Pela terceira vez, organizações e indígenas levam à ONU a situação do povo Chiquitano

Proposta para a segunda (15), a denúncia será realizada por Paulo Lugon, representante do Cimi na Europa, devido ao acirramento dos conflitos envolvendo o povo

Cimi

Esta será a terceira vez em que organizações indígenas e indigenistas vão ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para denunciar a chacina do povo Chiquitano. A tensão contra o povo ocorre na fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Relatos indicam que a chacina de Chiquitano ocorrida em agosto de 2020 foi feita por agentes do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), núcleo da polícia do Mato Grosso que faz a segurança da região limítrofe.

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Vacina Covid-19: Fiocruz entrega 1 milhão de doses esta semana

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

A Fiocruz entregará esta semana as primeiras vacinas produzidas pela instituição. Serão 1 milhão e 80 mil doses entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). A Fiocruz disponibilizará 500 mil doses na próxima quarta-feira (17/3) e outras 580 mil até a sexta-feira (19/3). Com o registro definitivo, concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última sexta-feira (12/3), a Fiocruz passou a ser a detentora do primeiro registro de uma vacina Covid-19 produzida no país.

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MPF requisita investigação de crime ambiental em área de proteção em Duque de Caxias

Apura-se despejo de lixo e entulho na área, bem como loteamento irregular no local

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF), no âmbito de inquérito policial, determinou a realização urgente de diligência na Área de Proteção Ambiental (APA) São Bento, em Duque de Caxias (RJ), para constatação de possíveis crimes ambientais e identificação de seus autores, que estariam despejando lixo e entulho na área. Ao justificar o pedido, o MPF reporta que “tal atitude, inclusive, tem o poder de coibir a agressão ao bem da União, impedindo o crescimento do loteamento irregular no local e consequente prejuízo à Unidade de Conservação”.

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Ditadura no RS: Denúncia de trabalhos forçados e outras violações

Por Rodrigo de Medeiros Silva[1] 

O Fórum Justiça[2] no Rio Grande do Sul junta, neste dia 15 de março, ao Procedimento existente no 15º Ofício do MPF (,PP – 1.29.000.004606/2018-88), em Porto Alegre (RS), documentos relevantes sobre a realidade vivida pelos povos indígenas no Estado, durante a Ditadura Civil-Militar. Trata-se do Relatório Final da CPI de 1977 do Congresso Nacional, documentos do CIMI de 1974 e 1975 e entrevistas[3][4][5][6][7] realizadas com missionários indigenistas, que acompanharam, a época, o que foi denunciado.

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Desde Cuba, Entrevista a Pepe Mujica: “Es un honor respaldar la candidatura al Nobel de la Paz para los médicos cubanos”

Maribel Acosta Damas, em Mateamargo

Hay un viejo proverbio que se utiliza en Cuba: “Dios protege a la inocencia”. Así parece con esta entrevista, después de todo… Semanas preparándola con José Mujica, ex presidente uruguayo, tupamaro, líder del Frente Amplio. El hombre de nueve balazos en el cuerpo, el que estuvo preso 13 años, el que después de la dictadura siguió aportando a su país y llegó a ser Ministro de Ganadería y Agricultura en el primer gobierno de Tabaré Vázquez en 2005 y luego Presidente del Uruguay entre 2010 y 2015; el que está casado de toda la vida con Lucía Topolansky, la también guerrillera y senadora actual. El Presidente de tres leyes trascendentales: Legalización del aborto (2012), Legalización del matrimonio igualitario (2013), Legalización de la producción y venta de la marihuana (2013). En su gobierno se redujo la pobreza al 12 %, disminuyó la desigualdad, permitió un crecimiento económico del 75 % y se pusieron en marcha importantes inversiones sociales en la salud y la ciencia…

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Retórica do ódio e analfabetismo ideológico

João Cezar de Castro Rocha, professor de Literatura Comparada da Uerj e pesquisador do CNPq analisa o discurso de ódio que capturou o país e o papel das redes sociais nesse fenômeno

Por Marcelo Menna Barreto, no Jornal Extra Classe

João Cezar de Castro Rocha é professor titular de Literatura Comparada da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Seu livro Guerra cultural e retórica do ódio (Editora Caminhos), lançado no dia 12 de janeiro, é um ensaio escrito em prosa literária que oferece uma descrição inovadora do bolsonarismo. Autor de 13 livros e organizador de cerca de outras 30 publicações, com trabalhos publicados em inglês, alemão, mandarim, espanhol, francês e italiano, Rocha apresenta o que chama de dinâmica própria deste movimento político que tem assolado o Brasil. Para ele, há uma estrutura de pensamento coesa que sustenta o atual presidente da República, através de uma visão de mundo bélica que se expressa em uma linguagem específica: a retórica do ódio. No calor da prisão do deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), Rocha falou ao Extra Classe: “Precisamos substituir a retórica do ódio pela ética do diálogo”.

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Universidade preta segue sem um prédio próprio em plena pandemia

Os estudantes do Campus Malês da Unilab, na Bahia, destinada a alunos do Brasil e da África, denunciam o racismo estrutural que impede a entrega de um prédio adequado para poderem estudar

por Irmandade Malês*, especial para a Ponte

A Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira) realiza a integração com os Palop (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) do continente Africano: Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Tem a missão de promover desenvolvimento regional e o intercâmbio cultural, científico e educacional. É a única instituição de ensino superior na América Latina que possui um projeto de pesquisa e ensino afrorreferenciado, pois viabiliza, na sua produção acadêmica científica, conhecimentos e cosmopercepções africanas, afrodescendentes e indígenas. A universidade, portanto, é uma instituição de encontro entre países que possuem uma história colonial portuguesa e que tiveram um processo de marginalização e genocídio histórico, ainda não reparado pelas políticas nacionais e internacionais.

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‘Maior responsável pela tragédia da pandemia é Bolsonaro’, afirmam CNBB, governadores e entidades

Encontro virtual teve a entrega de documento ‘O povo não pode pagar com a própria vida’, elaborado pela CNBB, OAB e outras instituições

Por Felipe Mascari, RBA

O negacionismo e a omissão de Jair Bolsonaro ante a pandemia, foram amplamente criticados nesta segunda-feira (15), em conferência organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento teve a participação de governadores, cientistas e entidades da sociedade civil. Para os participantes, em unanimidade, a tragédia causada pela covid-19, que já custou a vida de 278 mil brasileiros, tem o presidente da República como o maior responsável.

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Irmão de Pazuello foi acusado de participar de grupo de extermínio no Amazonas

Alberto Pazuello foi preso em flagrante, em 1996, sob a acusação de estuprar e torturar adolescentes e mantê-las sob cárcere privado; ele também responde, 25 anos depois, a um processo por homicídio ocorrido nessa época, em Manaus

Por Alceu Luís Castilho e Leonardo Fuhrmann, no De Olho nos Ruralistas

Irmão e sócio do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, o empresário Alberto Pazuello foi acusado de participar nos anos 90 de “A Firma”, um grupo de extermínio que atuava em Manaus. Com a participação de policiais civis e militares e o apoio ou conivência de autoridades da segurança pública estadual, os primeiros esquadrões da morte surgiram durante a ditadura e foram precursores do que hoje muita gente chama de milícias.

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Nota da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa em referência à Operação Shalom

Primeiro os nazistas levaram os socialistas. Mas como não era socialista,não me importei.

Depois levaram os judeus. Mas como não era judeu, não me importei.

Em seguida, levaram os negros. Mas não me importei com isso. Eu não era negro.

Em seguida levaram operários. Mas não me importei com isso. Eu também não era operário

Depois agarraram uns desempregados. Mas como tenho meu emprego. Também não me importei.

Aí vieram me buscar. Mas já era tarde. Como não me importei com ninguém. Ninguém se importa comigo.

Martin Niemoller (1892-1984)

Na data do dia 12 (sexta) de março, foi deflagrada pela Polícia Federal a operação Operação Shalom que tinha como alvo o pastor Tupirani da Hora Lores, chefe da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo. Durante a operação, os agentes federais foram à sede da igreja para colher provas depois que o religioso, em um de seus cultos, pediu por um “massacre” de judeus.

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