Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul contra o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), na última quarta-feira, 13, o presidente da entidade, o arcebispo de Porto Velho (RO) dom Roque Paloschi, negou as acusações de que o Cimi incita, organiza e financia ocupações de terra no estado. Ainda, o dignatário eclesiástico reafirmou o compromisso da organização com a luta dos povos indígenas pela vida e pelos direitos constitucionalmente garantidos em séculos de resistência.
Dom Roque explicou que, entre outras questões que mobilizam o Cimi a atuar entre os indígenas, a desigualdade e a violência sofrida por eles no país são centrais. “Os dados das violências contra os povos indígenas no Brasil e também no Mato Grosso do Sul falam mais alto do que tudo”, afirmou aos deputados que compõem a Comissão. Paulo Correa (PR) e Mara Caseiro (PSDB) questionaram sobre a validade das estatísticas de violência (regularmente publicadas pela entidade em relatórios públicos), argumento que baseia a necessidade do Cimi em atuar junto às comunidades indígenas no país e, sobretudo, no estado. Continue lendo “Presidente do Cimi nega acusações contra a entidade e reafirma compromisso com povos indígenas”










