Por Nathalia Dammenhain Barutti, no Justificando
No dia 13 de março de 1964, por volta das 3 horas e 15 minutos da madrugada, a gerente de um bar Catherine Susan Genovese, de 28 anos, caminhava para casa no bairro do Queens, em Nova York, quando foi abordada por um homem que a agarrou e esfaqueou. Ela conseguiu gritar e espantar o agressor por alguns minutos e, mesmo ferida, tentou chegar em casa e, quase conseguiu. Mas o agressor a encontrou, a esfaqueou novamente, roubou seu dinheiro, a estuprou e só após tudo isso, finalmente, a deixou para morrer. Depois do seu agressor fugir, Catherine Genovese agonizou e implorou por socorro durante 33 minutos até que a polícia fosse chamada e, então, 2 minutos depois foi socorrida, mas acabou morrendo a caminho do hospital. Continue lendo “A paralisia coletiva e o efeito espectador: o caso Genovese e o caso Ruas”