Estado de exceção está operativo na Palestina ocupada, onde o genocídio conduzido por Netanyahu, com apoio norte-americano e europeu, é transmitido ao vivo. Retomando Deleuze, a filosofia precisa combater a baixeza de seu tempo e, como diria Nietzsche, intervir nele
Por: Márcia Junges, em IHU
Em 1948, o êxodo de pelo menos 711 mil árabes palestinos em função da Guerra Árabe-Israelense, que está nas origens do surgimento do Estado de Israel, ocasionou o evento histórico que se convencionou chamar de Nakba, palavra que significa catástrofe ou desastre. Na análise do filósofo húngaro radicado há décadas no Brasil, Peter Pál Pelbart, o que ocorre agora com o genocídio conduzido por Netanyahu em Gaza reedita, de modo ainda mais brutal, esse episódio no Oriente Médio. Esta “é uma segunda Nakba. Num certo sentido, pior do que a anterior”. Continue lendo “Israel como laboratório da escalada fascista e a segunda Nakba em Gaza. Entrevista especial com Peter Pál Pelbart”