Incêndios florestais batem recorde no Brasil em 2024, mostra MapBiomas

Relatório revela que o país teve o equivalente a 24% de seu território queimado em quase quatro décadas

ClimaInfo

O MapBiomas Fogo lançou nesta 3ª feira (24/6) uma nova coleção, a 4ª de dados anuais de área queimada no Brasil e a primeira edição do Relatório Anual do Fogo (RAF), cobrindo o período de 1985 a 2024. Os dados, obtidos a partir do mapeamento de cicatriz de fogo com imagens de satélite, traçam o mais completo retrato da ação do fogo em todo o território brasileiro e expõem alguns padrões da ocorrência das queimadas e dos incêndios no período. Continue lendo “Incêndios florestais batem recorde no Brasil em 2024, mostra MapBiomas”

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Escassez de dados compromete proteção a Povos Tradicionais e meio ambiente no Brasil, diz estudo

A invisibilização sistemática como método de violência dificulta a busca por Justiça e o real dimensionamento dos conflitos

ClimaInfo

Não é apenas nas florestas ou em meio às exuberâncias naturais dos biomas que ocorrem os crimes socioambientais. Como explica o relatório “Além da Floresta: conflitos socioambientais e desertos de informação”, lançado pela Rede de Observatórios de Segurança, esse tipo de infração incide diretamente sobre territórios e populações sobretudo nas bordas e margens, em territórios vulnerabilizados e periféricos, tanto nas zonas rurais quanto nas urbanas. Continue lendo “Escassez de dados compromete proteção a Povos Tradicionais e meio ambiente no Brasil, diz estudo”

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Autonomia dos povos indígenas: um processo de criação política, resistência e reinvenção de formas de vida. Entrevista especial com Fábio Alkmin

Enquanto o Estado brasileiro reluta em reconhecer os direitos dos povos indígenas, comunidades se organizam de modo autônomo na Amazônia, diz o geógrafo

Por: Patricia Fachin, em IHU

A luta dos povos indígenas por autonomia territorial na Amazônia brasileira não é um “projeto separatista” nem visa à “criação de um novo Estado”. Tampouco é uma “utopia” ou uma “ideia abstrata”. Antes, é uma “práxis concreta” de luta, resistência e autogoverno territorial. Em outras palavras, uma reação e, mais precisamente, uma “resposta à intensificação dos processos de espoliação territorial, do colonialismo interno e da própria descrença de que o Estado brasileiro irá resolver os problemas vivenciados pelos povos indígenas”, pontua o geógrafo Fábio Alkmin, que tem pesquisado processos de autonomias indígenas na América Latina na última década. Continue lendo “Autonomia dos povos indígenas: um processo de criação política, resistência e reinvenção de formas de vida. Entrevista especial com Fábio Alkmin”

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“O movimento ainda está aqui na frente do Dsei e vai continuar”, afirmam os povos indígenas de Roraima mobilizados há quase um mês

Mais de 300 representantes de 263 comunidades indígenas de RR estão há mais de 25 dias mobilizados e exigem respeito sobre as decisões coletivas que indicaram Letícia Taurepang para coordenar o Dsei Leste

Há mais de 25 dias de mobilização, indígenas de Roraima protestam em frente ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste, contra a ingerência política na nomeação e posse da nova coordenação da unidade de saúde do estado. Continue lendo ““O movimento ainda está aqui na frente do Dsei e vai continuar”, afirmam os povos indígenas de Roraima mobilizados há quase um mês”

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“Comunicação é uma ferramenta de resistência”: encontro de formação reúne jovens indígenas de Rondônia

Com o tema “A Comunicação a Serviço da Proteção dos Territórios Indígenas e do Bem Viver”, o encontro reuniu mais de vinte jovens entre os dias 20 e 22 de junho de 2025, em Porto Velho (RO)

Com o tema “A Comunicação a Serviço da Proteção dos Territórios Indígenas e do Bem Viver”, mais de vinte jovens indígenas se reuniram na Casa de Formação Irmãs Catequistas Franciscanas, localizada em Porto Velho (RO), para o Encontro de Formação de Jovens Indígenas sobre comunicação, realizado entre os dias 20 a 22 de junho. Continue lendo ““Comunicação é uma ferramenta de resistência”: encontro de formação reúne jovens indígenas de Rondônia”

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Como escritores, editoras e Academia Brasileira de Letras apoiaram ditadura militar

Nomes como Rachel de Queiroz e Rubem Fonseca e editoras como Record ajudaram no roteiro do golpe e seus desdobramentos

Por Sérgio Barbo | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Não foi só o front dos militares que sustentou a ditadura brasileira de 1964. Uma outra fronteira, a literária, também ajudou a manter o apoio ao regime. “Nós não gostávamos de Jango, de forma que derrubá-lo foi uma boa ideia”, declarou a escritora Rachel de Queiroz em entrevista à TV Câmara, em maio de 2000. Ao lado de Rachel estavam autores e intelectuais de renome, como Rubem Fonseca, Gilberto Freyre, Dinah Silveira de Queiroz, Guimarães Rosa, Ariano Suassuna e Austregésilo de Athayde. Compartilhavam a mesma trincheira ideológica, as editoras Record, José Olympio, Agir, O Cruzeiro, Globo, Bloch, Ao Livro Técnico e GRD – de Gumercindo Rocha Dórea. Continue lendo “Como escritores, editoras e Academia Brasileira de Letras apoiaram ditadura militar”

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MPF pede à Justiça a suspensão das próximas etapas do leilão para exploração de petróleo na foz do Amazonas

Formalização dos resultados do leilão só deve ocorrer após medidas previstas na legislação socioambiental serem cumpridas

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal, nesta segunda-feira (23), que suspenda as próximas etapas do leilão de blocos de petróleo e gás da 5ª Oferta Permanente de Concessão (OPC), realizado na semana passada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Continue lendo “MPF pede à Justiça a suspensão das próximas etapas do leilão para exploração de petróleo na foz do Amazonas”

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Uma guerra imprevisível. Por Valerio Arcary

A guerra contra o Irã revela a ilusão da invencibilidade: mesmo nações poderosas aprendem, tarde demais, que a soberania não se destrói com bombas, mas se fortalece na resistência de um povo. A história julgará não apenas os vencedores, mas os que calaram quando era preciso falar

Em A Terra é Redonda

“Duas coisas indicam fraqueza. Calar-se quando é preciso falar, e falar quando é preciso calar-se (Provérbio persa).

“Meia verdade é sempre uma mentira inteira” (Provérbio chinês).

1.

A história ensina que nenhum Estado é invencível. Nunca se sabe como vai terminar uma guerra quando ela começa. Ninguém pode antecipar o desenlace da guerra iniciada por Israel contra Irã, apesar do ataque dos EUA, que abriu o caminho para um comprometimento norte-americano irreversível. Continue lendo “Uma guerra imprevisível. Por Valerio Arcary”

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“O tráfico de pessoas é uma das maiores violações dos direitos humanos”, afirma pesquisadora

Por Danielle Monteiro, Informe Ensp

“O tráfico de pessoas é uma das maiores violações dos direitos humanos quando analisado no contexto da migração”, alertou a professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Cláudia Araújo, durante a conferência ‘A fronteira como território: tráfico de pessoas e políticas para enfrentamento’. A atividade foi promovida pela ENSP, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), na manhã desta segunda-feira (23), como parte da programação do ‘Seminário Nacional Interculturalidade, Migrações, Gênero e Saúde’. Continue lendo ““O tráfico de pessoas é uma das maiores violações dos direitos humanos”, afirma pesquisadora”

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O Rio é do Povo: Mutirão reforça luta contra a Hidrovia da Morte no Baixo Tocantins

Comunidades denunciam projeto como destrutivo para o território, os rios e os modos de vida. Mutirão do MAB percorreu mais de 10 comunidades no Baixo Tocantins, com atividades que fortaleceram organização popular e preparação rumo à COP30

por Anna Mathis, MAB

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizou, entre os dias 17 e 21 de junho, o Mutirão dos Atingidos do Baixo Tocantins contra a Hidrovia Tocantins-Araguaia, passando pelos municípios de Cametá, Baião e Mocajuba, com atividades também em Itupiranga e Marabá. Durante cinco dias, o mutirão percorreu comunidades quilombolas, ilhas e áreas rurais para denunciar os impactos do megaprojeto da hidrovia, esclarecer dúvidas sobre direitos garantidos pela Política Nacional dos Atingidos por Barragens (PNAB) e fortalecer a organização popular na luta em defesa do Rio Tocantins e dos territórios. Continue lendo “O Rio é do Povo: Mutirão reforça luta contra a Hidrovia da Morte no Baixo Tocantins”

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