Perguntar não faz mal, por Antonio Claret Fernandes

Em Combate Racismo Ambiental

Quem acumula capital explorando minério e a classe trabalhadora por quase uma centena de anos, levando a riqueza e deixando a miséria, e as crateras, junto com o lixo do rejeito, chantageando o Estado Brasileiro e as diversas esferas de Governo, querendo nos fazer acreditar que nós dependemos das mineradoras, quando, na verdade, elas é que dependem de nós, sugando nosso sangue e nossos bens naturais?

Quem permitiu tamanha negligência, fazendo romper a barragem de Fundão, no dia 5 de novembro, e que tartaruga é essa que, mesmo a lama chegando a Barra Longa 11 horas depois desse crime, ainda pega o povo de surpresa?  Continue lendo “Perguntar não faz mal, por Antonio Claret Fernandes”

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Fomos treinados para o preconceito. Libertar-se disso pode ser assustador, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Deve ser assustador para uma pessoa que cresceu no seio da tradicional família brasileira, foi educada em escolas com métodos e conteúdos convencionais e espiritualizada em igrejas e templos conservadores, conviveu em espaços de socialização que não questionam o passado apenas o reafirmam e, é claro, assistiu a muita, muita TV, de repente, ser bombardeada com novas “regras” e “normas” de vivência, diferentes daquelas com as quais está acostumada.

Ouvi um desabafo sincero do pai de uma amiga que não entendia como as coisas estavam mudando assim tão rápido. Ele reclamava que tirar uma da cara do “amigo que era mais gordinho” era só “coisa de criança” e não bullying passível de punição. “A sociedade está ficando muito chata”, disse desconsolado. Continue lendo “Fomos treinados para o preconceito. Libertar-se disso pode ser assustador, por Leonardo Sakamoto”

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As treze avós indígenas, por José Ribamar Bessa Freire

Em Taqui Pra Ti

As avós tem cheiro, mas só os netos podem farejar. A vovó Marelisa trazia impregnado na pele o inebriante aroma de tabaco e café que persiste na memória olfativa, ainda hoje, 60 anos depois. Ela e seu cachimbo, ela e o pilão onde moía café, ela no sobrado da rua Monsenhor Coutinho naquela Manaus de outrora. Já a vovó Filó tinha um inexplicável cheiro de terra molhada, misturado com priprioca – um perfumado capim amazônico, cuja raiz usava em infusões para curar sua eterna enxaqueca. Como era bom mergulhar a cabeça no regaço delas. Era muito bom. Era sim. Continue lendo “As treze avós indígenas, por José Ribamar Bessa Freire”

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De absurdo em absurdo: “Audiência discute transposição do Rio Tocantins para o São Francisco”

Audiência ocorreu nesta sexta (15) na Câmara de Vereadores de Petrolina. Projeto recebeu muitas críticas, principalmente dos ambientalistas.

G1 Petrolina

Uma audiência pública foi realizada nesta sexta-feira (15) em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. O encontro, que aconteceu na Câmara de Vereadores, foi para discutir a interligação do Rio Tocantins com o São Francisco e esclarecer os detalhes do projeto que é de autoria do deputado federal Gonzaga Patriota [PSB PE]. Continue lendo “De absurdo em absurdo: “Audiência discute transposição do Rio Tocantins para o São Francisco””

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Racismo na Globo revolta alunos e professores

Um comentário do jornalista Alexandre Garcia, ex-porta-voz da ditadura militar, na Globo do Distrito Federal, provoca imensa revolta em alunos e professores de escolas públicas, bem como na comunidade acadêmica. Garcia afirmou que os cotistas que entram na Universidade de Brasília (UnB) não possuem méritos e estão lá por “pistolão”, muito embora estudos comprovem que os cotistas vêm tendo desempenho melhor do que os não cotistas. “Quem ascendeu na carreira com favores e migalhas dos plutocratas só pode enxergar nos outros os vícios que carrega”, diz o estudante João Marcelo; a professora Flávia Helen, que atua na rede pública do Distrito Federal, avisa: “É só o começo. Nós vamos invadir sua praia e você será atendido por médicas e advogados negros” Continue lendo “Racismo na Globo revolta alunos e professores”

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Proteção de terras indígenas em RO e MT recebe R$ 8 milhões

BNDES aprovou a liberação de recursos do Fundo Amazônia para a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé

Portal Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a liberação de R$ 8,2 milhões do Fundo Amazônia para a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé implementar os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) das Terras Indígenas (TIs) Igarapé Lourdes e Zoró. São terras indígenas que ficam entre Rondônia e Mato Grosso.

Situadas no Corredor Etnoambiental Tupi-Mondé, essas terras indígenas correspondem a uma área de 541 mil hectares, na qual vivem 1,5 mil indígenas de três etnias. As regiões sofrem constantes ameaças de invasores interessados em retirar madeira ou realizar atividades de pesca nos rios daquela área, e esta é uma das ameaças que serão enfrentadas com a concretização do plano.

Além da instalação de um sistema de vigilância territorial, serão realizadas ações para fortalecer cadeias de produção sustentável, que produzirão farinha de mandioca, banana e peixes, e a construção de um Centro de Referência Indígena, onde funcionará um “Museu da Memória” e uma “Maloca Digital”. Esse Centro tem a finalidade de proporcionar uma infraestrutura de uso coletivo para fortalecimento da cultura indígena das comunidades.

Integridade

A Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé é uma Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) cuja missão é buscar a harmonia entre o elemento humano e a natureza, preservar a integridade dos povos indígenas e sua cultura e contribuir para o desenvolvimento ambiental sustentável. A associação atua em Rondônia, Mato Grosso, Amazonas e Pará.

As atividades da associação incluem, entre outras, a elaboração e o desenvolvimento de planos de gestão de terras indígenas e de manejo de florestas, de projetos de vigilância e fiscalização de terras indígenas e de parques nacionais, laudos de impacto ambiental, apoio à produção, educação ambiental, avaliações ecológicas, desenvolvimento de projetos de carbono e de políticas públicas.

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Vila Autódromo às vésperas de violentos abusos de Direitos Humanos? Comunidade acorda com a Tropa de Choque e um novo muro

No RioOnWatch

Nesta quarta-feira, 13 de janeiro, a Vila Autódromo acordou por volta das 7 horas da manhã e encontrou, em torno do bairro que hoje é lar para algumas dezenas de famílias, um grande número de policiais da Tropa de Choque do Rio, teoricamente a polícia apropriada para o controle de grandes distúrbios em manifestações civis e eventos públicos. Os moradores não tiveram nenhum aviso que eles estariam lá ou o que estava para acontecer. Na falta de informações, os moradores temiam uma repetição da tentativa de demolição, a mesma ocorrida em junho passado, que resultou em conflito com a Guarda Municipal e pelo menos seis feridos. Continue lendo “Vila Autódromo às vésperas de violentos abusos de Direitos Humanos? Comunidade acorda com a Tropa de Choque e um novo muro”

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Polícia está à procura do responsável por matar a chutes índio morador de rua em BH

Por Andréa Silva e Cristiane Silva, no Estado de Minas

Morreu ontem no começo da noite o morador de rua de origem indígena chutado e pisoteado na madrugada no Centro de Belo Horizonte.  Câmeras de segurança de lojas na Rua 21 de Abril, onde ocorreu o crime, registraram as cenas de violência sem justificativa. O corpo do morador de rua, ainda sem identificação, foi removido para o Instituto Médio Legalo (IML). A polícia continua à procura do agressor, mas até o fim da tarde ainda não havia identificado o autor do ataque. As imagens mostram o momento em que a vítima, que tinha o hábito de dormir no local, chega cambaleante, se ajeita embaixo de uma marquise e se deita. Pouco depois das 2h, quando o morador de rua estava dormindo, um rapaz se aproximou e começou a agredi-lo com chutes no rosto e pisadas na cabeça. São cenas de extrema violência. O agressor chegou a desferir uma sequência de 12 chutes no rosto do indigente. Continue lendo “Polícia está à procura do responsável por matar a chutes índio morador de rua em BH”

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Comunidades indígenas de aldeias Tupiniquim e Guarani desocupam trilhos da ferrovia da Vale em Aracruz

Por Livia Francez, em Século Diário

Os índios Tupinikim e Guarani de Aracruz, no norte do Estado, desocuparam os trilhos da ferrovia da Vale, que corta a aldeia de Comboios, na tarde desta sexta-feira (15) depois de uma negociação mediada pelo Ministério Público Federal (MPF) entre a comunidade indígena e representantes da empresa. Os índios cobravam providências sobre o desastre que se abateu sobre a as comunidades ribeirinhas com a chegada da lama de rejeitos de minério proveniente do rompimento da barragem da Samarco/Vale-BHP em Mariana, Minas Gerais, há mais de dois meses.

De acordo com o cacique Toninho, da aldeia Tupinikim Tekoá Porã (Boa Esperança), a intenção do protesto era chamar a atenção da Vale para os impactos com a chegada da lama e cobrar soluções das empresas responsáveis pelo crime ambiental. Ele ressalta que, como foi marcada uma reunião para a próxima quinta-feira (21) para debater a compensação dos impactos, a comunidade indígena resolveu sair dos trilhos. Continue lendo “Comunidades indígenas de aldeias Tupiniquim e Guarani desocupam trilhos da ferrovia da Vale em Aracruz”

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Nicinha: Militante social desaparecida foi assassinada a tiros em Rondônia

Segundo o delegado, o ‘jovem’ confessou o crime, diz que escondeu o corpo com ajuda de outros dois, mas não sabe onde ele está… Me engana! (TP)

Por Hosana Morais do G1 RO

A Polícia Civil prendeu na tarde desta sexta-feira (15), o suspeito de assassinar a militante social, Nilce de Souza Magalhães. O jovem Edione Pessoa da Silva confessou ter matado a mulher, no distrito de Nova Mutum-Paraná, localizado a 150 quilômetros de Porto Velho. Continue lendo “Nicinha: Militante social desaparecida foi assassinada a tiros em Rondônia”

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