensas e xingamentos). Estamos em outra realidade.

Continue lendo “Lá onde se forjam a luta e a consciência negra”
Ler maisLá onde se forjam a luta e a consciência negra

A indispensável Comissão Nicolelis

Como criar, em meio ao caos, uma alternativa à política da morte do governo Bolsonaro. O que um grupo de referência, formado por pesquisadores, gestores e ativistas, pode fazer em relação a vacinas, lockdowns e auxílio emergencial

por Antonio Martins, em Outras Palavras

O Brasil mergulhou num túnel de horror, no momento sem saída visível. Embora tenebroso, o recorde no número diário de mortes (2798), atingido ontem, não é a pior notícia. O sistema sanitário e hospitalares vive “o maior colapso da História”, como atestou a Fiocruz. Em cidades como a rica Porto Alegre, centenas de pessoas morrem sem assistência, sufocadas em casa. Em poucos dias, o mesmo ocorrerá em todo o país, se nada for feito. Também há indícios de que a explosão de casos é muito mais sentida nas periferias, com o número de atendimentos, em certas unidades do SUS, crescendo de modo vertiginoso esta semana. A taxa de mortalidade por covid no Brasil (9,5 por milhão) foi, na terça-feira, 8,6 vezes maior que a média mundial. Porém, ao contrário do que se deu em todas as nações que viveram antes tragédias parecidas, o país vive uma condição única: aqui não há nenhuma resposta coordenada por parte do governo. Ao contrário: recém-indicado, o novo ministro da Saúde prometeu ontem “dar continuidade” às (não-)políticas que produziram o caos.

Continue lendo “A indispensável Comissão Nicolelis”
Ler maisA indispensável Comissão Nicolelis

“Por que temos que denunciar pela terceira vez as atrocidades contra os indígenas Chiquitano?”, questiona o Cimi em sessão da CDH da ONU

Devido a gravidade dos conflitos envolvendo o povo na fronteira entre Brasil e Bolívia, a denúncia foi feita por Paulo Lugon, representante do Cimi na Europa, na segunda (15)

Cimi

Foi preciso subir o tom das denúncias realizadas na 46ª sessão ordinária da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas. Na segunda-feira (15), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) se dirigiu aos representantes da ONU, mais uma vez, para denunciar as atrocidades contra os indígenas Chiquitano na fronteira entre Brasil e Bolívia.

Continue lendo ““Por que temos que denunciar pela terceira vez as atrocidades contra os indígenas Chiquitano?”, questiona o Cimi em sessão da CDH da ONU”
Ler mais“Por que temos que denunciar pela terceira vez as atrocidades contra os indígenas Chiquitano?”, questiona o Cimi em sessão da CDH da ONU

STF suspende resolução da Funai que restringia autodeclaração indígena

Decisão cautelar do ministro Roberto Barroso foi tomada na ação que cobra combate à pandemia entre indígenas; plano de ação do governo federal foi parcialmente homologado

por Tiago Miotto, em Cimi

O ministro Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta terça-feira (16) a Resolução 04/2021 da Fundação Nacional do Índio (Funai), que estabelecia “critérios de heteroidentificação” para avaliar a autodeclaração de identidade dos povos indígenas. A medida vinha sendo criticada por diversas organizações da sociedade civil como uma restrição indevida e inconstitucional aos direitos e à identidade dos povos originários, com consequências diretas para a política de imunização dessas populações.

Continue lendo “STF suspende resolução da Funai que restringia autodeclaração indígena”
Ler maisSTF suspende resolução da Funai que restringia autodeclaração indígena

Agressão aos direitos dos povos indígenas e da natureza é tema de live do Cimi

Roda de conversa on-line será transmitida pelas redes sociais nesta quinta (18), às 16h

Cimi

A ganância avança sobre os territórios indígenas. A mineração, a devastação dos rios, o desmatamento e a violação de direitos assolam o Brasil de Norte a Sul. Com o objetivo de aprofundar a reflexão sobre o assunto e traçar estratégias de ação, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) realiza nesta quinta-feira (18), às 16h, uma roda de conversa on-line com o tema “Agressão aos direitos dos povos indígenas e da natureza”.

Continue lendo “Agressão aos direitos dos povos indígenas e da natureza é tema de live do Cimi”
Ler maisAgressão aos direitos dos povos indígenas e da natureza é tema de live do Cimi

Conheça a mulher que desafiou as regras do cartel de tráfico de drogas mais poderoso do mundo

O drama de Emma, mulher de El Chapo, conhecida por ser a “primeira-dama” do narcotráfico a realmente desafiar o cartel de Sinaloa mexicano

Por Anabel Hernández, Agência Pública

Ela é alta, de pele branca, olhos marrons, grandes e brilhantes, lábios volumosos graças ao silicone e corpo esculpido por lipoaspiração. Tem 31 anos e se chama Emma, como a protagonista do emblemático romance de Jane Austen, mas as duas não poderiam ser mais diferentes. A Emma do século 19 pertencia à alta aristocracia inglesa, era recatada, sentimental e obedecia a todos os estereótipos de seu tempo. A Emma desta história do século 21 nasceu em um humilde vilarejo no México, é pouco convencional e decidiu desafiar as regras do Cartel de Sinaloa, a organização de tráfico de drogas mais poderosa do mundo.

Continue lendo “Conheça a mulher que desafiou as regras do cartel de tráfico de drogas mais poderoso do mundo”
Ler maisConheça a mulher que desafiou as regras do cartel de tráfico de drogas mais poderoso do mundo