Na Lava Jato, Justiça com injustiça é impostura. Por Janio de Freitas

O que já é conhecido na conduta de Moro não suscita suspeita, induz certeza

Na Folha

As duas ações em que Edson Fachin emitiu decisão e Gilmar Mendes proferiu voto, apesar de formalmente separadas, tratam do mesmo tema.

Na aparência, a conduta ilegal e persecutória de Sergio Moro nos processos com que retirou o candidato Lula da Silva (39% das preferências) da disputa pela Presidência em 2018, encaminhando a eleição de Bolsonaro (18%). A rigor, o que está na essência das ações judiciais é uma operação de interferências distorcivas no processo eleitoral que comprometeram, por inteiro, a legitimidade de uma eleição presidencial.

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Diretores da fundação Palmares pedem demissão

O imbróglio envolve a mudança da sede da Palmares, que pode virar alvo de um processo por improbidade administrativa

Agência Estado, no Correio Braziliense

Três diretores da Fundação Palmares pediram demissão nesta semana, sob o argumento de que não há “viabilidade de diálogo” com o presidente da instituição, Sérgio Camargo. O imbróglio envolve a mudança da sede da Palmares, que pode virar alvo de um processo por improbidade administrativa. “Coerentes com nossos princípios morais e políticos, tomamos uma difícil decisão de desligamento de nossos cargos por não encontrarmos mais viabilidade de diálogo entre os diretores e o presidente”, diz a carta apresentada pelos demissionários.

O Estadão/Broadcast apurou que Camargo pressionou os diretores a autorizar uma reforma para devolver a antiga sede da fundação, mas o contrato, que precisaria ser assinado por todos eles, estaria fora dos padrões da administração pública. O presidente teria, então, ameaçado os gestores: “Quem não tiver coragem de assinar que entregue o cargo”.

A reunião virtual ocorreu na quarta-feira, 10. No mesmo dia, Ebnezer Maurilio Nogueira da Silva, diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira, seguiu a “recomendação” de Camargo e saiu. Na quinta, 11, mais dois se demitiram: o diretor do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra, Raimundo Nonato de Souza Chaves, e o diretor de Gestão Interna, Roberto Carlos Concentino Braz.

Tudo começou em março do ano passado, quando Sérgio Camargo decidiu mudar a instituição para um prédio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Como o aluguel consumia um terço do orçamento anual da entidade, a transferência contou com o apoio da diretoria, mas Camargo perdeu os prazos para fazer a licitação da mudança e da contratação das obras, tanto da antiga como da futura sede.

Camargo queria autorizar uma reforma parcial do edifício da antiga sede para devolvê-la, mas ele precisaria de obras mais amplas e, portanto, mais caras. Ao longo do ano, os proprietários chegaram a oferecer desconto para manter o contrato com a Fundação Palmares, sem sucesso.

Enquanto não devolve formalmente o escritório antigo, a Palmares continua a pagar aluguel. Por outro lado, a nova sede, para onde o acervo da instituição foi enviado em dezembro – com obras de arte, fotografias e até cartas de alforria de escravos, como mostrou o Estadão -, também precisa de ampla reforma e, enquanto isso não é feito, não tem condições de abrigar os funcionários, que trabalham de casa. Camargo, por sua vez, despacha de um gabinete da Secretaria Especial de Cultura na Esplanada dos Ministérios.

Na carta de demissão, os três gestores alegam que suas decisões foram “indeferidas ou ignoradas” em detrimento das posições de pessoas sem prerrogativa de voto, que “participavam de reuniões e interferiam nas decisões, causando ingerência de forma generalizada”. O documento não cita nomes, mas se trata de uma referência à chefe de gabinete de Camargo, Conceição Barbosa, e à sua assessora de Comunicação Social, Raquel Brugnera, segundo apurou o Estadão/Broadcast.”

Contudo, as mesmas pessoas não assumem os riscos da condução das ações dos departamentos e se isentam das suas consequências. Seja por má fé ou falta de conhecimento de nossas áreas, assistimos estarrecidos ao Senhor Presidente ser conduzido ao erro por servidores de longa data que trabalharam fielmente nas antigas gestões desta Fundação”, diz um trecho da carta. “Como diretores e coordenadores dos departamentos que compõem a instituição, fomos voto vencido, mesmo sendo maioria em decisões cruciais ao bom andamento de projetos, ações de mudança da sede e demais políticas públicas que poderiam ser entregues à população até este momento”.

Ainda segundo o documento, os compromissos assumidos por Camargo em sua posse não teriam sido cumpridos mesmo após “inúmeras tentativas de interlocução”.

A Palmares tem cinco cargos de direção. Em janeiro, Alexandre Fineas, diretor de Gestão Estratégica, já havia deixado a instituição por desavenças com Camargo, sendo substituído de forma interina por Simoni Andrade Hastenreiter. O diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro, Laércio Fidelis, é o único titular que permanece no cargo.

Conhecido por ser um apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Camargo se identifica como “negro de direita, antivitimista, inimigo do politicamente correto, livre” em sua conta no Twitter e preside a Fundação Palmares desde novembro de 2019. Ele já entrou em embate com vários artistas e lideranças do movimento negro nas redes sociais.

A Palmares foi criada por lei em 1998 para promover e preservar os valores culturais, históricos, sociais e econômicos da influência negra na formação da sociedade brasileira.

No Twitter, Camargo disse que os diretores serão substituídos nos próximos dias. “A Fundação Palmares pertence ao Brasil e é mantida com recursos dos pagadores de impostos. Seu compromisso é com a satisfação do público, não dos gestores. O trabalho continua, sem qualquer alteração nas diretrizes”, escreveu ele.

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Rejeição de vacinas nas aldeias causa devolução de 13,8 mil doses em MS

Com meta de 90%, a Saúde indígena vacinou apenas 63% na primeira e 38% na segunda dose

Por Valéria Araújo, no Progresso

Notícias falsas derrubaram as vacinações contra a Covid-19 nas aldeias de Mato Grosso do Sul. A resistência dos povos tradicionais levou a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, a remanejar 13.848 doses para outros grupos prioritários.

De acordo com nota da Sesai, Mato Grosso do Sul recebeu, do Ministério da Saúde, 97 mil doses do imunizante contra a Covid-19 para vacinar uma população de 45.693 indígenas acima de 18 anos. A quantidade se refere a duas doses. Desta população, 63% recebeu a primeira e 38% já recebeu a segunda dose. Devido às notícias falsas, uma parte da população ficou reticente em tomar a vacina, isso fez com que a meta, normalmente atingida pela Influenza, que é em torno de 90%, não pudesse ser atendida.

Em Dourados, as lideranças estimam que a procura pela vacina caiu 50%, após o movimento antivacina, conforme noticiou recentemente O PROGRESSO. “A campanha teve início com boa participação da comunidade, porém o movimento foi caindo porque existe muita resistência. Essa renúncia é fruto de informações equivocadas que estão sendo espalhadas nas comunidades”, explicou o cacique Gaudêncio Benites, da Aldeia Bororó.

Segundo o cacique, os boatos vão desde a ineficácia da vacina, bem como ela seria a “marca da besta”, uma citação prevista no Livro do Apocalipse. Membro do Conselho Fiscal de Saúde Indígena, Fernando de Souza, disse ao O PROGRESSO que além do que chega por meio de notícias falsas a comunidade ainda precisa lidar com questões de ideologia religiosa. Segundo ele, existe a informação de que líderes religiosos estariam incentivando a comunidade a resistir contra a imunização. Segundo Fernando, a Reserva de Dourados concentra hoje cerca de 100 templos religiosos de origem não indígena e apenas três casas de rezas tradicionais da comunidade.

Confira a nota da SESAI

A Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Mato Grosso do Sul, esclarece que estão sendo remanejadas 13.848 doses de vacinas contra a COVID-19 ao Governo do Estado do Mato Grosso do Sul para atendimento de outros grupos prioritários do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19. O DSEI Mato Grosso do Sul recebeu, do Ministério da Saúde, 97 mil doses do imunizante contra a COVID-19 para vacinar uma população de 45.693 indígenas acima de 18 anos, atendida pelo SASISUS e especificidades da ADPF 709. A quantidade se refere a duas doses. Desta população, 63% recebeu a primeira e 38% já recebeu a segunda dose. Devido às notícias falsas, uma parte da população ficou reticente em tomar a vacina, isso fez com que a meta, normalmente atingida pela Influenza, que é em torno de 90%, não pudesse ser atendida. A fim de colaborar com o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, a SESAI e o DSEI Mato Grosso do Sul optaram por remanejar essas doses para que o Estado possa aplicar em outros grupos prioritários do Plano. Mesmo com o remanejamento, o DSEI mantém estoque suficiente de doses para imunizar 85% da população apta. Para o repasse, a SESAI acordou com o Governo do Estado que a Secretaria de Estado de Saúde reponha as doses liberadas futuramente, caso haja necessidade. A vacinação contra a COVID-19 não é obrigatória. O DSEI tem realizado conscientização nas aldeias sobre a imunização contra a COVID-19, com o apoio de lideranças e do Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI) do Mato Grosso do Sul para alcançar o maior número de indígenas. O Ministério da Saúde recomenda que gestantes, puérperas e lactantes e pessoas com doenças reumáticas, imunológicas e oncológicas devem ter avaliação individualizada, e decisão compartilhada entre médico e paciente, para receber o imunizante contra a COVID-19. Mais informações sobre vacinação e dados da COVID-19 estão disponíveis ao público no site da SESAI: https://saudeindigena.saude.gov.br Contato: Núcleo de Comunicação/NUCOM Telefones: (61) 3315-3325/3315-3878 E-mail: [email protected] Gabinete – GAB/SESAI SRTV 702, Via W5 Norte – Bairro Asa Norte, Brasília/DF, CEP 70723-040 Site – saude.gov.br

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Foto: APIB

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“A esquerda precisa mudar seu discurso sobre segurança”

Policial civil Leonel Radde é um antifascista declarado e foi eleito vereador com esse discurso. Em entrevista, ele diz que a direita conseguiu monopolizar debate e construir a ideia de que só ela sabe fazer segurança.

Por Philipp Lichterbeck, na DW

A questão da segurança pública é um tema que preocupa os brasileiros como quase nenhum outro. No ano passado, cerca de 45 mil pessoas foram assassinadas, e incontáveis roubos, estupros, furtos e atos de violência acontecem todos os dias. Para muitos, o crime não é algo abstrato, mas uma realidade. A discussão sobre a segurança pública é, portanto, emocional. Ditados como “bandido bom, bandido morto” estão na boca de muitos, popularizados pelo presidente Jair Bolsonaro, que gosta de se mostrar como um amigo da polícia.

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Faculdade de Direito da UnB à Nação: “Declaração sobre a Liberdade de Ensino”

Fundada com a missão de instruir, a partir da capital do país, a sociedade brasileira sobre o direito vigente e suas implicações, a Faculdade de Direito da UnB vem esclarecer à Nação os seguintes pontos:

1.Expressamente prevista no artigo 206-II da Constituição da República e resguardada por decisões do STF de observância obrigatória, a liberdade de ensino não pode ser limitada, condicionada ou abolida por atos de Ministros de Estado e de outros agentes públicos. Atos dessa natureza, ainda que até possam vir a surgir, não têm validade alguma, só servindo para impressionar leigos em Direito e indivíduos sem noção do que seja a ordem constitucional democrática. 

Como toda ordem ou recomendação ofensiva à Constituição, tais atos inválidos não devem ser obedecidos. Seu único efeito jurídico é viabilizar, em tese, eventuais sanções aos responsáveis por sua indevida emissão e repasse.

2.O artigo 206-II da Constituição autoriza os professores e professoras a definirem livremente os conteúdos de suas aulas e palestras em faculdades, sem sofrerem interferência alguma de órgãos estranhos à Universidade, instituição que nosso direito faz livre e autônoma (C.F., art.207-“caput”)

Não há sobre a Terra nenhum agente estatal que possa obrigar, no Brasil, um Professor de Infectologia a exaltar remédios de duvidosa eficácia ou a abster-se de críticas à atuação de autoridades no combate a epidemias. Não há sobre a Terra nenhum agente estatal que possa proibir no Brasil um Professor de Antropologia de tecer críticas a autoridades governamentais por sua ineficiência na proteção de indígenas. E certamente só um perigoso inimigo da ordem constitucional teria a arrogante pretensão, a patética ousadia, o ridículo desplante de tentar ditar despoticamente, a PROFESSORES DE DIREITO, o que poderiam ou não dizer em suas preleções. 

3.A liberdade de ensino é indispensável ao progresso científico e tecnológico. Ciente disso, o Constituinte não permitiu nem mesmo a autoridades eleitas que reduzissem o seu alcance. Só quem despreza o STF e acintosamente desconsidera e sabota as suas decisões poderia afirmar o contrário.

Na sociedade livre e plural prevista na Constituição (Preâmbulo e art.1.-V), é inevitável que a Universidade reflita não só a concordância com o poder, mas também a discordância, gerando críticas e sugerindo alternativas. Tais críticas podem até desagradar os fanáticos do situacionismo que há em todas as épocas – nada, porém, legitimaria, por exemplo, que estes usassem de seus cargos públicos, custeados pelo contribuinte, para impedir que Professores de Economia criticassem duramente os condutores da política econômica.

4.Esclarecemos, ainda, que é da tradição das escolas de Direito que se manifestem publicamente quando se vislumbram no horizonte situações constrangedoras para os direitos fundamentais, o Estado de Direito e a Constituição como um todo. 

Na velha Coimbra, nas crises, aguarda-se ainda “o que dizem as portas férreas”. No Brasil, tornaram-se antológicas as manifestações da antiga Faculdade Nacional de Direito, sempre que daquele lugar de reconhecimento cívico se fez preciso colocar o peso da ponderação politico-jurídica. Não foi diferente na UnB, devendo-se relembrar os posicionamentos desta, nas conjunturas agônicas, pelas vozes de Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Machado Neto. Preferiram estes, à torpeza do silêncio cúmplice, o risco e o preço da interrupção momentânea da construção de seu projeto. 

5.O cerne da presente declaração está em consonância com a orientação geral do STF, evidenciada no âmbito da ADPF 548-DF (Rel. Min. Carmen Lúcia), no sentido de rejeitar “atos judiciais ou administrativos pelos quais se possibilite, determine ou promova o ingresso de agentes públicos em universidades públicas e privadas, o recolhimento de documentos, a interrupção de aulas, debates ou manifestações de docentes e discentes universitários, a atividade disciplinar docente e discente e a coleta irregular de depoimentos desses cidadãos pela prática de manifestação livre de ideias e divulgação do pensamento nos ambientes universitários ou em equipamentos sob a administração das universidades (…)”.

6.Não poderia esta Faculdade silenciar sobre os riscos à liberdade de ensino, quando seus próprios alunos, irresignados face a presentes ofensas à Lei Maior e empenhados na defesa das instituições de ensino superior, tomam a iniciativa de oferecer Reclamação Constitucional, para impedir o esmagamento de tal liberdade e da autonomia universitária.

Diante disso e de tudo mais que se expôs, mesmo sem adentrar o exame de casos específicos, a Faculdade de Direito da UNB vem informar à sociedade brasileira e em especial a todos os professores e alunos brasileiros que seguirá respeitando e garantindo a liberdade de ensino, sem ceder um único milímetro a quaisquer pressões de natureza despótica e inconstitucional. Esta Faculdade também recomenda, a todos, que tomem a mesma atitude, levando a Constituição a sério. 

Brasília, 12 de março de 2021.

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Enviada para Combate Racismo Ambiental por Sonia Maria Rummert

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‘Militarização da segurança pública é porta de entrada dos militares ao poder’, diz Orlando Zaccone, dos Policiais Antifascismo

Fundador do movimento falou sobre seu conceito de “democracia militar” e o papel da polícia no Da Ponte pra cá, série de lives da Ponte: “O policial tem que ser disputado no debate político, não podemos virar as costas para esse trabalhador”

Por Jessica Santos, na Ponte

O quinto episódio da série de lives Da Ponte pra cá, apresentado pelo diretor de redação da Ponte, Fausto Salvadori, trouxe o fundador e atual coordenador do movimento Policiais Antifascismo, Orlando Zaccone, que também é doutor em ciência política pela Universidade Federal Fluminense e membro da Leap (Law Enforcement Against Prohibition), organização internacional que reúne policiais, promotores e juízes na busca de alternativas à guerra às drogas. Entre diversos temas, o autor dos livros Acionistas do Nada (2007) e Indignos de Vida (2014) falou sobre militarização da segurança pública, luta antifascista e democracia militar.

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‘Ser mulher é uma construção cultural perfeitamente habitável’, diz Laerte Coutinho

Em entrevista a Breno Altman, cartunista falou sobre questões de gênero, as dificuldades de fazer humor durante a pandemia e Bolsonaro

Por Camila Alvarenga, no Opera Mundi

No programa 20Minutos desta sexta-feira (12/03), o jornalista Breno Altman entrevistou a cartunista Laerte Coutinho, que falou sobre a transgeneridade no país, tema que vem conquistando espaço nas discussões sobre gênero e sexualidade. Para a artista, há uma percepção com “limitação” no que se refere aos gêneros, prevalecendo uma “ideia binária” do que é ser homem ou mulher, como se fossem as “únicas duas possibilidades” que existem dentro da sociedade.

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A tragédia da República exposta por Fachin. Por João Feres Júnior

Neste momento, enquanto a Lava Jato estrebucha em praça pública, os protagonistas do sistema de justiça e da mídia lambem suas feridas

No El País

A opinião pública nacional está mobilizada em torno do Supremo Tribunal Federal nestes dias, devido a dois julgamentos em sequência que abalaram o jogo político. No dia 8 de março, o ministro Edson Fachin monocraticamente anulou todas as condenações perpetradas pela 13ª Vara Federal de Curitiba contra Lula, argumentando a incompetência de Sergio Moro para julgar os casos. Atualmente, corre na Segunda Turma do STF, sob a presidência de Gilmar Mendes, votação do pedido de declaração de parcialidade do ex-juiz na condenação de Lula no caso do tríplex de Guarujá.

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Ausencia y presencia de Marielle Franco. Por Fernando de la Cuadra

Em Socialismo y Democracia

¿Qué paga este sudor del tiempo que se va?
¿Qué tiempo están pagando el de su vida?
¿Qué vida están sangrando por la herida?
De virar esta tierra de una vez…
(De una vez, Silvio Rodríguez)

Este 14 de marzo se cumplen 3 años desde el cobarde asesinato de Marielle Franco y Anderson Gomes en una emboscada perpetrada por dos Policías Militares que operaban como sicarios de una organización criminal de milicianos con sede en Rio das Pedras conocida como “Escritorio del crimen”. Los ahora ex PM, Ronnie Lessa y Élcio Vieira de Queiroz continúan presos a la espera del juicio que será realizado con la participación de un jurado popular.

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Após um ano, consequências do agravamento da pandemia

Por Elvira Eliza França, no Amazônia real

Há um ano, a população do Amazonas ainda não sabia bem o que era viver uma pandemia, e muitos continuam até hoje sem saber os riscos que ela traz à vida das pessoas. Acreditando que a covid-19 era somente uma nova doença presente na China, expandida para a Europa, era difícil, para muitos, acreditar na chegada da doença em nosso país e na Amazônia, e nas tantas mudanças que traria à vida.

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