Esperar e vigiar “na noite” é pôr-se a serviço, a exemplo de jesus que serve. Por Frei Gilvander Moreira

No Evangelho de Lucas, de Lc 9,51 a Lc 19,27, as primeiras comunidades cristãs mostram Jesus e seu movimento popular-religioso subindo da Galileia para a capital Jerusalém, indo da periferia para o centro dos poderes político, econômico e religioso. Nestes dez capítulos, segundo Lucas, Jesus qualifica a formação dos discípulos e discípulas aprimorando a vivência radical do Evangelho, que busca construir uma fraternidade real com condições objetivas de vida para todos, todas e tudo (Jo 10,10). Está neste contexto a passagem de Lc 12,32-48, que pode ser dividida em três seções: Lc 12,32-34; Lc 12,35-40; Lc 12,41-48. Continue lendo “Esperar e vigiar “na noite” é pôr-se a serviço, a exemplo de jesus que serve. Por Frei Gilvander Moreira”

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Belém investe dinheiro em obras da COP, mas na quebrada, povo tem que sair

Moradores denunciam que estão perdendo suas casas e indenizações não permitem comprar novos lares

Por Cecilia Amorim, Agência Carta Amazônia | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Enquanto o mundo prepara os holofotes para a COP30 em Belém — promovida como a “COP das Florestas” —, um drama silencioso se desenrola nas periferias da cidade. Rosângela da Silva, de 49 anos, viu as duas décadas de história da sua casa, no bairro do Guamá, se desfazerem em pouco tempo. Após aceitar ser removida, ela teve dois meses para receber a indenização e a família teve cinco dias para desocupar o imóvel. Então, em poucas horas, a casa veio ao chão. Ela é uma das centenas de chefes de família que estão sendo removidos por obras de infraestrutura conduzidas pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop). Continue lendo “Belém investe dinheiro em obras da COP, mas na quebrada, povo tem que sair”

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Coletivo Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça realiza audiência pública nacional sobre efeitos transgeracionais da violência de Estado da ditadura

Organizada junto ao Conselho Nacional de Direitos Humanos, sessão busca reconhecimento dos impactos da violência da ditadura civil-militar de 1964 nos descendentes de perseguidos políticos

No dia 15 de agosto, das 14h às 18h, um novo marco na luta por justiça e reparação histórica ocorrerá em uma audiência pública nacional virtual. O Coletivo Filhos(as) e Netos(as) por Memória, Verdade e Justiça, em parceria com Conselho Nacional de Direitos Humanos e da Cidadania (CNDH), realizará um amplo debate público sobre os efeitos transgeracionais da violência de Estado, produzidos pela ditadura civil-militar (1964-1985). Continue lendo “Coletivo Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça realiza audiência pública nacional sobre efeitos transgeracionais da violência de Estado da ditadura”

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COP30: Preços em Belém aumentarem 15 vezes, é “o absurdo dos absurdos”, diz Marina Silva

Para a ministra do Meio Ambiente, COP-30 tem que ser vista como uma oportunidade de futuro também para Belém

Por Giovana Girardi, Marina Amaral, Ricardo Terto, Sofia Amaral, Agência Pública

Às vésperas da decisão do presidente Lula sobre o Projeto de Licenciamento aprovado no Congresso, conhecido como PL da Devastação, a ministra Marina Silva diz acreditar na possibilidade de negociar com o Congresso uma medida provisória ou um projeto de lei do Executivo que possa substituir os pontos que desestruturam a legislação ambiental e seriam vetados ou alterados por Lula – entre eles os mais polêmicos, como a Licença Ambiental Especial (LAE) e a Licença por Acordo e Compromisso (LAC). Continue lendo “COP30: Preços em Belém aumentarem 15 vezes, é “o absurdo dos absurdos”, diz Marina Silva”

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SUS e os novos desafios da participação popular

Presidente do CNS reflete sobre o papel dos Conselhos de Saúde hoje. Como podem contribuir com políticas para a indústria da saúde e programas como o Agora Tem Especialistas? E de que forma se posicionar diante de ataques que tentam diminuí-los?

Por Luiza Brazuna, Outra Saúde

O modelo participativo do Sistema Único de Saúde é uma das principais conquistas da Reforma Sanitária, responsável por impulsionar o envolvimento dos usuários e trabalhadores da saúde com os rumos do SUS. Ela se concretiza por dos conselhos de saúde, órgãos colegiados, permanentes e deliberativos que estão presentes em cada uma das esferas de governo: federal, estadual e municipal. Continue lendo “SUS e os novos desafios da participação popular”

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Presidente Lula homologa mais três Terras Indígenas

Com as novas demarcações no Ceará, Governo Federal alcança a marca de 16 territórios homologados desde 2023, superando o compromisso firmado no período de transição

Planalto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira, 6 de agosto, decreto de homologação de mais três Terras Indígenas. Em evento no Palácio do Planalto, com a participação da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, foram reconhecidas as Terras Indígenas Pitaguary, Lagoa Encantada e Tremembé de Queimadas, todas no estado do Ceará. Continue lendo “Presidente Lula homologa mais três Terras Indígenas”

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Sentou, mas não tragou. Notícias de um sequestro. Por Hugo Souza

No Come Ananás

Parecia até aquela humilhação da acelerar o carro quando alguém se aproxima para abrir a porta e entrar, repetindo-se o enxovalho alguns metros à frente e de novo, de novo, de novo, até que o motorista – quem conduz, quem pilota – finalmente deixa o humilhado sentar.

Já passava das 22:00h desta quarta-feira, 6, quando Hugo Motta (Republicanos-PB) aproximou-se da cadeira da presidência da Câmara, após abrir caminho com dificuldade entre os deputados golpistas, mas, como a cadeira continuasse ocupada por um deles, era voltar para os bastidores com o rabo entre as pernas ou ficar esperando com cara de mamão. Continue lendo “Sentou, mas não tragou. Notícias de um sequestro. Por Hugo Souza”

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Marina: governo não permitirá que licenciamento seja desfigurado

“As leis da Natureza não mudam em função das nossas necessidades”, defendeu a ministra; Lula tem até 6a feira para definir sanção ou veto

ClimaInfo

Está chegando a hora. O presidente Lula tem até amanhã (8/8) para decidir se sanciona ou veta o Projeto de Lei nº 2.159, vulgo “PL da Devastação”, que altera o licenciamento ambiental no país. A ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) reiterou a busca de caminhos pelo governo para garantir a integridade do licenciamento ambiental. Continue lendo “Marina: governo não permitirá que licenciamento seja desfigurado”

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As profetisas e os profetas não se calam, denunciando a opressão: Análise de conjuntura aponta a necessidade de manter a esperança, mesmo em um cenário de pavor

Em um mundo no limite de recursos, explorado pela ganância capitalista que avança com destruição sobre a natureza, seus povos e territórios, as crises são sentidas por todos os lados, especialmente pelas comunidades que mais preservam e cuidam. Vivemos, portanto, um momento que exige que mantenhamos a esperança na luta e no fortalecimento de alianças.

da Equipe de Comunicação Antônio Canuto para o V Congresso Nacional da CPT

Este é um breve resumo do tanto que foi compartilhado durante o segundo dia do V Congresso Nacional da CPT, em São Luís (MA). O momento da Análise de Conjuntura foi facilitado por três pessoas que engrossam as fileiras das lutas dos povos do campo brasileiro, e complementado pelas vozes de trabalhadores/as e suas comunidades, na Fila do Povo. Continue lendo “As profetisas e os profetas não se calam, denunciando a opressão: Análise de conjuntura aponta a necessidade de manter a esperança, mesmo em um cenário de pavor”

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Dependência, marca do capitalismo brasileiro

Quando se fala de novo em soberania e projeto nacional, vale examinar nossa condição subordinada e periférica. Que padrões ela assumiu, ao longo do tempo, para perdurar. Por que, sem rompê-la, não haverá nem democracia, nem nação

Por Luís Filgueiras, em Outras Palavras

Introdução

A atual condição dependente dos países periféricos, no contexto do sistema capitalista mundial, é resultado de um processo histórico que remete a três circunstâncias: 1. Esses países foram colônias no período mercantilista (séculos XVI-XVIII), quando a chamada “acumulação primitiva” criou as pré-condições para a constituição do capitalismo na Europa; 2. Posteriormente, no século XIX (pós-1ª Revolução Industrial), já como países politicamente independentes, passaram a fazer parte, de forma subordinada, da divisão internacional do trabalho configurada pelo capital e sob a dominação da Inglaterra; e 3. Nessa condição, constituíram-se, a partir de então, como um capitalismo singular, distinto do capitalismo dos países centrais (imperialistas), mas a ele articulado e dele dependente – evidenciando a natureza desigual e combinada do desenvolvimento do capitalismo. Continue lendo “Dependência, marca do capitalismo brasileiro”

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