“A terra de oportunidades”: Desenvolvimento chega a Mato Grosso com bala e devastação

Parte 6: Em apenas 40 anos, 2/3 do município de Sinop foram desmatados. Quem sofreu mais foram os índios da região

Por Mauricio Torres, Sue Branford, no The Intercept Brasil

Logo na entrada, o letreiro “Sinop, capital do Nortão” dá as boas-vindas à cidade localizada às margens da rodovia BR 163, a quase 500 km ao norte de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Com 125 mil habitantes, Sinop exala prosperidade. No coração do Brasil, o município – que tem apenas quarenta anos de fundação, é repleto de lojas luxuosas que vendem de equipamentos eletrônicos aos últimos lançamentos da moda. Concessionárias ofertam veículos novos e caros, principalmente caminhonetes com tração nas quatro rodas, próprias para rodar nas estradas de terra que ligam as muitas e ricas fazendas ao redor. Ao passear pelo centro da cidade, com suas lojas de fachadas de gosto duvidoso, a mensagem é clara: temos muito dinheiro e não precisamos conter despesas. Continue lendo ““A terra de oportunidades”: Desenvolvimento chega a Mato Grosso com bala e devastação”

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O difícil impasse para a efetivação do Subsistema de Saúde Indígena no Brasil

Paulo Daniel, Boa Vista, 06/02/2017.

A principal dificuldade para a viabilização do Subsistema Especial de Atenção à Saúde Indígena no Brasil que se arrasta desde a sua criação no ano de 1999 diz respeito à forma de contratação dos Recursos Humanos para o desenvolvimento das ações de assistência à saúde nas comunidades. Tanto a criação dos Distritos Sanitários ESPECIAIS Indígenas em 1999, como da Secretaria ESPECIAL de Saúde Indígena em 2010, foram fundamentadas no caráter EXCEPCIONAL que caracteriza a assistência à saúde das populações indígenas no país. A modalidade de contratação de recursos humanos adotada desde o início e até hoje, por meio de convênios com organizações da sociedade civil, não é a mais adequada, sendo objeto de um Termo de Conciliação Judicial (TCJ) assinado há vários anos que obriga o governo federal a adotar uma nova forma de contratação para a prestação deste serviço. Continue lendo “O difícil impasse para a efetivação do Subsistema de Saúde Indígena no Brasil”

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O capitalismo e o planeta Haiti

Mas ele desconhecia/Esse fato extraordinário:/Que o operário faz a coisa/E a coisa faz o operário./De forma que, certo dia/À mesa, ao cortar o pão/O operário foi tomado/De uma súbita emoção/Ao constatar assombrado/Que tudo naquela mesa/- Garrafa, prato, facão – /Era ele quem os fazia/Ele, um humilde operário,/Um operário em construção./Olhou em torno: gamela/Banco,enxerga, caldeirão/Vidro, parede, janela/Casa, cidade, nação!Tudo, tudo o que existia/Era ele quem o fazia/Ele, um humilde operário/Um operário que sabia/Exercer a profissão. (Vinicius de Morais, Operário em Construção)

Marcio Sotelo Felippe – Justificando

Daniel Blake (dirigido por Ken Loach, Inglaterra, 2016) conta a história de um operário inglês da construção civil. Tem entre 70 e 80 anos. Cardiopata, não pode mais trabalhar. Sobrevive com o equivalente inglês do nosso auxílio-saúde. Repentinamente o benefício é cortado. A trajetória de Daniel Blake para recuperar o único meio de sobrevivência, sem o qual terá que dormir na rua e esmolar, pode ser descrita como um mix da Odisséia e do Processo, de Kafka. Continue lendo “O capitalismo e o planeta Haiti”

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Asesinan a líder indígena en la Sierra Tarahumara

Juan Ontiveros Ramos, líder comunitario y defensor ambiental, es asesinado días después que Isidro Baldenegro, también en la Sierra Tarahumara.

Desinformémonos / Servindi

Juan Ontiveros Ramos, indígena, activista y defensor de los derechos humanos de su comunidad fue encontrado muerto el miércoles 1 de febrero, después de que el día anterior sujetos encapuchados se lo llevaron con rumbo desconocido. Continue lendo “Asesinan a líder indígena en la Sierra Tarahumara”

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Agroecología: Beneficia el suelo, baja costos y mejora calidad del alimento

José Baulowski se define como un pequeño productor con cultivos diversificados, que cuida el suelo y busca “recuperarlo”. No usa agroquímicos, tiene yerbales y comercializa alimentos sanos

Por Darío Aranda* – Servindi

José tiene una certeza: no sirve hacer un solo cultivo. La tierra misionera, el clima y la historia sugieren, al menos para el pequeño productor, diversidad. Y él tomó nota de eso. Por eso cultiva mandioca, avena, poroto, repollo, choclo, sandía, melones, lechuga, acelga y, claro, yerba. Y hasta cuenta con un estanque donde cría peces para autoconsumo y vende en la feria franca local. Continue lendo “Agroecología: Beneficia el suelo, baja costos y mejora calidad del alimento”

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A reforma agrária persiste

O programa de distribuição de terras brasileiro é considerado o maior do mundo, só que ocorre principalmente na Amazônia Legal em áreas de titulação de populações tradicionais ou assentamento em terras públicas

Brasil Debate

Está na moda entre os setores ligados aos ruralistas no Brasil dizer que a reforma agrária teria fracassado, como se o Brasil tivesse implementado uma reforma agrária. Relatório da OXFAM divulgado em novembro de 2016 confirma que o índice Gini de concentração da terra no Brasil não se reduziu nos últimos anos, ao contrário, que a concentração da terra aumentou, de acordo com dados do Censo Agropecuário do IBGE de 2006. O Brasil inventou, caso único no mundo, a reforma agrária perene. Continue lendo “A reforma agrária persiste”

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Camponeses produzem mais de 70% dos alimentos, diz estudo

Pesquisadores da UFPB e da USP revisam dados do Censo Agropecuário 2006 e dizem que estimativa do IBGE subestimou papel dos pequenos

Por Inês Castilho* – De Olho nos Ruralistas

Os camponeses têm pouca terra, mas colocam bem mais que 70% dos alimentos na nossa mesa, defendem os autores do artigo “Quem produz comida para os brasileiros? 10 anos do Censo Agropecuário 2006”. Continue lendo “Camponeses produzem mais de 70% dos alimentos, diz estudo”

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Atenção para quem vive na rua: os riscos da política higienista. Entrevista especial com Tiago Martinelli

João Vitor Santos – IHU On-Line

A recente divulgação de que a população adulta que vive nas ruas de Porto Alegre aumentou 75% nos últimos oito anos espantou muita gente. O dado consta de uma pesquisa realizada desde 2007 pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS em convênio com a Fundação de Assistência Social e Cidadania – Fasc da prefeitura da capital gaúcha. O impacto de números como este leva a uma elaboração quase imediata: é preciso tirar essas pessoas da rua. No entanto, ações simplistas e imediatistas podem transformar a estatística em um problema maior ainda, já que não basta apenas “recolher” as pessoas e higienizar as ruas. Continue lendo “Atenção para quem vive na rua: os riscos da política higienista. Entrevista especial com Tiago Martinelli”

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Obituário de uma brasileira

Uma mulher como a que nos criou, como a que amamos. Amamos? Mas por que tanto ódio? Ódio ao espelho? Ódio ao povo que emerge? Ou ódio ao que fizemos de nós?

Por Célio Turino* – Outras Palavras

De família de imigrantes italianos e trabalhadores na roça, enfrentou a pobreza junto a nove irmãos. Eram muitas bocas a alimentar e a família teve que se transferir para a cidade dos empregos operários, São Bernardo do Campo. Tinha 5 anos de idade, primeiro os estudos primários, mas logo aos 9 já assume responsabilidade como pajem de crianças menores, depois empregada doméstica, e aos 13, operária na Dulcora, embalando bombons. Uma vida de trabalho em meio a muito afeto. O primeiro casamento, a viuvez precoce e o filho que não conhece o pai, assassinado antes dele nascer, em um assalto. O segundo casamento, o operário metalúrgico atuando em Sindicato, mais três filhos e uma enteada. O trabalho, a família, a casa, o amor, os sonhos. Uma vida comum à de tantas brasileiras. Continue lendo “Obituário de uma brasileira”

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Brasil é denunciado na OEA por negligência com trabalhadores intoxicados por DDT

Servidores buscam reparação pelo envenenamento por pesticidas usados contra vetores da malária, febre amarela e dengue

Fonte/Imagem: De olho nos ruralistas / CPT

O Estado Brasileiro foi denunciado à Organização dos Estados Americanos (OEA) pelo abandono dos trabalhadores federais da extinta Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam), gravemente intoxicados por DDT ao combater endemias como febre amarela, malária e dengue, ao longo do século 20. A denúncia ocorre no mesmo momento em que um surto de febre amarela assalta o país, irradiado pela Minas Gerais pós-Samarco. Continue lendo “Brasil é denunciado na OEA por negligência com trabalhadores intoxicados por DDT”

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