Assembleia da FOIRN tem início com exposições sobre a pandemia e fortalecimento do movimento indígena

FOIRN

A tradicional cerimônia do Dabucuri de Patauá – com canto, dança e oferta de alimentos – marcou ontem quinta-feira, 26, a abertura da XV Assembleia Geral Ordinária Eletiva da FOIRN, que este ano traz o tema “Pandemia e os saberes tradicionais indígenas do Rio Negro”. Entre os assuntos discutidos no primeiro dia do encontro estão a necessidade do fortalecimento do movimento indígena e os desafios trazidos pela pandemia causada pelo novo coronavírus. A assembleia ocorre no campus do Instituto Federal da Amazônia (Ifam) em São Gabriel da Cachoeira (AM) e termina nesta sexta-feira, dia 27.

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Missionário é forçado a sair da Coordenação de Indígenas Isolados da FUNAI, pela segunda vez

Survival

Ricardo Lopes Dias, um missionário evangélico, foi retirado pela segunda vez do cargo de Coordenador Geral do departamento de Índios Isolados e de Recente Contato da FUNAI.

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Maradona como religião da classe trabalhadora

Craque argentino expressou a rebeldia das periferias da América Latina: a beleza em meio a bosque de pernas e a alegria frente às misérias cotidianas. Imperfeito, tornou-se, para o povo, um Deus real, possível e contestador

Por Francisco Garrido, em La Voz del Sur | Tradução: Rôney Rodrigues

Fui um dos que estavam na noite de novembro de 1992 na lateral esquerda do gol sul do Pixjuán [estádio em Sevilha, Espanha] quando um menino jogou uma bolinha de papel alumínio de seu lanche em direção a Maradona. Diego, sem deixá-la cair no chão, fez maravilhas. O estádio inteiro veio abaixo e até a defesa do Zaragoza [clube espanhol] ficou paralisada, contemplando as barbaridades que o argentino fez com a bolinha do lanche do moleque. Assista aqui:

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Covid: o navio afunda e o governo toca no convés

No Rio, já há centenas nas filas de internação. Ministro Pazzuelo reconhece, enfim, “um repique” — mas evita os jornalistas. Bolsonaro faz campanha contra as vacinas e a máscara. E mais: no Ibope, SUS em alta, governo federal em queda

por Raquel Torres, em Outra Saúde

SAIU DO SILÊNCIO

Demorou um bocado para o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, reconhecer que a pandemia piorou em partes do país. “No Sul e Sudeste o repique é mais claro. No Norte e Nordeste é bem menos impactante, com algumas cidades fora da curva. O Centro-Oeste é mais no meio do caminho. Sim, isso é repique da nossa pandemia” disse ele ontem, finalmente, após semanas de silêncio. A pasta vinha argumentando que a alta nos números poderia se dever ao apagão de dados que ocorreu em seu sistema no início do mês. Embora essa falha tenha certamente seus efeitos no monitoramento dos casos e mortes, o aumento nas internações e os hospitais não mentem – e dados que dão conta desse aumento estão sendo apresentados e debatidos há um bom tempo. 

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A escravidão contemporânea é apoiada em desigualdade, discriminação e racismo. Entrevista especial com Giselle Vianna

Para pesquisadora é fundamental apreender como esses elementos se engendram na sociedade para então combater o trabalho escravo de nosso tempo de forma eficiente

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

A História do Brasil é cheia de fatos jurídicos e políticos, mas que na vida prática não se efetivam. É, por exemplo, ainda no II Reinado que a publicação da Lei dos Sexagenários e a Lei do Ventre Livre de fato torna pouquíssimos escravizados livres. Aliás, nem mesmo a Lei Áurea, de 1888, livrou o Brasil efetivamente da escravidão. Fatos recentes como o assassinato de João Alberto por seguranças do supermercado Carrefour em Porto Alegre revelam o que todos já sabem: vidas negras ainda são coisificadas. Não obstante, o país ainda convive com a chaga da escravização como forma de trabalho. “A desigualdade, a discriminação, o racismo estão no cerne da escravidão. Assim, torna-se fundamental entender como a desigualdade corta o tecido social, dividindo as populações em superiores (humanas) e inferiores (subumanas)”, aponta a socióloga Giselle Vianna.

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Assentados do RS denunciam pulverizações ilegais em suas lavouras agroecológicas

Avião fumigador da granja vizinha vem constantemente pulverizando agrotóxico nas casas, plantios agroecológicos e vegetação nativa do assentamento no RS

Por Maiara Rauber, em Página do MST

O Assentamento Santa Rita de Cássia II, de Nova Santa Rita, na região Metropolitana de Porto Alegre, vem sofrendo prejuízos constantes em suas produções agroecológicas. O motivo é o agrotóxico usado na produção de arroz na Granja Nenê, que faz divisa com o assentamento e que pulveriza veneno através de um avião fumigador em suas lavouras. Esse avião tem ocasionalmente dispersado veneno sobre o território do assentamento.

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Prefeito reeleito de BH foge do padrão nas capitais com plano de produção familiar sustentável de alimentos

Especialistas apontam necessidade de maior abrangência; em 2015, o percentual de famílias cadastradas no Cadastro Único em situação extrema de pobreza era de 20% e em 2018 passou para 30%; município prevê programa de agricultura urbana

Por Márcia Maria Cruz, em De Olho nos Ruralistas

O plano de governo do prefeito reeleito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), prevê a produção sustentável de alimentos em territórios comunitários. No primeiro mandato, sua administração iniciou parceria com a Ocupação Izidora e com o Quilombo Mangueiras, ambos na zona norte do município. No entanto, de acordo com quem atua com agricultura urbana, ainda é preciso ampliar a proposta para outras áreas.

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Em Curitiba, com 115 mil famílias vulneráveis, Greca aposta no urbano e ignora o campo

Capital paranaense vê o retorno da fome, mas plano de governo do prefeito reeleito não define como será o monitoramento das políticas públicas de segurança alimentar; ele fala em verticalização da produção e investe em refeições gratuitas 

Por Márcia Maria Cruz, em De Olho nos Ruralistas

O programa de governo do prefeito reeleito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), prevê a distribuição de refeições gratuitas e a implementação de projetos de agricultura urbana. O plano pretende ampliar o programa Mesa Solidária, que deve completar um ano em dezembro e até julho tinha distribuído 126 mil refeições gratuitas para pessoas em situação de rua em Curitiba. 

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Em Porto Alegre, Manuela fala em “mobilizar a cidade por comida de verdade”

Candidata do PCdoB apresenta oito propostas para acabar com a fome e se compromete com campanha Agroecologia nas Eleições; Sebastião Melo (MDB) ignora o tema em seu plano de governo, centrado em questões econômicas

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

Em Porto Alegre (RS), única capital da Região Sul onde haverá segundo turno, o tema segurança alimentar e nutricional expõe diferenças entre os candidatos. Enquanto Sebastião Melo (MDB) sequer cita as palavras “fome” ou “alimentação” no documento que protocolou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Manuela D’Ávila (PCdoB) apresenta oito propostas, em um capítulo específico.

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Réquiem para Diego. Por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

Hoje foi um dia que chorei um bocado. Cada vez que entrava na internet e via algum escrito sobre Diego Maradona. Uma sensação de perda, profunda e dolorida. O Maradona era um cara especial. Um tipo que tendo ficado famoso poderia ter simplesmente vivido sua fama, sua grana, tornando-se um babaca, como tantos que conhecemos. Não é fácil sair da pobreza, conquistar o mundo e não se perder. Diego perdeu-se em muitas coisas. Álcool, drogas, mulheres. Sabe-se lá que dores o atormentavam. Sabe-se lá se foi apenas deslumbramento. O pequenino de Lanus  aproveitou a vida à larga. Teve seus ataques, mostrou sua sombra, expôs os demônios. E ele poderia ter ficado nisso. Mas, não. 

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