História: Por que os cientistas da Fundação Oswaldo Cruz foram cassados?

Por Keila Maia. na Fiocruz

Para tentar entender os motivos que teriam levado à cassação dos pesquisadores, é preciso voltar no tempo e lembrar as origens do Instituto. O livro Manguinhos – do sonho à vida-, coordenado por Jaime Benchimol, relata que quando a Fiocruz ainda era Instituto Soroterápico, Oswaldo Cruz conseguiu fazer arranjos que permitiram conciliar a pesquisa básica com a aplicada. Ou seja, produziam-se as vacinas, atendendo aos interesses governamentais mais imediatos e, com os recursos provenientes dessa produção, eram oferecidas condições e infraestrutura para que os cientistas trabalhassem nos estudos que considerassem relevantes. Foi assim durante muito tempo, até mesmo após a morte de Oswaldo Cruz. Mas aí veio o Estado Novo (em 1937), adotando uma política administrativa centralizadora e, com isso, o Instituto perdeu autonomia financeira. Os conflitos internos causados pelas divergências em torno do que deveria ser prioridade começaram a aparecer e, com o passar do tempo, foram acentuados. Continue lendo “História: Por que os cientistas da Fundação Oswaldo Cruz foram cassados?”

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Fiocruz lança manifesto pela democracia e pelo Estado de Direito

Manifesto do Conselho Deliberativo da Fiocruz em defesa da democracia e do Estado de Direito

O difícil momento pelo qual passa a sociedade brasileira requer serenidade de todos, em especial das lideranças e das instituições públicas, para que a superação dos desafios que se apresentam na atual conjuntura seja permeada pelo fortalecimento da democracia e pela inadmissibilidade de quaisquer retrocessos nos direitos de cidadania conquistados pelos brasileiros.

A Fundação Oswaldo Cruz, instituição atingida diretamente pela ditadura instaurada em 1964 – cuja intolerância ao pensamento crítico levou à perseguição e à cassação de cientistas -, e que lutou pela construção da democracia e pela saúde como um direito universal, vem manifestar sua preocupação diante do grave quadro político do país, com iminente ameaça às regras democráticas e ao Estado de Direito. Tais regras pressupõem o equilíbrio entre os poderes republicanos, o respeito à manifestação popular através do voto e aos trâmites políticos legais.  Continue lendo “Fiocruz lança manifesto pela democracia e pelo Estado de Direito”

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Povos Indígenas e O desconhecimento do Brasil

A terra é sagrada, defender as comunidades é garantir a base das culturas tradicionais, sem elas somos árvores com raízes cortadas. O maior abismo entre a sociedade nacional e os povos indígenas é o desconhecimento do Brasil que nada descobriu em tantos anos.

Redação Yandê

Na última quinta-feira, dia 31, o ministro Aldo Rebelo, em seu depoimento na CPI que investiga Funai e o Incra, falou sobre setores da antropologia, dominação das populações indígenas e o abismo da sociedade e os povos. Continue lendo “Povos Indígenas e O desconhecimento do Brasil”

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Os desafios da Telesur, por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

Quando Hugo Chávez começou a virar a bússola da América Latina para o sul, um dos pontos no qual mais batia era o da comunicação. Como podia o povo de “nuestra América” receber o midiático braço armado do sistema capitalista, a CNN, diuturnamente em suas casas, e não ter um instrumento de comunicação que pudesse dizer a sua voz? Sua pergunta abissal!

E foi a partir daí que Chávez começou a esboçar o sonho de uma rede de televisão que pudesse mostrar a cara da América Latina e ser o espaço privilegiado para a expressão dessas vozes, sempre silenciadas, escondidas ou marginalizadas na mídia comercial. O golpe na Venezuela, em 2001, deixou muito claro o papel manipulador dos meios comerciais e fortaleceu, tanto no governo venezuelano quanto nas gentes, a ideia de que o espaço da comunicação é uma trincheira estratégica de luta. Continue lendo “Os desafios da Telesur, por Elaine Tavares”

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Governo destina 56 mil hectares para reforma agrária e territórios quilombolas

Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff assinou, nesta sexta-feira (1º), 25 decretos de desapropriação de imóveis rurais para reforma agrária e regularização de territórios quilombolas, no total de 56,5 mil hectares. Segundo Dilma, 21 decretos vão assegurar 35,5 mil hectares de terras para a reforma agrária em 14 estados.

Na cerimônia no Palácio no Planalto, também foram assinados quatro decretos de regularização de territórios quilombolas, atendendo a 799 famílias no Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte e Sergipe, somando 21 mil hectares. Um hectare corresponde aproximadamente às medidas de um campo de futebol oficial. Continue lendo “Governo destina 56 mil hectares para reforma agrária e territórios quilombolas”

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Entidades conclamam sociedade brasileira para busca de soluções pacíficas para a crise

“Ninguém pode agredir um filho e uma filha de Deus”, afirma dom Leonardo em evento

Na CNBB

Durante evento de assinatura da Conclamação ao Povo Brasileiro, iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada nesta sexta-feira, 1º, com participação do Ministério da Justiça, da Procuradoria Federal dos Direitos dos Cidadãos e do Instituto dos Advogados Brasileiros, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência, dom Leonardo Ulrich Steiner, ressaltou a necessidade de diálogo nas diferenças de pensamento e de respeito à pessoa humana. “Para nós que temos o Evangelho como livro de vida, cada pessoa humana é um filho e uma filha de Deus. E ninguém pode agredir um filho e uma filha de Deus, seja por meio da palavra ou de uma agressão física”, declarou. Continue lendo “Entidades conclamam sociedade brasileira para busca de soluções pacíficas para a crise”

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CNBB e Entidades assinam Conclamação Dirigida ao Povo Brasileiro

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Ministério da Justiça, o Ministério Público Federal e o Instituto dos Advogados Brasileiros assinaram, na manhã desta sexta-feira, 1º de abril, Conclamação Dirigida ao Povo Brasileiro, na qual exortam a busca permanente de solução pacífica para a crise.

No texto, as entidades conclamam “todos os cidadãos e cidadãs, comunidades, partidos políticos e entidades da sociedade civil organizada a fazer sua parte e cooperar para este mesmo fim, adotando, em suas manifestações, a busca permanente de soluções pacíficas e o repúdio a qualquer forma de violência, convictos de que a força das ideias, na história da humanidade, sempre foi mais bem-sucedida do que as ideias de força”. Continue lendo “CNBB e Entidades assinam Conclamação Dirigida ao Povo Brasileiro”

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Nota da CPT/MG sobre despejo de 84 famílias que ocupavam a fazenda Marilândia, em Manga

Despejo cruel de 84 famílias que há 18 anos ocupavam, viviam e produziam na fazenda Marilândia, em Manga no Norte de MG: injustiça, violência agrária, inconstitucionalidade, um rio de lágrimas às margens do Velho Chico.

No Blog do Frei Gilvander

REPRESENTAÇÃO-DENÚNCIA à:

Ouvidoria Agrária Nacional e Comissão Nacional de Combate à violência no Campo: Desembargador Dr. Gercino José da Silva Filho; Ministério Público de MG área de conflitos agrários: Procurador Dr. Afonso Henrique de Miranda; Defensoria Pública de MG área de Direitos Humanos e conflitos agrários: Dra. Ana Cláudia Alexandre; Secretarias Nacional e Estadual de Direitos Humanos: Dep. Dr. Nilmário Miranda e Profa. Dra. Nilma Lino Gomes; INCRA nacional e INCRA/MG: Superintendente Dr. Gilson Souza e Dra. Maria Lúcia Falcón;Comissões de Direitos Humanos da OAB/MG e da Assembleia Legislativa de MG: Dr. Wiliam Santos e deputado Cristiano Silveira; E todas as autoridades implicadas, Movimentos sociais, imprensa e pessoas de boa vontade.

Dias 29 e 30 de março de 2016, a Vara Agrária de MG/TJMG, o Governo de Minas Gerais (do PT), a PM/MG, o INCRA, por omissão, o filho do antigo proprietário, Aulos Dias Thales, e os representantes do atual proprietário dono da Rede de Supermercado BH (latifúndio na cidade e no campo), senhores Ivanilton Ferreira Mota, gerente, e o advogado Roberto Lima Neves despejaram pela 11ª vez, de forma injusta e inconstitucional, 84 famílias Sem Terra que há 18 anos ocupavam a Fazenda Marilândia, no município de Manga, no Norte de Minas. Um latifúndio de 2.212 hectares com sérios indícios de grilagem de terra, indícios graves de ser terra devoluta, terra de ausentes e desconhecidos. A Santa Casa teria sido uma das proprietárias da fazenda no passado, indícios de documentação esquentada em cartório. E, latifúndio que não cumpria sua função social. Continue lendo “Nota da CPT/MG sobre despejo de 84 famílias que ocupavam a fazenda Marilândia, em Manga”

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O impeachment, a Globo e o golpe: uma análise jurídica do caso

Por Geraldo Prado, em Justificando

Em outubro de 2015, o Professor Juarez Tavares e eu apresentamos parecer sobre o processo de impeachment da Presidente da República e afirmamos que alguns dos processos de impeachment de presidentes, na América Latina, nas duas últimas décadas, foram empregados como substitutos dos golpes de estado aplicados no Continente pelas Forças Armadas ao longo do século XX.

Sustentamos na ocasião – e segue sendo nossa opinião – que verificadas determinadas variáveis, contata-se que o processo de impeachment é desvirtuado e se converte em golpe legislativo, algo que é possível acontecer, por exemplo, no contexto do atual processo de impeachment a que está submetida a Presidente da República, porque não há justa causa na acusação a ela da prática de crime de responsabilidade. Continue lendo “O impeachment, a Globo e o golpe: uma análise jurídica do caso”

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Atos reforçam repúdio a tentativas de derrubar o governo, mas cobram nova política

Manifestantes esperam por mudanças na política econômica, mas também defendem legalidade e democracia, na passagem dos 52 anos do golpe que derrubou o governo Jango

por Redação RBA,  na IHU

Os setores da sociedade contrários ao impeachment, que identificam nesse processo uma tentativa de golpe para derrubar um governo legitimamente eleito e que não cometeu crime de responsabilidade, reuniram centenas de milhares de pessoas pelo país hoje (31), para mostrar que nem todos são favoráveis à retirada da presidenta Dilma Rousseff. Embora façam críticas ao governo e suas políticas, esses movimentos defendem a legalidade e a normalidade democrática, ao mesmo tempo em que cobram medidas para recuperar a atividade econômica e retomar o crescimento. A pauta da Frente Brasil Popular e da Frente Povo sem Medo era clara: em defesa da democracia e dos direitos trabalhistas, contra o golpe e por outra política econômica. Continue lendo “Atos reforçam repúdio a tentativas de derrubar o governo, mas cobram nova política”

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