Zizek e a banalidade do mal, sob o capitalismo

Para filósofo, “Panama Papers” revelam: sonegar, esconder dinheiro eespecular não são perversidades de gananciosos – mas a regra do jogo, no sistema

Por Slavoj Zizek | Tradução: Antonio Martins – Outras Palavras

A única coisa de fato surpreendente no vazamento dos Panama Papers é que não há, neles, surpresa alguma. Eles não mostraram exatamente o que esperávamos encontrar? Sim, uma coisa é saber sobre contas offshore em geral, e outra é ver a prova concreta. É como se alguém soubesse que seu parceiro está saindo com outra pessoa – é possível aceitar a consciência abstrata do fato, mas a dor emerge ao saber dos detalhes picantes. E ao ter contato com as fotos… Agora, com os Panama Papers, estamos chocados com algumas das imagens sujas da pornografia financeira dos super-ricos, e não podemos mais fingir que não sabemos. Continue lendo “Zizek e a banalidade do mal, sob o capitalismo”

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O Brasil é feito da resistência de gente anônima que apanha, mas fica em pé, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

O Brasil é um rapaz que nasce, negro e pobre, no extremo da periferia e, apesar de todas as probabilidades contrárias, chega à fase adulta.

É um vendedor ambulante que sai de casa às 4h30 todos os dias e só volta tarde da noite, mas ainda arranja tempo para ser pai e mãe.

É a jovem que, mesmo assediada no supermercado onde trabalha, não tem medo de organizar os colegas por melhores condições. Continue lendo “O Brasil é feito da resistência de gente anônima que apanha, mas fica em pé, por Leonardo Sakamoto”

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Movimentos sociais protestam pelo Twitter contra restrições da lei da Olimpíada

Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil

Organizações e movimentos sociais fizeram ontem (13), por meio do Twitter, uma manifestação para chamar a atenção da sociedade para o Projeto de Lei da Câmara 2/2016, chamado de Lei Geral das Olimpíadas, e para reivindicar o veto pela presidenta Dilma Rousseff.

Os manifestantes fazem parte da plenária Jogos da Exclusão, que procura denunciar e interromper os efeitos da competição. Para isso, lançaram a campanha #VetaLeiOlímpica, para pressionar a presidenta a não aceitar o texto aprovado pelo Congresso e enviaram várias mensagens para ela. Continue lendo “Movimentos sociais protestam pelo Twitter contra restrições da lei da Olimpíada”

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Somos todas (des)iguais – As mulheres negras e o zika vírus

Luciana Brito* – População Negra e Saúde

Nenhuma de nós sabe ao certo ainda o que é o Zika vírus e muito tem se especulado sobre a associação entre o mosquito e a microcefalia. Do nosso lugar de feministas negras, militantes do movimento de mulheres negras, nosso papel é pensar como os casos de microcefalia e o debate sobre o aborto, assim como os discursos de uma moral feminina, afeta de maneira cruel todas as mulheres, mas principalmente as mulheres negras e pobres.

Algum tempo atrás, um desses programas da TV mostrava o drama das mulheres grávidas. Apavoradas, e com razão, descreviam suas táticas para se proteger do mosquito: repelentes, ar condicionado, roupas que cobriam todo o corpo. Outras, privilegiadas, é certo, abandonavam o país. Outras privilegiadas, no exterior, adiavam a vinda para o Brasil. Continue lendo “Somos todas (des)iguais – As mulheres negras e o zika vírus”

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Não há novidades para os pobres

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

A política brasileira deverá definir nesse domingo os destinos da presidência. Num processo de impedimento no qual a ré – no caso, a presidenta Dilma – cometeu crime algum, o “tribunal” armado no Congresso parece não levar em conta a lei. Nenhum argumento legal se sustenta na acusação de responsabilidade que se tenta imputar à Dilma.

O trabalho da comissão que se definiu pela continuidade do processo de impedimento, que chega ao plenário nesse domingo,  foi uma algaravia sem sentido, uma espécie de joguinho de cartazes, no qual o que estava em jogo era a capacidade performática de cada grupo. Tudo muito bem acompanhado pela mídia que deu foco naquilo que era de seu interesse, ou seja, a formação de uma opinião pública favorável ao impedimento, ainda que não haja nada que comprove qualquer irregularidade. Pelo contrário, numa comissão, na qual mais da metade dos deputados está envolvida em corrupção, a figura da presidente Dilma é a única que não aparece em qualquer lista ou  caso de corrupção. Continue lendo “Não há novidades para os pobres”

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A luta não para e não vai parar [Excelente!]

Por Pedro Pulzatto Peruzzo, no Justificando

Tenho assistido, participado e incentivado grupos de juristas que se valem de suas funções para fazer oposição à opressão que a pequena parcela rica da população está colocando em curso cada dia com mais vigor no país. Em 2013, surgiram os Advogados Ativistas, que acompanharam com pouquíssimo ou nenhum apoio da OAB as manifestações populares em São Paulo e ainda foram presos e agredidos pela Polícia Militar. Jovens dispostos a fazer valer a Constituição na rua e não sentados em cadeiras de veludo reverenciando coronéis e aristocratas. Continue lendo “A luta não para e não vai parar [Excelente!]”

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Hidrelétricas na Amazônia: um mau negócio para o Brasil e para o mundo

Greenpeace Brasil

A construção de grandes hidrelétricas na Amazônia tem sido apresentada como indispensável para garantir o crescimento do país. No entanto, exemplos recentes de instalação dessas usinas na maior floresta tropical do mundo estão mostrando que, na realidade, elas não passam de uma falsa solução – e estão longe de ser limpas ou sustentáveis.

Atropelamento de direitos humanos, impactos profundos na biodiversidade e nas comunidades tradicionais, violação de leis e acordos internacionais e denúncias de corrupção generalizada (como se viu a partir de depoimentos  da Operação Lava Jato sobre a usina de Belo Monte, no Rio Xingu) são alguns exemplos que têm caracterizado a construção de hidrelétricas na região. Além de todos esses problemas, as usinas instaladas em áreas de floresta tropical emitem quantidades consideráveis de gases de efeito estufa – dióxido de carbono e metano – como resultado da degradação da vegetação alagada e do solo.  Com todos esses impactos na balança, é impossível classificar as hidrelétricas como energia limpa. Continue lendo “Hidrelétricas na Amazônia: um mau negócio para o Brasil e para o mundo”

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Usinas do Tapajós podem causar contaminação de pescadores e morte de peixes em massa

Enquanto o estudo de impacto ambiental foi considerado insuficiente pelo Ibama, especialistas apontam a riqueza ambiental e social que seria destruída pelas usinas projetadas para o Pará

Tatiana Farah, Repórter Brasil

Contaminação por mercúrio, matança de peixes, desmatamento, remoção de comunidades e alterações no rio Tapajós devem ser o saldo amargo deixado pela construção de um conjunto de hidrelétricas na bacia do rio Tapajós, no Pará. A maior delas é a usina de São Luiz do Tapajós, que vai consumir R$ 30 bilhões e remover pelo menos 2,5 mil pessoas de comunidades tradicionais e aldeias indígenas, além de alterar o meio ambiente e a economia local de toda a região. Para conhecer a vida do rio e dos pescadores que estão na rota das usinas, a Repórter Brasil navegou por 280 quilômetros do Tapajós durante dez dias. Continue lendo “Usinas do Tapajós podem causar contaminação de pescadores e morte de peixes em massa”

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TRF derruba decisão que barrou nomeação do ministro da Justiça

Por André Richter, repórter da Agência Brasil

A segunda instância da Justiça Federal derrubou hoje (13) decisão que suspendeu a nomeação do ministro da Justiça, Eugênio Aragão. A decisão, em caráter liminar, foi proferida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), desembargador Cândido Ribeiro, e atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Na decisão, o magistrado entendeu que o ministro deve continuar no cargo até decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF). Continue lendo “TRF derruba decisão que barrou nomeação do ministro da Justiça”

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MPF/AM: atendentes de bancos e órgãos públicos de São Gabriel da Cachoeira terão oficinas sobre cultura e modos de vida de indígenas da região

Capacitações são objeto de recomendação do Ministério Público Federal expedida para evitar atendimento discriminatório ou inadequado aos indígenas nessas instituições

MPF/AM

Uma série de oficinas programadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai), à Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), por recomendação do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), levarão informações a agentes públicos que oferecem atendimento no município de São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros de Manaus) sobre os modos de vida e as peculiaridades culturais dos povos indígenas da região do rio Negro. Continue lendo “MPF/AM: atendentes de bancos e órgãos públicos de São Gabriel da Cachoeira terão oficinas sobre cultura e modos de vida de indígenas da região”

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