Justiça condena ex-agentes da ditadura por tortura e desaparecimento na “Casa da Morte” em Petrópolis (RJ)

Sentença acolhe pedidos do MPF e responsabiliza militares por graves violações aos direitos humanos

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

Em ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), a 1ª Vara Federal de Petrópolis (RJ) declarou a responsabilidade de dois ex-militares do Centro de Informações do Exército (CIE) por graves violações aos direitos humanos durante a ditadura militar. De acordo com a sentença, os réus tiveram responsabilidade pessoal em sequestro, tortura e desaparecimento relacionados à “Casa da Morte”, aparelho clandestino da ditadura que era localizado em Petrópolis. Continue lendo “Justiça condena ex-agentes da ditadura por tortura e desaparecimento na “Casa da Morte” em Petrópolis (RJ)”

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MPF recomenda consulta prévia a povos tradicionais e suspensão de mineração de lítio no Vale do Jequitinhonha (MG)

Agência Nacional de Mineração tem 20 dias para atender pedido que visa proteger direitos e meio ambiente de comunidades afetadas por projetos

Ministério Público Federal em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) enviou uma recomendação à Agência Nacional de Mineração (ANM) para que suspenda e revise as autorizações de pesquisa e extração de lítio em Araçuaí (MG) e cidades vizinhas, no Vale do Jequitinhonha. A medida busca garantir a consulta prévia, livre, informada e de boa-fé de comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais que não foram ouvidas antes da liberação dos projetos. O MPF também pede que a ANM se abstenha de conceder novas permissões sem o diálogo adequado com as comunidades. Continue lendo “MPF recomenda consulta prévia a povos tradicionais e suspensão de mineração de lítio no Vale do Jequitinhonha (MG)”

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MPF move ação contra a União por falta de água potável em comunidades indígenas do alto Rio Negro

Apenas 3% das aldeias do Alto Rio Negro possuem sistema de abastecimento de água potável.

Procuradoria da República no Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma ação civil pública contra a União e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AGSUS), com pedido de decisão urgente (liminar) para garantir o fornecimento de água potável em comunidades indígenas da região do Alto Rio Negro, no Amazonas. Segundo o órgão, a União não aplica de forma adequada o orçamento destinado ao saneamento básico e, desde 2020, apresenta falhas no cumprimento das metas e cronogramas voltados ao abastecimento de água tratada nas terras indígenas. Continue lendo “MPF move ação contra a União por falta de água potável em comunidades indígenas do alto Rio Negro”

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Universidade de Brasília expulsa aluno que gravava aulas sem consentimento de professores

Wilker Leão foi expulso sem possibilidade de se matricular novamente durante cinco anos; ainda cabe recurso

Brasil de Fato

Na última sexta-feira (5), a Universidade de Brasília (UnB) decidiu expulsar o aluno Wilker Leão, conhecido na internet por gravar vídeos confrontando professores. O youtuber passava por um processo disciplinar discente (PDD) para analisar as condutas em sala de aula. Continue lendo “Universidade de Brasília expulsa aluno que gravava aulas sem consentimento de professores”

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Nas sombras, um ex-presidente faz carreira representando as techs

Trajetória do ex-presidente inclui trabalhos para Google, Huawei e caso no STF relacionado à Apple e à Gradiente

Por Por Juliana Dal Piva, Luiza Souto, em Agência Pública

Nos bastidores do parlamento brasileiro, Michel Temer é frequentemente lembrado como um ótimo articulador político. Foi presidente da Câmara dos Deputados três vezes e, com isso, conquistou a aliança para ser vice de Dilma Rousseff, em 2010. Mais tarde, usando das mesmas habilidades, fez parte da articulação que o levou a sentar na cadeira da presidência da República do Brasil, a partir de 12 de maio de 2016, após o controverso processo de impeachment de Dilma Rousseff. Nas palavras dele, em seu livro “A escolha”, Temer creditou a Eduardo Cunha a retirada da petista do cargo. Já na descrição de Cunha, o ex-presidente “lutou” de todas as maneiras para tirar Dilma. Continue lendo “Nas sombras, um ex-presidente faz carreira representando as techs”

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Como a “mão invisível” das Big Techs pressiona governos na América Latina

Organizações internacionais, escritórios de advocacia e lobistas atuam para bloquear ou modificar leis

Por Por José Luis Peñarredonda, María Teresa Ronderos, Clip, Laura Scofield, Agência Pública, Andrea Rincón, Edier Buitrago, Cuestión Pública, Francisca Skoknic, LaBot, Mónica Almeida, Paúl Mena Mena, Primicias, em Agência Pública

“O que devemos fazer nós, no Congresso da República, sobre a inteligência artificial?”, pergunta Diego Caicedo, um jovem deputado da Colômbia, em um vídeo publicado no seu perfil do Instagram. Ao seu lado, Pablo Nieto, outro colombiano, responde: “Criar marcos regulatórios que promovam a inteligência artificial” e “escutar todas as partes interessadas”. Esse não foi um intercâmbio casual, nem por onde ocorreu, nem por quem falava, nem pelo que diziam. Caicedo é um legislador; Nieto, um representante de uma associação de Big Techs. Continue lendo “Como a “mão invisível” das Big Techs pressiona governos na América Latina”

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Quilombos: saberes tradicionais para a saúde psíquica

Invasões, deslocamentos, clima e racismo adoecem a psique de quilombolas. Mas sofrimento não é solitário. Rezas, ervas e escuta integram cura comunitária. Em Alagoas, herança geracional germina em projeto de atendimento psicossocial das comunidades, centrado em saberes tradicionais

Por Lucas Veloso, no Nonada

Entre indígenas e quilombolas, a saúde mental não é vista apenas como uma dimensão individual. Ela é compreendida como parte de um cuidado comunitário e espiritual. Práticas ancestrais — como rezas, rodas de escuta, rituais de passagem e benzimentos — seguem sendo estratégias de enfrentamento diante do adoecimento psíquico. Continue lendo “Quilombos: saberes tradicionais para a saúde psíquica”

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A direita em desarranjo e as agruras de Tarcísio

Ansioso por tomar o bastão de Bolsonaro, e assumir a liderança dos ressentidos, governador paulista parece disposto a qualquer gesto que agrade o antigo chefe. Mas precisrá passar quatro longos meses ao relento, sem a mínima garantia de que sua submissão será recompensada

Por Rômulo Paes de Sousa, em Outras Palavras

A semana que passou mostrou um roteiro organizado para a vida da banda direitista do Brasil, no período pós-Bolsonaro. O Governador Tarcísio de Freitas seria de imediato ungido à condição de herdeiro do capitão reformado e condenado, mudaria de armas e bagagens para o PL, teria como vice um representante do novíssimo União Progressista, que é resultante da fusão do PP com União Brasil e que não será nem muito unido e muito menos progressista. Ao se desincompatibilizar do governo de São Paulo, em março de 2026, Tarcísio de Freitas permitira que o seu vice atual, Felício Ramuth (PSD), disputasse no cargo trazendo o MDB para chapa. Dessa forma, o direitismo brasileiro trocaria de guarda, saindo os maus modos do bolsonarismo e entrando o mercantilismo do centrão. Tudo celebrado e combinado com os representantes do capital financeiro e com os donos dos grandes jornais. Faltava combinar com Bolsonaro, com a sua família e aliados mais próximos, e com seus eleitores. Continue lendo “A direita em desarranjo e as agruras de Tarcísio”

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Lula defende exploração petrolífera e BR-319 na Amazônia

“Queremos preservar a Amazônia não como intocável, mas que seja explorada, por mar ou terra, de forma mais responsável possível”

ClimaInfo

O presidente Lula deixou claro: seu governo vai explorar combustíveis fósseis na Foz do Amazonas e também asfaltar a BR-319, a estrada que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). Segundo Lula, os projetos – que já causam impactos socioambientais no Amapá e no Amazonas mesmo antes de saírem do papel – serão feitos “de comum acordo com ambientalistas”. Ambos os projetos são criticados por especialistas em clima e meio ambiente e por organizações da sociedade civil. Continue lendo “Lula defende exploração petrolífera e BR-319 na Amazônia”

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BRICS: de sigla de mercado a bloco político que redesenha a ordem global

Com expansão recente e mecanismos financeiros próprios, o grupo consolida-se como contraponto à hegemonia ocidental e à supremacia do dólar

Por Fernanda Alcântara, na Página do MST

Em 2001, o economista Jim O’Neill, então no banco Goldman Sachs, publicou um relatório que viria a marcar o início de uma nova percepção sobre o peso econômico global. Naquele documento, O’Neill destacava quatro potências emergentes — Brasil, Rússia, Índia e China — agrupando-as em uma sigla simples, mas poderosa: o BRIC. Essa sigla era pensada para chamar a atenção de investidores, sem qualquer intenção de se tornar uma diretriz política oficial. Continue lendo “BRICS: de sigla de mercado a bloco político que redesenha a ordem global”

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