No Brasil, quem gera violência e quem a combate?

Por frei Gilvander Luís Moreira[1]

Em junho de 2013, nos primeiros dias dos justos e necessários protestos na capital de São Paulo, do Movimento Passe Livre, a TV gLobo e a mídia em geral rotularam inúmeras vezes os manifestantes de vândalos, Black bloc e arruaceiros, atitude criminalizadora. Dia 15 de maio de 2017, em Brasília, as forças policiais do Estado brasileiro reprimiu, com requintes de crueldade, mais de 200 mil pessoas que protestavam legitimamente contra os desmontes das leis trabalhistas e previdenciárias, exigiam Fora Temer e cobraram Diretas já. A frase inicial nos jornais televisivos era: “A manifestação começou pacífica, mas terminou em violência”. E a partir daí mostravam cenas selecionadas para induzir o povo a pensar que de fato se tratava de ações de violentos. Continue lendo “No Brasil, quem gera violência e quem a combate?”

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II Encontro Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (vídeo)

Quilombolas, geraiseiros, pescadores, índios, entre outros povos tradicionais, estiveram reunidos entre os dias 22 e 24 de maio de 2017, em Luziânia (GO), no  II Encontro Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais para discutir o contexto político atual do país. No vídeo, mulheres e homens que fazem parte desta articulação contam sobre a importância do encontro num contexto de ameaça aos direitos dos povos tradicionais. Continue lendo “II Encontro Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (vídeo)”

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Exu baixou na UERJ, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“A ciência precisa de uma dose de anarquismo teórico, porque
 regras excessivamente rígidas impedem seu desenvolvimento”.
(Paul Feyerabend – “Contra o Método” – UNESP, 2011)

Meus camaradinhas, ninguém me contou. Eu vi. Nesta quinta-feira (01) à tarde, Exu baixou na Uerj. Eu estava lá e ouvi o som dos tambores e o arfar do sopro dos encantados. Vi o senhor dos caminhos chutar o pau da barraca, escoltado por mandingueiros, macumbeiros, jongueiros, capoeiras, poetas feiticeiros e rezadeiras, com a benção de todos os orixás. Se a mídia não ignorasse a universidade, teria enviado repórteres, locutores de rádio, câmeras e tv para cobrir fato tão relevante não só para os iniciados no baticundum, mas para toda a sociedade brasileira. Se não o fez, faço-o eu, dando notícia aqui neste Diário do Amazonas. Continue lendo “Exu baixou na UERJ, por José Ribamar Bessa Freire”

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10ª Assembleia Terena ocorre em terra alvo do marco temporal e onde Oziel Gabriel foi assassinado

Por Renato Santana, no Cimi  

Há exatos quatro anos, a reintegração de posse de uma fazenda incidente sobre a Terra Indígena Burity, no município de Sidrolândia (MS), terminou fracassada diante da resistência do povo Terena. Todavia, um tiro de arma de fogo disparado do meio das forças policiais atingiu e matou Oziel Gabriel Terena. Ninguém foi punido, o inquérito acabou arquivado. A Polícia Militar alegou ter usado apenas balas de borracha; já a Polícia Federal, não negou aquilo que chamou de revide. O delegado que chefiou a operação, Alcídio de Souza Araújo, virou vedete dos ruralistas e o caso estopim para a criminalização de indígenas e indigenistas.   Continue lendo “10ª Assembleia Terena ocorre em terra alvo do marco temporal e onde Oziel Gabriel foi assassinado”

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Rubens Casara: combate à corrupção não pode levar à corrupção da própria democracia

A opinião pública não autoriza o afastamento das regras democráticas

Em O Globo

As democracias do pós-guerra se caracterizam, para além da efetiva participação popular na tomada de decisões, pela existência de limites intransponíveis ao exercício do poder, de qualquer poder. Nem mesmo a vontade de maiorias de ocasião, muitas vezes forjada na desinformação, permite o afastamento dos limites impostos ao poder pela Constituição. Nem mesmo em nome das “melhores intenções” dos agentes estatais, esses limites podem ser ignorados. Nas democracias constitucionais, os fins não justificam os meios, as ilegalidades não podem ser combatidas com ilegalidades, a opinião pública não autoriza o afastamento das regras democráticas e o combate à corrupção não pode levar à corrupção da própria democracia. Continue lendo “Rubens Casara: combate à corrupção não pode levar à corrupção da própria democracia”

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Por que muitos acham que bom jornalismo é lixo e que lixo é bom jornalismo?, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Há dois tipos de reclamações estranhas que aparecem com frequência em caixas de comentários de reportagens bem apuradas e equilibradas que circulam pela rede. Uma é a falta de uma ”conclusão”. Não um arremate ou um fechamento, mas uma espécie de grand finale mostrando como os elementos apresentados no texto refutam ou defendem uma tese. Continue lendo “Por que muitos acham que bom jornalismo é lixo e que lixo é bom jornalismo?, por Leonardo Sakamoto”

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Fugindo da enchente, menina pernambucana escolhe salvar livros e comove as redes

No Extra

A foto de uma menina de 8 anos sendo resgatada de uma enchente no interior de Pernambuco em uma jangada e agarrada a uma mochila está comovendo as redes sociais. Quando a enchente invadiu a casa da criança, identificada apenas como Rivânia, a avó recomendou que ela salvasse das águas o mais importante. Continue lendo “Fugindo da enchente, menina pernambucana escolhe salvar livros e comove as redes”

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PUC sedia debate sobre ‘Branquitude’ na experiência universitária

No Rio On Watch

No dia 23 de maio, o Departamento de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) realizou uma mesa redonda para discutir o racismo e “branquitude” no ambiente universitário. O evento foi mediado pela estudante de Relações Internacionais Bruna Silva, e foi realizado em uma sala de aula no campus das 15 às 17h. Os palestrantes do evento incluíam Lourenço Cardoso, professor adjunto na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab); Natany Luiz, estudante de Relações Internacionais da PUC-Rio e membro do Coletivo Nuvem Negra (CNN); e Fransérgio Goulart, historiador e membro do Fórum Social de Manguinhos. Continue lendo “PUC sedia debate sobre ‘Branquitude’ na experiência universitária”

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Morte de Oziel completou 4 anos, e nada foi resolvido

O dia 30 de maio marcou a passagem dos 4 anos da morte de Oziel Gabriel, indígena Terena morto durante ação de reintegração de posse da Fazenda Buriti, em Sidrolândia. Nada foi resolvido sobre a posse do território. Ninguém foi preso pelo assassinato. Isso é Mato Grosso do Sul, Brasil. (TP)

A reportagem abaixo é da SBT MS. Continue lendo “Morte de Oziel completou 4 anos, e nada foi resolvido”

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Milton Nascimento lembra como o preconceito racial despertou sua consciência política

Compositor traz ao Rio o show ‘Semente da Terra’, no qual revê a carreira pela ótica da política

Em O Globo

Em 2010, Milton Nascimento foi batizado pelos índios Guarani Kaiowá como Ava Nheyeyru Iyi Yvy Renhoi — ou Semente da Terra. Sete anos depois, o nome indígena — que, acredita-se, sintetiza a essência de quem o carrega — é dado ao show que artista apresenta hoje no Rio, no Km de Vantagens Hall. Continue lendo “Milton Nascimento lembra como o preconceito racial despertou sua consciência política”

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