Desde a morte do indígena, considerado último de seu povo, a TI Tanaru, localizada em Rondônia, ficou sem destinação, sendo pressionada por fazendeiros, garimpeiros e madeireiros. O ‘Índio do Buraco’, após seu povo sofrer genocídio, negou contato durante 26 anos. Ele ficou conhecido por morar em buracos que cavava em vários pontos do território Tanaru
Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real
Manaus (AM) – A criação do Parque Nacional dos Povos Indígenas de Tanaru, em Rondônia, consolida uma vitória histórica do movimento indígena diante da resposta do Estado brasileiro, ainda que tardia, ao genocídio de um povo desconhecido. A morte do último sobrevivente que habitava o território definiu os caminhos para a destinação e proteção definitiva da área onde viveu em situação de isolamento voluntário, entre 1996 e 2022, o indígena conhecido como “Índio do Buraco”. Recusando-se a manter qualquer contato com não indígenas, após seu povo ser massacrado, ele recebeu esse nome pela forma como escavava buracos profundos no interior dos tapiris (construções tradicionais) que ergueu em várias partes da Terra Indígena (TI) Tanaru, chamada assim por ser cortada pelo rio Tanaru, na bacia do rio Madeira.
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