A professora indígena que revolucionou as escolas rurais

Lucinda Mamani ganhou prêmio de excelência em educação por projeto de empoderamento feminino em sala de aula

Isabel Gracia – El País

Na escola de Calería, uma comunidade indígena aimará a 70 quilômetros da cidade de La Paz (Bolívia), é possível contar os livros nos dedos de uma mão. A lousa é analógica e as mesas de madeira estão amontoadas em salas de aula estreitas, onde estudam mais de cem crianças que, em muitos casos, caminham por horas com o único propósito de aprender. A comunidade, na qual vivem cerca de 150 famílias que se dedicam à produção de leite, batata e quinoa, tem eletricidade e água potável há alguns anos, mas seus habitantes ainda não sabem o que é rede de esgoto e privada. Ainda assim, assistiram recentemente à instalação de uma antena de telecomunicações, que vai abrir as janelas infinitas da Internet na região. Continue lendo “A professora indígena que revolucionou as escolas rurais”

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Campanha “Mercantilização da crise ambiental: conflitos da economia verde e os povos originários” está terminando

Faltam apenas cinco dias para o encerramento da campanha proposta por Renata Bessi, Santiago Navarro e Clayton Conn para investigar a extensão dos conflitos provocados pela mercantilização do meio ambiente e a economia verde

No Indiegogo

A crise ambiental e climática tem sido uma preocupação constante nas diversas geografias do planeta. Desde jovens e anciões, mulheres e homens até instituições, empresas e governos, há um consenso que demonstra preocupação sobre os custos ambientais provocados pelo crescimento econômico e o consumo desenfreado. Continue lendo “Campanha “Mercantilização da crise ambiental: conflitos da economia verde e os povos originários” está terminando”

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Uma esquerda latino-americana, sem a ecologia, cairá novamente na crise dos progressismos

IHU – “O progressismo aceitou os impactos ambientais dos extrativismos, já que priorizou como opção econômica a exportação de matérias-primas. Por sua vez, na medida em que aumentava a resistência cidadã a esses empreendimentos, esses regimes passaram a ignorar, rejeitar e inclusive criminalizar as organizações cidadãs que colocavam em evidência os impactos negativos desses extrativismos”, critica Eduardo Gudynas, militante em temas ambientais e de desenvolvimento, membro do Centro Latino-Americano de Ecologia Social (CLAES).

Em sua avaliação, na “íntima associação entre a justiça social e ambiental estão os maiores desafios para uma renovação das esquerdas na América Latina”. Continue lendo “Uma esquerda latino-americana, sem a ecologia, cairá novamente na crise dos progressismos”

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“Fiquei com receio de haver uma cena de violência incontrolável”, diz Suplicy

Petista deitou no asfalto para evitar a reintegração de posse em uma comunidade e acabou detido

Por Talita Bedinelli, em El País

Um dos políticos mais populares do Brasil, Eduardo Matarazzo Suplicy foi detido na manhã desta terça-feira, durante a reintegração de posse de uma comunidade, na zona oeste de São Paulo. Suplicy, ex-senador e agora candidato a vereador pelo PT deitou no asfalto e acabou detido por policiais por obstrução de Justiça. Em poucos minutos, as imagens do homem alto, de 75 anos, sendo carregado por quatro homens fardados, um em cada perna e braço, viralizou nas redes sociais. Continue lendo ““Fiquei com receio de haver uma cena de violência incontrolável”, diz Suplicy”

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Munduruku: Povo indígena desafia governo e multinacionais para barrar nova megausina na floresta amazônica

Os Mundukuru não são pessoas de muitas palavras ou de grandes sorrisos. São um povo guerreiro, um daqueles que causou mais problemas para os primeiros portugueses que se aventuraram na floresta amazônica. Cleudivaldo Karotem apenas 16 anos, uma esposa e um filho de sete meses. Ele não hesita, como os seus antepassados, diante daqueles brancos de aparência ainda mais forte do que ele: “Eu quero ficar aqui até a morte, não há há lugar melhor do que este no mundo para se viver. Ao menos para mim”. A reportagem é de Sara Gandolfi, publicada no jornal Corriere della Sera. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No IHU

Ele não sente os mosquitos na pele, não se importa de dormir em uma rede, debaixo de um teto de palha, nem de se lavar no rio e de não ter sinal de celular, que nunca possuiu. Os seus dias passam monotonamente desde sempre: a caça ao queixada, o porco selvagem, a pesca no rio, o jogo de futebol no campinho da aldeia. Uma vida tranquila, que corre o risco de ser varrida pelos ambiciosos projetos energéticos do governo brasileiro: a poucos quilômetros da aldeia de Cleudivaldo no Estado do Pará, eles querem construir uma megausina hidrelétrica de 8.400 MW, com uma barragem tão grande quanto a cidade de Nova York. Continue lendo “Munduruku: Povo indígena desafia governo e multinacionais para barrar nova megausina na floresta amazônica”

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Adiada a entrega de casas da nova Vila Autódromo, removida para a Olimpíada

Por Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

A entrega de casas da Vila Autódromo, prevista para hoje (26), foi adiada. Ao chegar ao local, moradores e membros da Defensoria Pública constataram que as obras no entorno, como calçamento, esgoto e iluminação não foram concluídas. A previsão é que seja agendada uma nova data para entrega das chaves ainda nesta semana. Os moradores serão avisados com um dia de antecedência.

Cerca de 20 famílias remanescentes da vila ao lado do antigo Autódromo de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, que resistiram à remoção das casas, para dar lugar ao Parque Olímpico. Elas receberão as novas unidades em troca de seus terrenos, como parte de acordo extrajudicial firmado por intermédio da Defensoria Pública do Estado. As antigas unidades serão demolidas. Continue lendo “Adiada a entrega de casas da nova Vila Autódromo, removida para a Olimpíada”

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À sombra da história, a memória de Ji-Paraná vira pó

Por Coletivo Preserva, Ji-Paraná

Não foi necessário muito mais do que uma hora para soterrar, de uma vez por todas, parte valiosa da história de Ji-Paraná. Por volta das 22 horas de ontem (25 de julho de 2016), uma solitária escavadeira destruiu a Catedral São João Dom Bosco e a Praça Central, que compunham o núcleo original de povoamento e urbanização da saudosa Vila Rondônia.

A trágica demolição de uma das últimas edificações que marcava a transição entre o “tempo dos seringais” e o “tempo da colonização” explicita a deliberada destruição da memória de um povo em franco processo de construção de sua identidade cultural. Continue lendo “À sombra da história, a memória de Ji-Paraná vira pó”

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MPF recomenda que DNPM recuse planos de lavras para barragens similares a de Fundão, em Mariana

O método de construção mais utilizado atualmente, a montante, oferece mais riscos de rompimento, pois é construído em cima do próprio rejeito

MPF/MG

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da força-tarefa que investiga o desastre socioambiental causado pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), recomendou ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) que se abstenha de aprovar plano de lavra onde há necessidade de barragens de contenção de rejeitos de mineração pelo método de alteamento a montante, de modo a evitar a elevação da barragem sobre o próprio rejeito.

O órgão também somente deve analisar os aspectos de segurança dos novos projetos de ampliação ou alteração de barragens de rejeitos de mineração após a anuência do órgão de licenciamento ambiental competente. Continue lendo “MPF recomenda que DNPM recuse planos de lavras para barragens similares a de Fundão, em Mariana”

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Juventude Kaiowa e Guarani: entre o rap, a reza e a retomada

Por Cimi/MS

No maior encontro de juventude Kaiowa e Guarani que se tem registro, cerca de 300 indígenas se reuniram entre os dias 21 e 24 e julho no tekoha Takuaraty/Yvykuarusu, em Paranhos (MS), fronteira com o Paraguai, para realizar a Retomada da Aty Jovem (RAJ).

Batizada assim por um coletivo de jovens indígenas, a RAJ nasce das grandes assembleias do Aty Guasu Guarani e Kaiowa, e vem ao encontro das últimas mobilizações indígenas na ocupação de seus territórios tradicionais. Continue lendo “Juventude Kaiowa e Guarani: entre o rap, a reza e a retomada”

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Bancos públicos devem recusar financiamento a empregadores que utilizam trabalho escravo, recomenda PFDC

O pedido foi feito pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e Procuradoria dos Direitos do Cidadão em Rondônia

Por PFDC/MPF

O Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco da Amazônia receberam recomendação do Ministério Público Federal para que não concedam empréstimos ou financiamentos com recursos públicos ou subsidiados pelo Poder Público a empregadores flagrados e autuados pela prática de submissão de trabalhadores a condições análogas à de escravo.

Assinada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e pela Procuradoria dos Direitos do Cidadão em Rondônia, a recomendação solicita que as instituições financeiras adotem todas as providências administrativas e cíveis para a imediata rescisão dos contratos de empréstimos e financiamentos concedidos com recursos públicos a empregadores que constem na chamada “lista suja” do trabalho escravo. Continue lendo “Bancos públicos devem recusar financiamento a empregadores que utilizam trabalho escravo, recomenda PFDC”

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