NEPE: Nota à Comunidade Acadêmica

O Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Etnicidade (NEPE), grupo cadastrado no Diretório Geral dos Grupos de Pesquisas do CNPq e vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia do Departamento de Antropologia e Museologia da Universidade Federal de Pernambuco (PPGA/DAM-UFPE), vem manifestar seu apoio à greve dos professores/as da UFPE, deflagrada no dia 10/11/2016, e às ocupações estudantis das dependências dos diversos campi da UFPE no estado de Pernambuco, em especial as do Centro de Filosofia e Ciências Humanas/CFCH, Centro de Artes e Comunicação/CAC e Centro de Educação/CE, entendendo-as como legítimas formas de resistência e denúncia à sociedade brasileira, à exemplo do que vem ocorrendo em universidades e escolas públicas de todos os estados, os desmandos e medidas arbitrárias que vem sendo tomadas sem o necessário debate público pelo Governo Federal. Além da PEC 241 (55) e da reforma do Ensino Médio, ressaltamos as diversas medidas que restringem os direitos conquistados por povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais, assegurados na Constituição Federal de 1988, que explicitam os interesses elitistas a quem se destinam.  Continue lendo “NEPE: Nota à Comunidade Acadêmica”

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A classe média brasileira contra os pobres: dicotomias entre o “Civilizado” e o “Selvagem”

Na Voyager

O que diferencia a classe média do pobre no Brasil? Segundo o banco Credit Suisse, apenas 11% dos brasileiros podem ser considerados de classe média. O critério utilizado pelo banco é o tempo que a pessoa pode ficar sem trabalhar e não passar necessidades – no caso, dois anos. Isso significa que, para o CS, a maioria esmagadora da população brasileira é formada por trabalhadores pobres, ou seja, trabalhadores que não se podem dar ao luxo de ficarem sem vender sua força de trabalho por muito tempo. Já para o PewGlobal, 21% da população brasileira poderia ser considerada de classe média, pois estariam dentro da régua de consumo do mundo desenvolvido. Continue lendo “A classe média brasileira contra os pobres: dicotomias entre o “Civilizado” e o “Selvagem””

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Funai: militarização não!, por Egon Heck

No Cimi

Os ônibus já estão com seus motores ligados. As mentes e os corações de mais de 150 indígenas de 23 povos estão voando entre muros e espaços do poder, em Brasília. Estão ansiosos para concluir mais uma semana de intensa mobilização e luta por seus direitos. Clamores, revoltas e indignação foram povoando os céus de Brasília e ecoando entre a selva de pedra, povoada de interesses anti-indígenas e direitos das populações originárias e tradicionais do nosso país. Continue lendo “Funai: militarização não!, por Egon Heck”

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“Chega de tutela, chega de autoritarismo”: Indígenas denunciam militarização da Funai no MS à ONU e cobram Ministério da Justiça

Por Tiago Miotto (DF), no Cimi

Durante uma semana de muita mobilização, os povos indígenas foram surpreendidos nesta quinta (10) pela nomeação do coronel reformado do Exército Renato Vidal Sant’Anna para a coordenação regional da Funai em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Além de militar, Sant’Anna é fazendeiro e sua nomeação foi apoiada pelos ruralistas do estado, onde há uma das situações mais agudas de violência contra indígenas por parte de fazendeiros e suas milícias. Continue lendo ““Chega de tutela, chega de autoritarismo”: Indígenas denunciam militarização da Funai no MS à ONU e cobram Ministério da Justiça”

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Qual universidade se salvará das bombas?, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“I’d like to tell my story, before I turn into gold.”
(Leonard Cohen – A bunch of lonesome heroes)

Cerca de 190 universidades brasileiras foram ocupadas em protesto contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 55) que congela os gastos públicos por vinte anos. A Universidade Federal do Pará (UFPA), tomada pelos alunos desde o dia 7, abriu excepcionalmente suas portas para um megaevento – o 5º  Congresso Internacional de Estudos Linguísticos e Literários na Amazônia (CIELLA) realizado em Belém de 09 a 11 de novembro. Continue lendo “Qual universidade se salvará das bombas?, por José Ribamar Bessa Freire”

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Chacina de jovem negro e pobre não vale o arranhão deixado ao bater panela, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Um guarda municipal de Santo André (SP) foi preso, nesta quinta (10), sob a suspeita de envolvimento no assassinato de cinco rapazes, entre 16 e 30 anos, cujos corpos foram encontrados em uma área rural de Mogi das Cruzes. Ele teria confessado envolvimento no crime, ao criar perfis falsos de garotas nas redes sociais para atrair os jovens para uma suposta festa a fim de que fossem emboscados e mortos.

Todos eram negros. Continue lendo “Chacina de jovem negro e pobre não vale o arranhão deixado ao bater panela, por Leonardo Sakamoto”

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Brasil 2016: preparando a (nova) gestão de uma crise permanente

A caixa de Pandora foi aberta, os males estão à solta, e se engana, portanto, quem espera estabilidade. O tempo da política se acelerou. Sem ingenuidade, e com muita perspicácia, a reorganização das esquerdas precisará tirar proveito dessas eventuais janelas de oportunidade para ganhar posições relativas.

Por Edemilson Paraná, no blog da Boitempo

Ao menos desde a intensificação da escalada política que culminou no golpe parlamentar de 2016, muito parece indicar que as elites política e econômica deste país escolheram de vez uma via bastante perigosa: a da gestão à força, e sem muito espaço para novos ensaios de pacto social, de uma sociedade de crise permanente. Com essa postura, assumem o risco de incendiar o país. Continue lendo “Brasil 2016: preparando a (nova) gestão de uma crise permanente”

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Perfil de Mídia Comunitária: Boca de Favela

No Rio On Watch

Boca de Favela é uma página no Facebook que desconstrói estereótipos comuns sobre favelas, com o objetivo de ir além dos clichês e dos estigmas sociais. Os criadores da página, Mayara Ximenes, 24 e Jeandson Moreno, 23 anos, são moradores das favelas Engenho da Rainha e Muzema, respectivamente. Mayara e Jeandson planejam os conteúdos da página e capturam momentos da vida dos moradores de favelas, contando suas narrativas na legenda das fotografias publicadas, num estilo similar ao utilizado pela página Humans of New York (Humanos de Nova Iorque). Essas histórias não só capturam a diversidade dos moradores de favelas como também mostram que as favelas são vibrantes comunidades culturais. Continue lendo “Perfil de Mídia Comunitária: Boca de Favela”

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Trump, o Dr. Fantástico e os cavaleiros do Armagedom

Por Mauro Santayana, no Carta Maior

Impossível não pensar na cena final do filme Dr. Fantástico – (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb) ao descobrir, no “day after” da eleição norte-americana, que Donald Trump tinha sido eleito Presidente dos Estados Unidos. Continue lendo “Trump, o Dr. Fantástico e os cavaleiros do Armagedom”

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Judith Butler: Quem são os eleitores de Trump?

Para um mundo que está cada vez mais erroneamente caracterizado como pós-racial e pós-feminista, estamos agora vendo como a misoginia e o racismo se sobrepõem ao juízo e a um compromisso com objetivos democráticos e inclusivos – são paixões sádicas, ressentidas e destrutivas conduzindo nosso país. Temos que refletir agora sobre populismo (de direita e de esquerda), e sobre misoginia – o quão profundamente arraigada ela realmente está. Continue lendo “Judith Butler: Quem são os eleitores de Trump?”

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