Paulo Emanuel Lopes – Adital
Com base nos dados obtidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ministério do Trabalho, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado ao governo federal, divulgam a análise Mulheres e trabalho: breve análise do período 2004-2014. O estudo aponta que, entre 2004 e 2014, houve uma diminuição no desequilíbrio profissional entre homens e mulheres, no Brasil. Entretanto, a desigualdade ainda não foi superada.
De acordo com a nota, no período citado, a renda do brasileiro em geral aumentou cerca de 50%. Nesse mesmo período, o aumento do rendimento das mulheres negras chegou a 77%, enquanto o das mulheres como um todo obteve um incremento na ordem de 61%. Entretanto, os homens continuam ganhando mais – e, se forem brancos, a diferença aumenta. As mulheres negras, por seu lado, continuam ocupando a ponta oposta da hierarquia profissional, com a menor média salarial: R$ 946 (2014). Continue lendo “No Brasil mulheres negras continuam sendo as menos remuneradas no trabalho”










