Um País que não ama suas meninas e suas mulheres

Viviana Santiago* – Huffpost Brasil

Aos meus ouvidos chega a notícia: no Rio de Janeiro, uma menina foi vitima de um estupro coletivo. Mas diante de toda a comoção que se gera na sociedade, me quedo com uma inquietação: Por que diante de todas as denúncias apresentadas, por que diante do vídeo, do relato, do corpo massacrado, ao invés de buscar encontrar os culpados, parte significativa da sociedade vem usando sua energia para destacar a participação ativa da adolescente e sua culpa no ocorrido?

Diante da notícia desse, mas também dos outros estupros coletivos vivenciados no Brasil (não nos esqueçamos de Castelo do Piauí), pode-se ver o mesmo movimento social: denúncia, profunda comoção frente a divulgação da notícia e, em seguida, a divisão da sociedade em quatro grupos plenamente visíveis: o primeiro grupo busca encontrar a culpa das vítimas nesse processo, o segundo grupo procura naturalizar o crime como se homens fossem seres incapazes de conter seus desejos sexuais, um terceiro grupo que pensa que casos como esse são isolados e não representam nenhum aspecto da prática da sociedade, além de um quarto grupo que desde o primeiro momento vai demarcar esse tipo de crime como violência sexista e de gênero. Continue lendo “Um País que não ama suas meninas e suas mulheres”

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Os 12 produtos mais perigosos criados pela Monsanto

Do Resumen Latino americano* / ContraOsAgrotóxicos

1. Sacarina. John Francisco Queeny fundou a “Monsanto Chemical Works”, com o objetivo de produzir sacarina para Coca-Cola. Estudos realizados durante a década de 1970 mostraram que este químico produz câncer em ratos e outros mamíferos de testes. Porém, depois descobriu-se que causa o mesmo efeito em humanos, Monsanto subornou médicos e instituições para seguir comercializando-a.

2. PCBs. Durante a década de 1920, a Monsanto começou a expandir sua produção química mediante bifenilos policlorados (PCB), para produzir fluídos refrigeradores de transformadores elétricos e motores. Cinquenta anos depois, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) publicou um informe citando os PCBs como causa do câncer em animais, e com provas adicionais indicou que estes produzem câncer em seres humanos. Quase 30 anos depois dos PCBs serem proibidos nos EUA, este químico segue aparecendo no sangue das mulheres grávidas, como informou um estudo de 2011. Em muitas áreas da Argentina ainda utilizam os PCBs. Continue lendo “Os 12 produtos mais perigosos criados pela Monsanto”

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Para compreender o mundo indígena: entrevista com Yawara-t Marulanda, do povo Kokama

No Instituto de Estudos Latino-Americanos

O Brasil vive desde há anos o fortalecimento do movimento indígena autônomo e radical. A proposta de uma emenda constitucional (PEC 215) que retira da presidência a prerrogativa de definir as demarcações jogando a decisão para o Congresso Nacional levantou os povos numa luta renhida. Afinal, os indígenas sabem muito bem o que está em jogo: a cobiça do empresariado rural pela terra.

Diante do avanço do agronegócio para regiões como o cerrado e a Amazônia, e da construção das grandes obras hidrelétricas, dezenas de povos originários estão ameaçados de perder seus territórios. Continue lendo “Para compreender o mundo indígena: entrevista com Yawara-t Marulanda, do povo Kokama”

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Ollie Johnson, cientista político: ‘O racismo segue vivo e perigoso no Brasil e nos EUA’

Professor de Estudos Afroamericanos na Wayne University (Detroit) esteve no Rio para pesquisa e para falar sobre o Partido dos Panteras Negras, em seminário na UFRJ

Em O Paraná

“Nasci e cresci em Atlantic City, Nova Jersey. Eu me graduei em Estudos Afroamericanos e Relações Internacionais na Brown University, onde estudei português. Vim para cá e me apaixonei pelo país. Fiz mestrado em estudos brasileiros e fui à Berkley, para mestrado e doutorado em Políticas Sociais.” Continue lendo “Ollie Johnson, cientista político: ‘O racismo segue vivo e perigoso no Brasil e nos EUA’”

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As instituições estão funcionando. Aos tapas

Por Fernando Brito, em Tijolaço

O leitor de notícia que não o faz através dos blogs ficou sem saber porque e para quem era o destampatório feito ontem pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, contra “”figuras de expressão nacional que deveriam guardar imparcialidade e manter decoro ”

A nossa grande imprensa, chapa mais branca do que nunca com este governo certamente acha normal o mais alto representante do Ministério Público  e um ministro do Supremo estapearem-se verbalmente em público. Se bobear, diz até que “é sinal de que as instituições estão funcionando”. Continue lendo “As instituições estão funcionando. Aos tapas”

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Depois dos vazamentos, por Janio de Freitas

Na Folha

As considerações do procurador-geral Rodrigo Janot, em resposta às feitas sobre seu pedido de prisão de José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá, foram exaltadas (com certa razão), mas sem o essencial. Sua indignação com insinuações de planos eleitorais e com a atribuição do vazamento à própria Procuradoria da República –sugestão que envolve o ministro Gilmar Mendes– leva-o ao propósito de identificar as respectivas origens. O que muitos consideram já vir tarde. E, a ser feito mesmo, deve começar por reconhecer o direito dos jornalistas (os profissionais, que são os jornalistas de fato) ao sigilo sobre suas fontes de informação. Lembrança necessária em tempos de arbitrariedades judiciais. Continue lendo “Depois dos vazamentos, por Janio de Freitas”

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Decepção, por Luis Fernando Veríssimo

“… não veremos a foto, tão esperada, do Cunha conduzido pelo japonês bonzinho.”

Em O Globo

Temos todo o direito de nos sentir logrados. Primeiro, foi a decisão de poupar o Neymar e não convocá-lo para a Copa América, privando-nos da sua arte num time notoriamente carente de artistas. Depois, veio a suspensão da Maria Sharapova dos torneios de tênis por dois anos.

Dois anos sem aqueles cabelos loiros esvoaçantes, dois anos sem aqueles saiotes curtos, dois anos sem aquelas pernas longas. Nos sonegaram a maravilha. Continue lendo “Decepção, por Luis Fernando Veríssimo”

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Carta da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil ao STF sobre a vaquejada

Excelentíssimos Senhores Ministros do Colendo Supremo Tribunal Federal,

Os professores de Direito Ambiental que esta carta subscrevem, integrantes da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil, extremamente preocupados com os rumos do julgamento em curso da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4983, por meio da qual o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, questiona a validade da Lei 15.299/2013, do Estado do Ceará, vêm à presença de Vv.Ee. apresentar as seguintes ponderações:

01. Ninguém ignora que haja quem considere maltratar um animal uma forma válida de diversão, uma atividade cultural ou desportiva. Da mesma forma, há também quem ache que subjugar uma mulher é uma conquista do homem, que espancar uma criança é um direito dos pais e que encarcerar um idoso num quarto é uma solução prática para os dias atuais. Continue lendo “Carta da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil ao STF sobre a vaquejada”

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Brasil se junta ao cenário global e instaura uma ditadura da plutocracia

Por Márcio Sotelo Felippe, em Justificando

Nosso imaginário político ainda não se adaptou  às mudanças da realidade. Estamos habituados a compreender ditaduras como formas políticas em que não há mecanismos de representação, em que o poder é escancaradamente autoritário, com um Judiciário submisso e manietado, liberdades públicas e direitos fundamentais violados como política legalizada de Estado. Ditaduras seriam, pois, as de Franco, Salazar, Pinochet, as dos militares brasileiros e argentinos nas décadas de 60/70, etc.

Em nosso imaginário, o afastamento da presidenta eleita com 54 milhões de votos seria, assim, algo como um acidente de percurso da democracia brasileira, com algumas violações pontuais da Constituição. Continue lendo “Brasil se junta ao cenário global e instaura uma ditadura da plutocracia”

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Não se morre de frio, mas de especulação imobiliária e ausência do Estado, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Toda vez que o capeta deixa a porta do freezer aberta em São Paulo, lembro da quantidade de imóveis que têm como inquilinos ratos e baratas, visando à especulação imobiliária, enquanto há pessoas virando picolé do lado de fora. Ou gente que dorme sob temperaturas de conservar sorvete em barracos, cortiços e habitações precárias.

O déficit qualitativo e quantitativo de habitação poderia ser drasticamente reduzido se imóveis trancados por portas de tijolos e terrenos vazios pudessem ser desapropriados e destinados a quem precisa – gratuitamente ou a juros abaixo do mercado, dependendo do nível de pobreza em questão. Continue lendo “Não se morre de frio, mas de especulação imobiliária e ausência do Estado, por Leonardo Sakamoto”

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